<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869</id><updated>2012-01-02T12:55:03.426Z</updated><title type='text'>A Prima é Doida Varrida</title><subtitle type='html'>E, aos doidos, nada se contraria...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>102</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-4927756517700817776</id><published>2011-12-29T17:34:00.003Z</published><updated>2011-12-29T23:35:40.320Z</updated><title type='text'>RELATÓRIO E CONTAS</title><content type='html'>Nunca fiz planos para o Ano Novo, nunca tomei daquelas resoluções de mudança a colocar em prática impreterivelmente na manhã de 1 de Janeiro. Sou mais do tipo balanços. Se calhar, porque sou uma insegura e temo tanto o futuro que prefiro agarrar-me ao que já cá canta, seja bom ou mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 1 de Janeiro de 2011, fui a Fátima. Entreguei à Mãe o meu ano novinho em folha. Pedi-lhe que mo gerisse por estar tão incapaz que roçava a inimputabilidade. Assim, dispus-me a ter apenas o usufruto dos 365 dias que se seguiriam e em que nem queria pensar, por serem tantos. Eu, que ainda há tão pouco, tentara ceifá-los e acabar com qualquer alvorada que sobreviesse. Quanto mais 365!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, cheguei aqui. À distancia de apenas 2x1 dia que é, como quem diz, só mais hoje e amanhã. A contar como contava os dias que faltavam para a data da festa. “No tempo em que festejavam os meus anos (…) e ninguém estava morto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal me reconheço na pessoa que viveu os primeiros meses deste ano. Leio coisas que não me lembro de ter escrito, embora seja a minha letra – ainda que mais feia e desordenada – que encontro em pequenos apontamentos feitos aqui e ali que, hoje, me apanham de surpresa, ao abrir o caderno da escola ou o livrinho das notas que tomo na supervisão ou, ainda, aquele caderninho que tenho na mesa-de-cabeceira e que foi um presente de um presente do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me perguntam como estou agora, respondo, invariavelmente e desde há cerca de dois meses, que “Andei perdida, fui ao fundo mesmo fundo mas já estou quase eu. Ainda não totalmente mas quase”. Esta frase tem-me soado estranha. Há qualquer coisa no seu conteúdo que não ressoa cá dentro. Como se estivesse a ser dita por outra pessoa ou como se eu estivesse a falar &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; alguém e não &lt;em&gt;com&lt;/em&gt; alguém (como me ensinou o meu saudoso Mestre) quando a formulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que fosse por não me identificar com o nacional espírito fatalista (embora cada vez goste mais de fado e seja a única música que consigo ouvir quando estou triste, provavelmente para sintonizar com o afecto sentido). Aquela coisa de não dizer que estamos bem, sim senhor. Não vá dar azar… Ou alguém com um olho muito gordo invejar-nos o sorriso e a luz que desatámos a emanar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pensa em alguma coisa, de forma empenhada e honesto desejo de tomar consciência, tornamo-nos clarividentes. A justificação que parecia tão lógica, não me satisfez. Do contra, como sei que sou, não me revejo no estar lusitano, nesta coisa que, por certo, remonta a um passado glorioso que tivemos e que, por má sorte ou olhado, perdemos, até nos confinarmos a ser pouco mais do que a praia da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o meu titubear, a minha falta de vontade de afirmar-me completamente bem, teria de ter outra origem, outro significado. Como sempre, veio de repente: Claro!... Há aqui uma incongruência que reitero na minha insistência no &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt;. Digo: “&lt;em&gt;Ainda&lt;/em&gt; não estou totalmente eu”. Ainda não estou eu porque &lt;em&gt;já &lt;/em&gt;não sou aquele eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morri. Verdadeiramente. Em dada altura. Não numa data específica mas por uma série de dias a fio. Uma morte lenta, agonizante, extremamente dolorosa. Vivi as chamadas “melhoras da morte” para, logo de seguida, sucumbir definitivamente. Sufoquei em pranto, em nós cegos atados ao estômago, soçobrei exangue, entreguei-me à foice. Morri e matei. Fui semeando dor à minha volta. Queimei tudo em que toquei. Cerquei-me de aridez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaguei-me do mundo. Deixei de existir. Não quis saber de nada nem de ninguém. Era peso demais para o meu corpo de morta-viva. Fui. Lá, no limbo em que me acolheram, deixei-me ficar. Entreguei-me sem esperança, sem dor, sem paz, sem nada. Toda eu uma coisa nenhuma. Depois, quando chegou o momento, reencarnei. “Na vida que escolhi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “eu” já sou um eu. Sou alguém que perdeu a visão romântica do ser humano sem, contudo, ter perdido a fé nas pessoas. Sou ponderada, paciente, contida. Sem, contudo, ter perdido a alegria, o entusiasmo, a espontaneidade. Sei viver cada dia como se a vida toda dependesse apenas disso, sem me preocupar com o quanto o amanhã é condicionado pelo que faço hoje. Sei que, &lt;em&gt;agora&lt;/em&gt;, é tudo o que tenho. E que a minha obrigação é vivê-lo. Aprendi a dizer “não” e, com isso, a dizer verdadeiramente “sim”. Permito-me o prazer de nada fazer e a ninguém agradar a não ser a mim, se para isso estiver virada. Ou o oposto, completamente. Reencarnei livre. E, acredito, capaz de assumir toda a responsabilidade que a liberdade total acarreta. Com medo. Que é sentimento humano e necessário. Mas com coragem. E desprendimento. E desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é meu. Nada é certo. Nada é para sempre. Somente eu. Que, afinal, já sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-4927756517700817776?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/4927756517700817776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=4927756517700817776&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4927756517700817776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4927756517700817776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/12/relatorio-e-contas.html' title='RELATÓRIO E CONTAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-9217682312850371401</id><published>2011-11-24T11:55:00.004Z</published><updated>2011-11-24T13:03:42.122Z</updated><title type='text'>FURA QUÊ?</title><content type='html'>Dois dos meus piores defeitos são absolutamente antagónicos. Tenho tanto de racional (posso ser tão argumentativa que, se estiver para aí virada, dou "nó até em gota de água") como de emocional (a típica movida a coração, fúria, ausência de bom-senso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser assim, a maioria das atitudes que tomo não são verdadeiras decisões, pensadas e conscientes. Porque resultam da teimosia ou do impulso. Nunca de reflexão ponderada e madura. Ok... tenho melhorado um pouco, à custa de alguma dor, algum trabalho e tempo e, sobretudo, de muito dinheiro. Que a minha psi é óptima mas faz-se pagar muito bem!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta dinâmica, sem que percebesse porquê, acordei um dia destes convicta de que iria aderir à greve de hoje. Toda a gente sabe que não percebo nada de política, ignorância que já me causou vergonha mas que, agora, apenas ganha corpo num (fútil?) encolher de ombros. Toda a gente sabe, também, que apesar disso, sou um pouco mais do que simpatizante do PP, que me agrada o capitalismo e que só tenho pena de não poder viver como fascista à séria por não ter dinheiro para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, não me questiono nem me preocupa perceber as minhas incongruências. Geminiana pura, estou habituada aos múltiplos que me habitam em coexistência nada pacífica. Ser do FCP e do SLB (conjugação que há quem diga impossível) explica muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, talvez porque alguém de quem gosto muito (querida Sista) me chamou "camarada do PP", desta vez a nota assintónica feriu-me os neurónios que pertencem ao pedaço encefálico que raramente uso e que serve para dar sentido ao que me interessa explicar. E, quando assim é, ou percebo ou... inquieto-me num desassossego que farta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha sorte é a velocidade das sinapses (que Deus estava generoso quando chegou a altura de mas conceder) e a luz costuma vir em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flash&lt;/span&gt;. Ontem, precisamente ao picar do ponto à saída do trabalho, o que parecia incoerente, apareceu-me organizado, lógico, racional e, mais importante que tudo, assente nos meus mais preciosos valores e princípios: é verdade que defendo o capital, que acho que não merecemos todos o mesmo se não produzimos o mesmo, que a democracia não é conceito operacionalmente viável porque há gente burra e cretina e não podemos ter todos o mesmo peso nas decisões que afectam todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é também verdade que não nascemos todos com as mesmas oportunidades. Que há gente fadada com o infortúnio e a quem não podemos, levianamente, atribuir o rótulo de párias da sociedade. Tenhamos nós, os que nasceram "com o rabo virado para a lua", alguma decência na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cadeias estão cheias apenas de pobres (de carteira e de espírito, é certo), de gente que nasceu e cresceu em sub-mundos que a maioria de nós só sabe que existem porque é informada e tem uma (mórbida?) curiosidade por vidas excêntricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu lado, todos os dias, trabalham pessoas que, no dia de hoje, se sentem envergonhadas. No seu íntimo, sabem que talvez de nada valesse fazerem greve, que "estas coisas" nunca levam a nada. Independentemente disso, gostariam de ter a liberdade para decidirem fazê-la ou não. Com maior ou menor engajamento político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não a têm. Simplesmente porque a perda do vencimento de um dia é determinante na economia familiar. É um luxo a que não podem dar-se. E a liberdade não é um luxo, não é um bem supérfluo, não é um acessório. É um direito fundamental. Sabê-la coarctada faz revolver as entranhas de PP-simpatizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que hoje estou de greve. Estou zangada com a forma como governam o meu país mas, disso, eu não percebo nada. Nem sei, na verdade, que efeitos esta greve pode produzir. O que sei é que posso escolher não trabalhar hoje. Eu posso decidir manifestar o meu descontentamento. Eu posso prescindir do vencimento de um dia de trabalho. No limite, aumenta o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delay&lt;/span&gt; da decisão de comprar impulsivamente (mais) um anel. Apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hoje estou de greve pela liberdade perdida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-9217682312850371401?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/9217682312850371401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=9217682312850371401&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/9217682312850371401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/9217682312850371401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/11/fura-que.html' title='FURA QUÊ?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-4633899231533139902</id><published>2011-11-20T17:55:00.003Z</published><updated>2011-11-20T18:29:17.648Z</updated><title type='text'>O INFINITO EM PÉ</title><content type='html'>Hoje faz anos o &lt;a href="http://meiavolta.wordpress.com/"&gt;mEiA vOlTa e...&lt;/a&gt; Visita privilegiada daquele espaço, de entre as certezas que tenho na vida a de que serei sempre calorosamente recebida naquela casa é, sem dúvida, uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso afirmar que a aNa já fez bem a muita gente. Durante anos, acompanhei, de muito perto, a forma como ela se dá à interacção, o valor que atribui à riqueza que lhe advém dos contactos que suscita, das reflexões que estimula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo, com toda a segurança, que a aNa mudou vidas. Não só a minha. Sei que haveria, pelo menos, meia dúzia de pessoas pronta a confirmar o que digo e a afirmá-lo na primeira pessoa. E quando falo em mudar, estou mesmo a referir-me a alterações profundas e não a meros ajustamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo tem um nome: autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a aNa tanto é doce como arisca. Ora se desvela, ora se resguarda. Como ela diz, não é com meia volta que se fica a conhecê-la. Nem com a volta toda... Porque as voltas são sempre diferentes. Imprevisíveis. Espontâneas. Função de humores, estados, momentos. À imagem e semelhança de quem as dá. No entanto, qualquer um de nós que a lê, sabe que o que está lá... é! Só assim sei definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que, apesar do mau feitio, de se outorgar o direito de não permitir em sua casa levianas contradições, ilegítimas investidas no seu mundo, dá tanta segurança a quem dela se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, acreditem, embora prime pela selectividade nas suas relações pessoais, não é difícil vê-la de braços abertos para acolher quem a procura. Atrevo-me a dizer que a única condição é ser-se tão honesto e transparente quanto ela. E, isso sim, não é para qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada aNa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-4633899231533139902?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/4633899231533139902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=4633899231533139902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4633899231533139902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4633899231533139902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/11/o-infinito-em-pe.html' title='O INFINITO EM PÉ'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7199229642324126165</id><published>2011-10-05T21:32:00.003+01:00</published><updated>2011-10-08T22:30:15.101+01:00</updated><title type='text'>A BESTA (de novo)</title><content type='html'>Há mais ou menos 18 anos, estive deprimida verdadeiramente pela primeira vez. Refiro-me ao conceito clínico e não apenas àquela melancolia, tristeza, desalento que todos sentimos, em maior ou menor grau, mais ou menos vezes ao longo da vida, com uma curiosa e particular incidência aos domingos ao fim da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse querer morrer. Fiz uma patética tentativa, de cariz essencialmente apelativo, ao jeito do cobardolas que, desafiado a andar à pancada, enquanto dá uns seguros passos atrás, berra: “agarrem-me, agarrem-me que lhe parto os dentes todos”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarraram-me. Fizeram tudo direitinho - eu também - e a “coisa” passou no seu devido tempo. As perdas que se (me) sucederam, as mortes com que tive de lidar depois disso, obrigaram a um congelamento da minha estrutura, a um segurar tudo “cá dentro”, para não desmoronar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida correu. Durante os primeiros anos que se seguiram, tinha pavor de voltar a deprimir. Mais ainda do que de ficar diabética. Que é coisa que me deixa estarrecida. Era só o que me faltava!… Deixar de poder recorrer à minha droga de eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, fui esquecendo como me sentira, fui-me tornando mais feliz, fui acreditando que, afinal, a vida apenas dera uma fífia, que o episódio não passara de uma partícula de pó no caminho da agulha sobre um disco de vinil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fui feliz. Descontraidamente feliz. Despreocupadamente feliz. Tranquila e serenamente feliz… E doente. Muito doente no corpo. Mas de alma iluminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente (“Não mais que de repente”), sem que nada o fizesse supor ou suspeitar, nem a mim nem a ninguém, quase que apenas num instante, num ínfimo lapso de tempo, a temida voltou. E veio com tudo. Com a força da besta que esteve, anos a fio, retirada do mundo, num qualquer recôndito lugar, a urdir estratégias, a treinar golpes, a desenvolver músculo e cérebro com o objectivo único de se lançar a mim. Sedenta de desforra e triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colou-se-me à pele, transformou-se na carne que me reveste os ossos, tomou-me de assalto o coração e deglutiu todo o meu conteúdo cefálico. Trouxe consigo doses de terror com que me injecta regularmente. Alimenta-me de angústia e mágoa e leva-me a passear a labirínticas florestas onde me solta a trela para que me sinta perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma ajudante. Uma espécie de &lt;em&gt;partenaire&lt;/em&gt; do ilusionista do circo. É sedutora, no seu sorriso tranquilo e doce. Aparece-me de braços abertos e convida-me, com o olhar, a aceitar o colo que me oferece: “Anda, acolhe-te aqui. Verás como tudo passa. Já chega… Para que continuas a penar? Anda… Levar-te-ei a ver maravilhas, a um mundo encantado. Lá, serás feliz…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Que vontade de me deixar ir… Mesmo que a esmola seja grande e eu, pobre, desconfie. Como recusar a promessa de uma vida nova, num maravilhoso (admirável?) mundo novo? Aqui já está tudo gasto: já vivi alegrias, dores, paixões, angústias, nadas, tudo em graus exponenciais e que chegam para toda uma vida. Vivi. Vivi! Nunca nada me passou ao lado, desde que ao alcance do meu braço. Sou demasiado preguiçosa e descrente para me mexer. Mas vejo-me em pose estática, com os meus longos braços em movimento contínuo, quais tentáculos de polvo agarrando tudo o que me passava perto. E a saber tirar todo o proveito. Mesmo quando o ganho fosse dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a besta, atenta, sempre à coca, ataca! Apanha-me cansada, exaurida deste meu destino/missão que escolhi de me dar aos outros e… ataca! Deixa-me siderada. Trucidada. Os braços/tentáculos escorridos ao longo do corpo. A deixar passar, tão perto que lhes sinto o hálito, todos os meus recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes não me resta senão o olhar. E, num esforço que só eu sei, foco-o no que quero, apelo para o que me resta de esperança de alguma oferta da vida. Nessas alturas, a &lt;em&gt;partenaire&lt;/em&gt; de voz maviosa aparece, o sorriso cada vez mais doce, o colo cada vez mais amplo. Desfoco a sua imagem. Vejo para além, por detrás. Aí está a realidade que quero. Sei que pudesse eu levantar um braço e não me escaparia. Mas como? Inerte este corpo, desintegrado, devorada a vontade, curto-circuitadas as sinapses deste meu cérebro de lama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que me pegue ao colo, por favor. E me ajude a jogar este jogo de ganhar vidas. Se for exímio e treinado na arte, talvez possa dar bom uso às duas armas que me restam: ainda tenho o olhar e o sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7199229642324126165?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7199229642324126165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7199229642324126165&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7199229642324126165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7199229642324126165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/10/besta-de-novo.html' title='A BESTA (de novo)'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-4761262404720013251</id><published>2011-09-19T14:59:00.001+01:00</published><updated>2011-09-19T15:01:37.695+01:00</updated><title type='text'>ONOMATOPEIA?</title><content type='html'>Catrapuz!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-4761262404720013251?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/4761262404720013251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=4761262404720013251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4761262404720013251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4761262404720013251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/09/onomatopeia.html' title='ONOMATOPEIA?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3446022914242031904</id><published>2011-09-10T11:01:00.002+01:00</published><updated>2011-09-10T12:24:37.558+01:00</updated><title type='text'>REVISÕES DA MATÉRIA DADA</title><content type='html'>Recurso. Etimologicamente, o acto de desfazer caminho, a possibilidade de fazer um caminho novo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;re&lt;/span&gt;+&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cursus&lt;/span&gt;. Diz-me o &lt;a href="http://www.priberam.pt"&gt;Priberam&lt;/a&gt; que a palavra designa um meio para alcançar um fim, um remédio, uma cura, um refúgio, uma protecção e que a conjugação do verbo corresponde ao acto de procurar ajuda ou socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a pensar... Como é habitual nesta nossa complicada e riquíssima língua, chego à conclusão de que estou perante um daqueles conceitos ambíguos, uma faca de dois gumes, um terreno pouco seguro, não propriamente escorregadio, antes acidentado. Porque formulo duas frases. De significado contrário e antagónico. E as duas são verdadeiras ou, pelo menos, a observação dos homens e a vida vivida, disso me convencem: "qualquer pessoa gostaria de ser considerada um recurso" e "ninguém gosta de ser considerado um recurso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conta incondicionalmente comigo". "Podes recorrer a mim sempre que precisares". "Não te esqueças de quem gosta de ti". "Não hesites em procurar-me".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sou um pneu sobresselente". "Só se lembra de mim quando precisa". "Tarde piaste". "Cada um faz a cama em que se deita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflicto nisto e, como sempre, fico maravilhada perante a riqueza da natureza humana. Efectivamente, "o Homem é ele próprio e a circunstância". E as diferentes experiências, os outros que interagem connosco, a nossa própria (inadmitida?) incoerência, tornam-nos capazes da expressão da antítese na vida que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico inquieta. Profissionalmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu sou&lt;/span&gt;, por excelência, um recurso. Esforço-me por ser de qualidade. Empenho-me, entrego-me, estudo para que, o recurso que sou, tenha o valor que é esperado. Mas não estou imune à minha substância humana. Onde está o momento em que, legitimamente, posso começar a assobiar para o lado? Se não me pagarem? Se não me respeitarem? Se não souberem aproveitar-me enquanto recurso... e dos bons?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no resto da minha vida? Quando é que aquela linha finíssima - que separa a disponibilidade, a tolerância e o amor ao próximo, da ausência de amor-próprio e auto-estima - aparece, ainda que apenas pontilhada? Nesse momento que direito tenho, enquanto responsável por este ser que sou eu, o único com quem viverei para o resto da vida, como dizia o Oscar Wilde, de assobiar para o lado mas de mim? O que se torna "um recurso" nesse instante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto atrás nestes enleios em que me distraio, para perceber que "recurso" pressupõe "relação". Já devias saber! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo &lt;/span&gt;pressupõe relação. Pelo menos na tua vida, senhora! E que, por esse motivo, é com o outro que eu sou um recurso (ou que ele é um recurso para mim). E isso basta para que tudo se legitime, para que tenha o direito de ser incondicionalmente disponível ou incondicionalmente indisponível. Na mesma hora, no mesmo instante. Assim difiram as circunstâncias. Até porque, como me ensinou o mestre (que saudades): "Quem não se sente não é filho de boa gente".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3446022914242031904?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3446022914242031904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3446022914242031904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3446022914242031904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3446022914242031904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/09/revisoes-da-materia-dada.html' title='REVISÕES DA MATÉRIA DADA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6073741823614254183</id><published>2011-09-07T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-09-07T01:06:08.517+01:00</updated><title type='text'>A FÉ. SEMPRE A FÉ.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt; 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Literalmente. A minha mãe, vicentina caridosa, dedicado membro da Acção Católica, senhora da alta burguesia da terra, aos sábados, acompanhada da sua dilecta amiga, senhora de uma burguesia ainda mais alta, limpava o pó aos altares da Sé Catedral e compunha arranjos de flores que fariam a comunidade soltar heréticos murmúrios de admiração durante as eucaristias de domingo, face à clara demonstração de humilde entrega cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acompanhava-as sempre. E tinha um altar próprio, só meu, de que cuidava. À entrada da igreja (edifício moderníssimo, imponente, construído no início dos anos 70, controverso e, para sempre, inacabado), à esquerda, a pia baptismal era encimada por um Cristo na cruz, figura dum realismo que dissonava de forma chocante com o minimalismo estilizado do edifício. Talvez por me sentir atraída por esse contraste grosseiro, deleitava-me a limpar, com um paninho e uma escova de dentes usada, cada chaga do corpo daquele desgraçado. Enquanto o fazia, acho que rezava. Mas já nem sei bem. Talvez o fizesse da forma mais pura que pode haver, porque imbuída de uma verdadeira compaixão. Ao passar os dedos por cada ferida aberta, sentia a dor vivida e condoía-me. Havia qualquer coisa de masoquista no acto (“todo o sadismo é masoquismo”, diz-me a mestre), um prazer associado à dor. Uma conexão que o meu cérebro instintiva e automaticamente ainda hoje faz entre sofrimento e gozo… (“sofrer para bela ser”; “no pain, no gain”).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui à missa mais do que uma vez por semana durante anos. Conhecia a liturgia quase de cor. Era dos leitores mais requisitados por ter uma voz bonita, clara e ser tão novinha que ficava bem no púlpito. Uma promessa… Ouvi histórias dos “chamados”. Aqueles que o Pai escolhia para integrarem o seu rebanho, para serem as suas ovelhas de ouro. Pedi-lhe sinais para o caminho. E ele deu-mos. Tornando-me tão devassa e voraz pela vida que me mostrou, inequivocamente, a impossibilidade de me confinar a um convento ou mesmo a uma leve entrega leiga à “causa”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos poucos, perdi a necessidade de “lá” ir tantas vezes. Hoje, quando vou à missa, é de visita a casa de um amigo a cujo convite respondo. E como o que ele me serve. E só não bebo porque não há maneira dos homens que mandam na igreja, perceberem que o que faz sentido é o pão com o vinho (comungar das duas espécies, como me ensinou a mãe).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E sei as senhas e as contra-senhas todas. Respondo ao papaguear próprio, ao argumento decorado. Sei as falas e entro nos tempos certos. Algumas saem-me da boca. Outras, do coração. Há, no entanto, uma frase que resume e define o que é, para mim, a fé. É dita aquando do convite para a mesa e funciona como uma afirmação de que acredito, de que, de verdade, existe algo que me toca incondicionalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aprendi agora – que tenho ido tão poucas vezes às suas festas – que posso repeti-la sempre que me apetecer, como se faz quando se envia um sms a um amigo só para se dizer o quanto se gosta dele ou falarmos das saudades que sentimos. E, quando o faço, sinto, em toda a plenitude, o efeito destas palavras em mim: “Senhor, eu não sou digna de que entreis em minha morada. Mas dizei uma palavra e eu serei salva”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6073741823614254183?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6073741823614254183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6073741823614254183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6073741823614254183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6073741823614254183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/09/fe-sempre-fe.html' title='A FÉ. SEMPRE A FÉ.'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3754714346815285915</id><published>2011-02-14T14:48:00.002Z</published><updated>2011-02-14T14:53:07.850Z</updated><title type='text'>COISAS DE BRUXAS?</title><content type='html'>Ontem falaram-me do "caldeirão". Exactamente o que eu precisava para poder concluir a metamorfose. &lt;em&gt;Et voilá!...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3754714346815285915?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3754714346815285915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3754714346815285915&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3754714346815285915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3754714346815285915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/coisas-de-bruxas.html' title='COISAS DE BRUXAS?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6905874309609327821</id><published>2011-02-08T10:37:00.004Z</published><updated>2011-02-08T11:28:37.650Z</updated><title type='text'>REMINDERS</title><content type='html'>"ÓRBITA CEMITÉRIO" - &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lucía Etxebarria, Beatriz e os Corpos Celestes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Yet come to me in my dreams, that I may live&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;My very life again though cold and death&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Come back to be my dreams, that I may give&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pulse for pulse, breath for breath:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Speak low, lean low&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As long ago, my love, how long ago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;CHRISTINA GEORGINA ROSSETTI, Echo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"NO LUGAR DO MEDO"- &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lucía Etxebarria, Beatriz e os Corpos Celestes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Lá onde começa o desejo, no lugar do medo, onde nada tem nome e nada é, antes parece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;CRISTINA PERI ROSSI, Desastres Íntimos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"LUZ DE UMA &lt;span style="font-size:100%;"&gt;ESTRELA&lt;/span&gt; MORTA"- &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lucía Etxebarria, Beatriz e os Corpos Celestes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Gostaria de pensar que existe alguma coisa certa no aforismo AMOR VINCIT OMNIA. Mas se alguma coisa aprendi nesta curta e triste vida é que essa frase feita é mentira. E o que nela acreditar, um insensato.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;DONNA TART, O Segredo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;FINAL &lt;/span&gt;- &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lucía Etxebarria, Beatriz e os Corpos Celestes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;You want a reason: I'll give you reasons, don't change your ideals with every season, just look inside yourself for information and make your own life a celebration, you've got the power, power to be strong, an education that should be lifelong, don't be a victim of expectations, just make your own life a celebration.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;THE BELOVED, Conscience&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6905874309609327821?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6905874309609327821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6905874309609327821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6905874309609327821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6905874309609327821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/reminders.html' title='REMINDERS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-924170973573865062</id><published>2011-02-08T09:41:00.004Z</published><updated>2011-02-08T10:35:58.240Z</updated><title type='text'>"A CIDADE EM RUÍNAS"</title><content type='html'>O início do segundo capítulo de um dos livros preferidos da minha vida, marcou-me tanto que, nas mais variadas situações, quando falo com alguém em sofrimento, acabo por me lembrar daquele parágrafo e costumo referir-me a ele, embora sem o citar &lt;em&gt;ipsis verbis&lt;/em&gt; que a minha memória não é assim tão prodigiosa e porque, na verdade, o que importa é a ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, é para mim que o quero lembrar. E retirei da estante o livro que está todo de folhas soltas, provavelmente pelos maus tratos que lhe dei nas vezes que o li. Porque a reverência com que trato os livros, não inclui cuidados com o objecto que são. Antes pelo contrário. Gosto de os vincar, riscar, deixá-los de lombada quebrada. Se um livro passa por mim incólume, pronto a ser leiloado no e-bay com a descrição "praticamente novo", é porque não me deixou absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser para mim, quero que estejam lá as palavrinhas todas, tal como as bebi. E, para que se gravem indelevelmente, quero deixa-las aqui escritas. Como se fosse uma cábula de harmónio como as que fazia para os testes mas que acabava por nunca usar, uma vez que a transcrição da matéria para o papel que dobraria cuidadosamente para enfiar em qualquer orifício de fácil acesso, era suficiente para que não mais me esquecesse do que lá estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Não tentes enterrar a dor: estender-se-á pela terra, sob os teus pés; infiltrar-se-á na água que tenhas de beber e envenenar-te-á o sangue. As feridas fecham-se, mas ficam sempre cicatrizes mais ou menos visíveis que voltarão a incomodar quando mudar o tempo, lembrando-te na pele a sua existência e, com ela, o golpe que as originou. E a recordação do golpe afectará as decisões futuras, criará medos inúteis e tristezas vis, e crescerás como uma criatura apagada e cobarde. Para quê deixar para trás a cidade onde caíste? Pela vã esperança de que, noutro local, num clima mais benigno, já não te doerão as cicatrizes e beberás uma água mais limpa? Em teu redor erguer-se-ão as mesmas ruínas da tua vida porque, para onde quer que vás, levarás a cidade contigo. Não há terra nova nem mar novo, a vida que não aproveitaste ficará por aproveitar em qualquer parte do Mundo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;LÚCIA ETXEBARRIA, Beatriz e os Corpos Celestes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-924170973573865062?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/924170973573865062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=924170973573865062&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/924170973573865062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/924170973573865062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/cidade-em-ruinas.html' title='&quot;A CIDADE EM RUÍNAS&quot;'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6313031517739454455</id><published>2011-02-06T23:47:00.002Z</published><updated>2011-02-07T00:14:15.729Z</updated><title type='text'>ÓBITO</title><content type='html'>Na terra onde nasci, faz-se uma festa quando morre alguém, É uma coisa que os "brancos" nunca perceberam muito bem, por mais cafrializados que tivessem ficado. Bebe-se, come-se, xinguila-se e chora-se muito. Esta parte é imprescindível e, para isso, contratam-se as carpideiras, talvez no que de mais próximo há com os enterros da província. Um morto tem de ser chorado. Aos gritos, em soluços e gemidos angustiantemente prolongados, acompanhados de arrepelar de cabelos e espasmos dos membros superiores e inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus mortos, nunca houve nada disso. Somos todos demasiado discretos, demasiado contidos na nossa dor para que nos permitíssemos tais figuras. De tal forma que, no enterro da minha mãe, de repente, a prima da empregada que havia começado a trabalhar na nossa casa há 15 dias, desatou numa gritaria que a todos assustou. Africana de origem, deve ter pensado que éramos uns desleixados, uns filhos ingratos, uma família miserável por deixar que aquele ente tão querido se fosse assim, sem o devido acompanhamento sonoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete dias depois, lá na banda, "varrem-se as cinzas". E há mais festa, muita comida e bebida, muita incorporação de espíritos, na verdadeira celebração da passagem que é a morte. Gente tão sábia aquela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei fazer nada disso. E devia. Porque, desde pequena, sempre achei que seria capaz de matar alguém, numa situação-para-mim-limite o que, necessariamente, me dá maior responsabilidade na forma como deveria cuidar do defunto resultante. A verdade é que só consigo imaginar-me a braços com o morto, literalmente. Sem saber como chorá-lo porque o decoro não me permite gritar, nem gemer, nem soltar sequer um inaudível soluço. Sem saber onde o guardar, sem ter a quem confessar que o homicídio cometido só foi porque teve mesmo de ser e que eu só quero tratar de tudo com a dignidade que o morto deveria merecer, embora tenha cometido a loucura de ceder à exaustão, acertando-lhe um tiro certeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, sem os rituais devidos, arrisco-me a ser perseguida pela sua alma penada e danada. O que me levará ao Inferno em vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6313031517739454455?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6313031517739454455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6313031517739454455&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6313031517739454455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6313031517739454455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/obito.html' title='ÓBITO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-881683205693047574</id><published>2011-02-04T09:20:00.005Z</published><updated>2011-02-04T13:55:53.787Z</updated><title type='text'>NA MANHÃ DE 4 DE FEVEREIRO</title><content type='html'>Os caminhos interiores, inevitáveis para a a nossa evolução, escolhemo-los nós. E, imprescindível para que que se façam, é a responsabilidade que assumimos perante as escolhas que vamos fazendo ao longo do percurso que, se bem feito, é tortuoso e cheio de atalhos que nem sempre sabemos a que nos conduzem. A única certeza que temos é de seguir em frente, ainda que, por vezes, acabemos num ponto por onde já passámos e tenhamos que lidar com a perda de tempo, de sensação de energia desperdiçada, de andar a dar voltas. Mas isso faz parte e é também caminho. É sinal de que temos de voltar atrás e escolher outro percurso. Claro que temos que nos disponibilizar para isso e aceitar como necessário e incontornável. E, é nessas alturas que nos faz bem lembrar o grande Frankl e exercer a última das nossas liberdades que é escolher como reagir perante as circunstâncias do destino. Sendo, iminentemente uma pregorrativa nossa, só a nós diz respeito. E não escutarmos o nosso coração, o corpo que nos dá sinais, as emoções que sentimos é que é o verdadeiro desperdício de vida. Acima de tudo, o que deve pautar as nossas decisões é o nosso querer estar bem, o sabermos defender-nos do que nos faz mal e não nos obrigarmos a aceitar o que nos dói, só porque sabemos que o caminho é de dor. Que é, com efeito. Mas dores há muitas e algumas não fazem outro sentido senão aniquilarmos a nossa vontade e passarmos por cima do que, em insconsciência, vemos como consequência lógica. A responsabilidade obriga-nos ao discernimento. e a sabermos destrinçar o trigo do joio, o necessário e o acessório, o dispensável e, até, o que pode ser destruidor. O respeito pelo outro não implica a surdez, a atitude autista perante o que o outro nos faz sentir, em prol da concretização de um objectivo, de alcançar a meta que temos em mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos são únicos e individuais. Cedermos a acompanhar o caminho de outro, não pode implicar sofrermos com as escolhas do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, é claro. Se puder fazê-lo, escolherei que seja sem dar o corpo às balas, sem me maltratar. Porque não é o outro que me faz mal. Sou eu que o permito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já sou boa demais, já me respeito o suficiente para me obrigar a ter essa clarividência e assumir as consequências. Tudo o resto roça o masoquismo bacoco que nada serve. Posso tenho uma vida plena, se assim o quiser, se a isso me permitir. Nada justifica uma atitude diferente. Só custa empurrar o amor para a barriga. Que é o lugar onde pertence e onde tenho que o alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha terra, hoje canta-se que, neste dia, "os heróis quebraram as algemas". Poderá haver melhor imagem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-881683205693047574?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/881683205693047574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=881683205693047574&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/881683205693047574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/881683205693047574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/na-manha-de-4-de-fevereiro.html' title='NA MANHÃ DE 4 DE FEVEREIRO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6347162597874672763</id><published>2011-02-03T12:36:00.006Z</published><updated>2011-02-03T15:45:29.440Z</updated><title type='text'>NOVO INQUILINO</title><content type='html'>Hoje aprendi que o amor não se guarda no coração. O peito é lugar demasiado perto da garganta, demasiado perto da boca. O que faz com que, ao pequeno descuido, se nos soltem pedaços, palavras, soluços, gemidos, queixumes, arroubos espampanantes de paixão e declarações de amor ardente. Que se perdem na intensidade da projecção com que são emitidos. Demasiada potência, cavalos a mais, num veículo que serve um percurso tão curto. Por outro lado, se voraz, também se alimenta com pouco e rápido, como um hipoglicémico que arriba por cinco minutos com um pacote de açúcar, para cair redondo de seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro amor guarda-se mais abaixo. Algures entre o estômago e o baixo-ventre, parece que no plexo solar, que disso não percebo nada, embora devesse. Faz-me sentido. Afigura-se-me um lugar mais seguro. Nem entra nem sai nada inadvertidamente. Não está vulnerável aos caprichos do clima. Mantém uma temperatura mais ou menos constante. Conforta. Como uma sopa saborosa e quente num dia frio de inverno. E - disseram-me e eu acredito - este é um amor mais rico, mais completo. Se calhar por estar mais fundo em nós, é amor pelo outro mas também amor pelo próprio. E, por isso, nunca nos deixa ficar mal, nunca nos falta, não nos abandona. Não se nos escapa boca fora, ao primeiro bocejo de tédio ou ao primeiro arranco de dor. Também é mais perene. Não se volatiza. É de confiança, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema surge quando o espaço para esse amor está ocupado e ele é obrigado a morar no andar de cima, à face da rua ou, nos casos mais graves, nas sombrias águas-furtadas da caixa craniana. Nessas situações impõe-se a emissão da ordem de despejo do inquilino ilegítimo, sem recurso à usucapião, sejam quantos forem os anos de ocupação. Mas é um processo que tem de ser bem conduzido. Primeiro, há que conhecer muito bem o indesejável sujeito. Torná-lo objecto de desvelado estudo. Usar de todas as artimanhas para lhe conquistar a confiança. Saber dele o mais possível. Dominar-lhe a razão de existir. Levá-lo, com recurso ao que for necessário, à nudez total, à palma da nossa mão. E, nesse momento, sem hesitações, desferir o golpe de misericórdia, doa o que doer. Doa a quem doer. Doa como doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hoje, precisei de me irritar muito contigo, mãe. Já chega de me apareceres em sonhos sempre com um ar descontente, tu que tinhas um dos sorrisos mais bonitos que já vi. Aquele espaço que ocupaste já não é teu. Preciso dele, mãe. Estou a pôr-te fora, mais às tuas expectativas em relação a mim, mais à minha falta de segurança e ao meu estado de alerta permanente, como se pudesse assegurar-te de que nunca seríamos apanhadas de surpresa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6347162597874672763?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6347162597874672763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6347162597874672763&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6347162597874672763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6347162597874672763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/02/novo-inquilino.html' title='NOVO INQUILINO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7284542790387214115</id><published>2011-01-22T12:23:00.004Z</published><updated>2011-01-22T12:39:00.967Z</updated><title type='text'>PRIVILÉGIOS DE FILHA</title><content type='html'>Uma vez disseram-me que, sendo eu uma filha predilecta de Deus, nada do que lhe pedisse me seria alguma vez recusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de me deixar descansada e confiante, aquela afirmação só concorreu para acicatar as minhas dúvidas e acentuar a minha noção de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: porque serei eu uma filha predilecta de Deus? Talvez porque me porte de acordo com o que ele acha bem. Caramba... tenho de ter cuidado então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: porque nada me será recusado? Talvez porque seja sempre muito sensata no que peço. Caramba... tenho de ter cuidado então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se sou filha - e ainda mais das predilectas - não me será permitido arriscar? Não terá chegado o tempo de acreditar que posso pedir tudo, sem filtro, sem censura, só porque é o que preciso desesperadamente? Sem medo de, depois, não saber viver com o "não", se ele vier? Porque, enquanto pai, se não me der a resposta que quero, é porque entende que não é o melhor para mim. E há-de encontrar forma de me ajudar a ver isso mesmo, enquanto me senta nos seus joelhos, encosta a minha cansada cabeça no seu peito e me enche do seu Amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7284542790387214115?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7284542790387214115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7284542790387214115&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7284542790387214115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7284542790387214115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/privilegios-de-filha.html' title='PRIVILÉGIOS DE FILHA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-1170549615567596670</id><published>2011-01-21T16:19:00.003Z</published><updated>2011-01-21T17:48:36.928Z</updated><title type='text'>DEIXAR FALAR OS DEMÓNIOS</title><content type='html'>Sempre me acusaram de ser demasiado voluntariosa na forma como tomo decisões. Muitas vezes, fui chamada à atenção por não levar em linha de conta a opinião de quem acaba por ser arrastado, sem espaço para expressão própria, para as escolhas que faço, para aquilo a que me proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos, foi-me impossível pedir ajuda, fosse para o que fosse, desde as coisas mais prosaicas aos assuntos mais sérios e, ainda mais, aceitá-la. Alguns anos de terapia depois, sou hoje um pouco mais capaz, embora ainda não me seja absolutamente confortável encontrar-me em situações do género que, muito estupidamente, me fazem sentir uma vulnerabilidade que me assusta. Profissionalmente melhorei bastante: apesar da minha mania de que não há quem faça melhor do que eu (e o povo não ajuda quando adagia que "se queres bem feito, fá-lo tu") já consigo delegar, já consigo acreditar que outros podem fazer, tanto - mas ainda não tão bem - quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem tomei contacto com partes de mim que, em certa medida, podem "explicar" porque sou assim. E quando algo se torna consciente e estamos empenhados num compromisso de responsabilidade, não podemos senão encarar os demónios que nos habitam e acolhê-los como nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito pequena que fui sobre-responsabilizada. Tinha 4 anos quando, por castigo, fui obrigada a subir sozinha num elevador, por ter partido uns copos que a minha mãe acabara de comprar e cujo transporte entregara aos meus cuidados... Aos 15 anos, fiquei a viver por minha conta, sem ninguém, com um orçamento mensal disponível superior ao dos meus colegas do liceu em, pelo menos, 500%, com os pais a 7000 km de distância, com quem falava, ao telefone e com sorte, uma vez por mês. Podia tudo. E por isso, sentia o peso de não poder nada. Nunca me perdoariam qualquer quebra da confiança depositada em mim. Havia sido criada, educada, moldada para cumprir o que era esperado. Não havia pior pecado do que ignorar os talentos com que deus pai nosso senhor nos tinha brindado. E isso incluía ser capaz de, competentemente, tomar conta de mim. E fazia noitadas mas não faltava a uma aula. E fumava charros e tomava speeds mas tinha óptimas notas. E não comia mas era gorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi muito cedo que só podia contar comigo. Que o colo era bom mas condicionado ao meu desempenho. Que, se queria (e se eu era de querer, até porque outra coisa não me seria permitida) tinha que me esgadanhar para o conseguir. Sempre a história dos talentos a render. E foi assim que aprendi a não precisar de ninguém, para não ter de tropeçar na ausência. Desenvolvi mil capacidades e competências (há dias chamaram-me centro comercial, tal é o número e diversidade de coisas que sei fazer e de serviços que posso prestar). Para ser auto-suficiente. Para garantir a minha sobrevivência mesmo no mais inóspito lugar do mundo que era onde eu vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por ser tanto aquilo a que tinha de dar atenção, não tive nunca tempo para abrir espaço para uma alteração do que vivia. Acho que nem nunca me passou pela cabeça que pudesse haver outras formas de vida. Por defesa e sentido de eficácia, aprendi a ser arrogante, a decidir sozinha, a "pôr e dispor" de tudo na minha vida. E sem tempo a perder. Para não ser atropelada pelos acontecimentos. Habituei-me a conseguir tudo o que queria no momento seguinte à tomada de consciência do querer. Só dependia de mim, não é verdade? Quero. Tenho. Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, os demónios que me vêm atazanando há meses, deram-me a notícia que, intimamente, eu já conhecia mas temia enfrentar: as coisas já não são assim, maria carolina. Quiseste aprender a confiar, não foi? Achaste que te podias permitir contar com, partilhar, acreditar no outro? Pois é... com isso vem uma coisa que se chama entregar. E fazê-lo, mas fazê-lo bem, significa que não és tu que controlas nada. Que não és tu que decides. Não és tu que dizes quando. Tens, agora, finalmente, a última prova para superar, nesse assumir pleno de quem és a que te propuseste. A espera. A derradeira barreira que te separa da entrega total. Aprende. Aguenta. Segura-te. ESPERA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-1170549615567596670?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/1170549615567596670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=1170549615567596670&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1170549615567596670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1170549615567596670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/deixar-falar-os-demonios.html' title='DEIXAR FALAR OS DEMÓNIOS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6109588845326873638</id><published>2011-01-18T11:51:00.002Z</published><updated>2011-01-18T12:58:11.142Z</updated><title type='text'>CTRL+ALT+DEL</title><content type='html'>Chegou com aquele vinco entre as sobrancelhas, o sorriso de sempre, o olhar directo, franco, de pessoa em quem se confia. Detenho-me um pouco a observá-la, menos disfarçadamente do que sempre faço e apercebo-me de há qualquer coisa que não joga. O conjunto é harmonioso, agradável. Mas aquele cenho franzido não condiz com o sorriso aberto. E os olhos... brilham de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou-lhe silêncio. Abro em mim aquele espaço interior que só existe neste espaço físico. Naquele momento, somos "dois animais num quarto", em plena sintonia. Preparo-me para o que aí vem. Por mais vezes que o faça, por mais anos que passem, é sempre uma surpresa. E, hoje, sei que vai ser em grande. Sinto a densidade que se cria no ar entre nós. O canal da ressonância que fica no &lt;em&gt;on&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levanta a cabeça, olha-me bem fundo, ignorante da teoria subjacente ao processo em curso mas plenamente consciente do que nos faz sentir e, som por som, cada inflexão da voz dando conta da emoção subjacente, inicia o &lt;em&gt;striptease&lt;/em&gt; à frente do espelho que sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de repente, já não sou espelho. Sou eu que me vejo reflectida ali. A dor é minha. O desalento é meu. É minha a procura do sentido. O desejo... há desejo? Apagar a memória. Entrar numa realidade de filme de ficção científica e poder orgulhosamente ser pioneira num lançamento no espaço desconhecido e cheio de perigos, em busca de novas galáxias. Ou testar pílulas douradas que permitem apagar qualquer memória, numa promessa dum agora novinho em folha. Ir, ir, ir. Embora daqui. Da vida que me zanga porque já nem sequer me cansa. "Começar de novo e contar comigo". Que tolice de conversa! Há lá outra forma de começar? A serenidade que advém das decisões que se tomam, das escolhas que se fazem. O tédio que se segue. A pergunta que se insinua e nos estraga a &lt;em&gt;trip&lt;/em&gt;: para quê o esforço? Amanhã vou acordar de novo. Mais ou menos à mesma hora, nos mesmos lençóis, repetir os gestos de sempre sempre sempre sempre. Quanto da minha vida depende de mim, afinal? Quanto muda eu tomar firmemente as rédeas nas mãos? Eu &lt;strong&gt;ter a ilusão &lt;/strong&gt;de que tomo firmemente as rédeas nas mãos... A única possibilidade de isso acontecer seria se só houvesse amanhã. E, talvez, um bocadinho do hoje, do agora. Para podermos preparar uma "bucha" para a viagem. De amanhã, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6109588845326873638?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6109588845326873638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6109588845326873638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6109588845326873638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6109588845326873638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/ctrlaltdel.html' title='CTRL+ALT+DEL'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2749314329316705473</id><published>2011-01-15T19:13:00.002Z</published><updated>2011-01-15T19:16:29.221Z</updated><title type='text'>O NOJO</title><content type='html'>Há um momento em que olhamos para o espelho e a imagem que ele nos devolve não é de quem vive da fé. É de alguém que está prestes a perder toda a auto-estima, toda capacidade de sentir respeito por si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesse momento que faz sentido que, ao luto, se chame nojo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2749314329316705473?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2749314329316705473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2749314329316705473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2749314329316705473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2749314329316705473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/o-nojo.html' title='O NOJO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6296359588558868491</id><published>2011-01-14T11:14:00.006Z</published><updated>2011-01-14T12:34:45.477Z</updated><title type='text'>O PROVATÓRIO</title><content type='html'>Quando era pequena, a minha mãe ajoelhava-se todas as noites junto à minha cabeceira, do lado esquerdo, para rezarmos. Eu adorava aquele ritual: naquele momento a mãe era só minha, bebia-lhe o cheiro, sentia-lhe o hálito quente, os dedos longos e esguios a afagarem-me os cabelos. Durante muito tempo esse era o meu momento alto do dia. Ela ia dizendo os nomes das pessoas por quem pedíamos e eu repetia: "Pelo pai". "Pelo pai". "Pela professora Novita". "Pela professora Novita". Terminávamos sempre a pedir "pelos meus inimigos", que era algo que me fazia sentir qualquer coisa entre um anjo e uma santa. Pelo meio, havia um pedido que lembro-me de ter carecido de explicação, não sei ao fim de quantas repetições. Presumo que não muitas porque, passe a imodéstia, não era fácil porem-me a dizer coisas que não sabia o que significavam. Pedíamos "pelas almas do purgatório". Disseram-me que eram aquelas almas das pessoas que morriam e que não estavam nem no Inferno nem no Céu. Porque não tinham sido tão más que merecessem o fogo eterno mas também não tinham sido tão boas que tivessem ganho entrada directa no Céu. Algumas haveria, ainda, que só tinham cometido um ou outro pecadilho menor e que bastariam umas quantas orações de meninos puros e bem-comportados para ganharem o passe almejado. Ciente da importância que eu poderia ter na forma como as pobres das almas viveriam para sempre (que é mesmo infinito quando se tem 4 ou 5 anos), empenhava-me no fervor com que repetia essa parte da oração da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, ficava a pensar nos que nunca conseguiriam sair dali. O Inferno era um sítio tão mau que nem me atrevia a pensar nele, a não ser quando me descuidava e fazia alguma coisa passível de me enviar directa para lá. E ficava cheia de medo, pedia muito perdão e jurava tornar-me uma menina melhor, quanto mais não fosse para ir para o purgatório e ainda ter alguma &lt;em&gt;chance&lt;/em&gt; de salvação. Mas e os que não teriam nunca? Como seria a vida naquele sítio? Só há poucos anos aprendi que o Limbo ainda é outro local porque, para mim, era tudo a mesma coisa: um terreno de "pendurados". De almas semi-penadas, à deriva, à mercê das orações que, na terra, os homens fizessem, ou ao cumprimento de uma pena indeterminada, sem datas para entrevistas de avaliação com um júri que determinasse a habilitação para a subida. E haveria o risco da descida? Seria que, no purgatório, se poderia cometer algum deslize que não só atrasasse o processo de purga mas, pior, levasse à emissão imediata de um salvo-conduto para o Inferno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, independentemente do que é para a Igreja Católica, para mim o purgatório é o pior dos lugares. Só consigo imaginar um lugar a branco e cinzento, nem preto sequer, com gente a deambular, de expressões vazias, de braços inúteis caídos ao longo do corpo mas cabeças erguidas em sinal de prontidão para aceitação dos desígnios. Totalmente ignorantes quanto ao seu destino final, cientes apenas da sua limitada capacidade de intervenção, sem regras nem normas nem sequer memorandos que estabeleçam o que pode ser considerado "um bom comportamento" que alivie a pena 2 séculos ou um "mau comportamento" que, inadvertidamente tido,  os deixe para sempre (com a conotação que tinha aos 4 ou 5 anos) à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que sentido tem esse local? Para que serve, afinal? Pergunto-me eu, adulta. "É um local para se meter a mão na consciência" ouço a minha mãe sussurrar-me ao ouvido. E o que é isso, mãe? O que é meter a mão na consciência? "É percebermos que errámos. Que fizemos alguma coisa que não estava certa". Que pecámos? "Sim. Tudo o que fazemos que não está certo, sobretudo aos outros, pode ser visto como um pecado". Então, o purgatório é uma pena que se cumpre, mãe? "Podes vê-lo assim. É a tua oportunidade de te redimires. De assumires a tua culpa e de esperares, com humildade e espírito de abnegação que o tempo da remissão chegue. E se o fizeres com fé e convicção, talvez algumas orações que meninos puros e bem-comportados façam com as suas mães à noite, à cabeceira da cama, possam contribuir para te aliviar a espera".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6296359588558868491?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6296359588558868491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6296359588558868491&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6296359588558868491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6296359588558868491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/o-provatorio.html' title='O PROVATÓRIO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8175071889761471537</id><published>2011-01-13T14:53:00.005Z</published><updated>2011-01-13T23:01:33.483Z</updated><title type='text'>EU EXIJO! E SOU FELIZ.</title><content type='html'>Durante anos diziam-me exigente. Amigos, amores, gente provisória e/ou passageira, mais cedo ou mais tarde atiravam-me com essa. Eu sentia-me ofendida, baralhada com a avaliação grosseira de quem, nitidamente, não tinha a menor noção do quão frustrada eu vivia por não ter coragem, melhor, por não sentir legitimidade para fazer qualquer tipo de exigência. Via-me sempre contente com o que condescendiam em oferecer-me, fosse em que área fosse, achando, ainda por cima, que devia ficar muito agradecida com o gesto. Exigente, eu? Exigentes eram aqueles a quem eu ouvia a voz, aqueles que andavam de cabeça muito erguida, como só a confiança de se ter direito a tudo permite. Exigentes eram aqueles que diziam "não" com a mesma facilidade com que diziam "sim". Bem... talvez eu até invejasse um pouco os que eram capazes de dizer mais vezes "não". Porque é o que se faz quando o que nos dão não nos satisfaz. Como se o "sim", a aceitação, não correspondesse a uma atitude (no sentido activo) mas, apenas, a um assentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, num contexto muito específico, comecei a questionar a veracidade da minha exigência. Aceitei que, nesse tempo e nesse viver, talvez fosse exigente, com efeito. Ainda assim, tratei de encontrar uma razão que, não nascendo em mim, não me comprometia nem culpava: exigia na medida em que sabia que o outro podia dar. Era como se aquele comportamento que, na realidade, eu condenava (por isso me ofendia) tivesse a atenuante de corresponder à minha missão de ajudar o outro a pôr todos os talentos a render!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, numa das imensas conversas que tenho tido nos últimos tempos, uma Amiga deixou-me a pensar. Falando acerca da mudança e consequente evolução que ocorre nas pessoas que se predispõem a isso, referiu a diferença entre "exigência" e "intransigência". E, como sempre me acontece, na minha cabeça, as peças de dominó desataram todas a cair, a fazer aqueles carreiros fantásticos, desenhando um percurso sinuoso mas tão bem encaixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu fui, toda a vida, foi absolutamente intransigente: com os outros, comigo, com a vida toda. Rígida, quantas vezes monolítica, incapaz de me moldar às circunstâncias e de me colocar no lugar do outro para perceber como podiam ser sentidas as minhas, então chamadas "exigências". Por isso me ofendia, por isso me sentia lograda. Pudera!... Como pode ser satisfeito alguém intransigente? O que esse comportamento causa nos outros, caramba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intransigência, sim, é algo que atiro para cima dos outros. Sob o disfarce da satisfação das minhas necessidades, carrego a responsabilidade em ombros alheios, não permitindo que haja formas diferentes daquelas que fantasio e alimento, que podem viver no outro e vir ao meu encontro. Eu é que decido de que forma (e só daquela e mais nenhuma) o outro me vai dar o que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, a exigência corresponde a uma atitude nobre, quanto mais não seja, pela responsabilidade que implica. Ao ser exigente, quer comigo quer com os outros quer com a vida em geral, comprometo-me com uma abertura às possibilidades de satisfação. Não interessa o caminho, não interessam os meios. Podem ser os mais diversos, tantos quantos outros eu tenha na minha vida. A exigência deve visar apenas o fim, a concretização do objectivo que me proponho atingir, a satisfação da necessidade que nasceu em mim. E, ao ser exigente, aumento a minha liberdade, a minha possibilidade de dizer "não", sem culpa nem frustração. Porque não fechei alternativas nem impus o meu rígido código de boas práticas para as respostas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8175071889761471537?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8175071889761471537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8175071889761471537&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8175071889761471537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8175071889761471537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/durante-anos-diziam-me-exigente.html' title='EU EXIJO! E SOU FELIZ.'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3633232324077089228</id><published>2011-01-11T14:06:00.004Z</published><updated>2011-01-11T18:02:19.681Z</updated><title type='text'>STAR WARS</title><content type='html'>Parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, quando o Universo era Uno, Lúcifer fora o anjo preferido de Deus. No entanto, como um filho caprichoso, permitiu-se uma identificação tal com o pai que acabou por se achar, ele próprio, também Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que com a dor do pai que castiga o filho predilecto, Deus baniu-o para as profundezas da terra, onde, longe da sua luz, imperava o breu e o gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcifer, para se aquecer, acendeu um pequeno fogo. A pouco e pouco, foi sentindo-se mais confortável, com luz e calor, o fogo cada vez maior. E, de repente, a meio de um gesto de esfregar as mãos... desatou a rir. E riu sem parar, quase a engasgar-se tal foi a excitação que lhe provocou a descoberta acabada de fazer: Deus, anterior Rei de tudo o que existia, havia acabado de dividir o Universo em dois!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Iscariotes era o apóstolo preferido de Jesus. Na verdade, era o único que entendia a profundidade dos ensinamentos do profeta, aquele que sabia o que queria dizer "o meu reino não é deste mundo". Os outros, fiéis. Mas uma espécie de rebanho de ovelhas que ouviam e pastavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por isso que Jesus pediu a Judas que lhe fizesse o favor de o ajudar a completar a sua missão na terra. Judas não queria aceitar a incumbência. Amava demasiado o mestre para ser o seu traidor. Mas Jesus fê-lo ver que seria o único, de entre todos os apóstolos, capaz de assumir a responsabilidade e, naturalmente, as consequências de tal acto, por lhe encontrar o sentido. E, assim, Judas tornou-se o banido, a encarnação do mal. E, de novo, o Universo ficou dividido: o Bem, imolado na cruz e o Mal, com o pagamento da traição num saco de moedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se divido entre o Mal e o Bem, perco. Quando aprendo que um e outro são apenas as duas faces do todo, ganho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3633232324077089228?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3633232324077089228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3633232324077089228&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3633232324077089228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3633232324077089228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/star-wars.html' title='STAR WARS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-5139782951420321640</id><published>2011-01-09T15:27:00.003Z</published><updated>2011-01-09T15:33:28.219Z</updated><title type='text'>A ESCOLHA COM SOFIA</title><content type='html'>Hoje falaram-me, em relação ao Amor, de algo que talvez já soubesse, ainda que nunca tivesse materializado em palavras: "Gostar tem de incluir o não-gostar". De outra forma, o gostar não é saudável, é apenas uma parte da totalidade que é amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflectir sobre isto levou-me a algo que não tinha tido o atrevimento de materializar sequer em ideia: perante a inevitabilidade de uma tomada de opção entre um ti e um mim, não hesitarei nunca na escolha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-5139782951420321640?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/5139782951420321640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=5139782951420321640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/5139782951420321640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/5139782951420321640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/escolha-com-sofia.html' title='A ESCOLHA COM SOFIA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-1502253777884865678</id><published>2011-01-09T15:01:00.003Z</published><updated>2011-01-09T15:25:53.298Z</updated><title type='text'>A FONTE ONDE SE MATA A SEDE</title><content type='html'>Ainda a propósito da desilusão, dizia-me uma amiga, que alguma idealização do ser amado deve ser mantida, para que se assegure o interesse. Não concordo, de todo, como tive a oportunidade de lhe dizer. A idealização é assim como que uma espécie de discriminação positiva que, ainda que necessária quando se trata de repor alguns equilíbrios, não deixa de constituir uma atitude cuja natureza é, na essência, desequilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando idealizo o outro, distancio-me de quem ele realmente é e ponho-me mesmo a jeito para alimentar sentimentos de revolta e raiva por ele não corresponder às minhas expectativas. Penso que aquilo a que a minha amiga se referia constitui o espaço do outro que é, para mim, desconhecido e, até, misterioso. Esse espaço, sim, é essencial que exista e que possua a propriedade de renovação constante, para que seja infinito. É nesse espaço que me permito a surpresa, o encantamento, o ficar deslumbrada com tudo aquilo que é do outro e que ainda não conheço. Claro que é, também aí, que posso encontrar aquilo que me surpreende negativamente. De qualquer forma, é esse imenso e excitante território por desbravar que permite manter o interesse, o amor apaixonado, a vontade de partilhar a vida com alguém. Quando esse espaço se torna um terreno de águas paradas ou quando tudo o que vamos nele descobrindo são surpresas que não nos satisfazem, o interesse pelo outro fenece, acaba por atrofiar e, nos casos felizes, por morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo felizes porque, às vezes, em vez de morrer, fica apenas moribundo, ligado a um ventilador alimentado a rotina e obrigações familiares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-1502253777884865678?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/1502253777884865678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=1502253777884865678&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1502253777884865678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1502253777884865678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/fonte-onde-se-mata-sede.html' title='A FONTE ONDE SE MATA A SEDE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-4323735790251457026</id><published>2011-01-04T16:14:00.002Z</published><updated>2011-01-04T16:17:29.672Z</updated><title type='text'>HERANÇA PATERNA</title><content type='html'>Aos 90 anos, deitado na cama de onde não se levantava há já um mês, o meu pai dizia, com um brilho único naqueles seus maravilhosos olhos azuis e o sorriso malandro de quando estava feliz: "Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me permiti aprender tão pouco com ele?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-4323735790251457026?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/4323735790251457026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=4323735790251457026&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4323735790251457026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4323735790251457026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/heranca-paterna.html' title='HERANÇA PATERNA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2193390226120928474</id><published>2011-01-04T14:48:00.004Z</published><updated>2011-01-04T17:25:22.339Z</updated><title type='text'>DESILUDE-ME. PARA QUE TE AME.</title><content type='html'>Há dias numa (boa) conversa sobre o amor, lembrei-me da tão batida frase de Saint-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Exupéry&lt;/span&gt; "&lt;em&gt;Tu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;deviens&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;responsable&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pour&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;toujours&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ce&lt;/span&gt; que tu as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;apprivoisé&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;". E ocorreu-me que, ou é uma ideia absolutamente perversa, ou eu nunca consegui entender o autor. Um bocado o que acontece com a Bíblia que é tão simples e os homens fazem-na tão complexa e usam-na como instrumento dos seus fins. Custa-me aceitar que aquele livro tão belo possa consistir em propaganda de uma forma errada de amar... Para mim, o acto de amar é absolutamente unívoco. Quem eu amo não tem qualquer responsabilidade nisso. Quem me cativou não tem qualquer obrigação para comigo. É uma coisa minha. E imaginar que o meu amor possa causar no outro qualquer sentido de responsabilidade é algo que, praticamente, me repugna. A responsabilidade é o acto de responder por. Como pode um outro responder pelo amor que qualquer alguém nutra por si? Isso é relegar o amor para um nível de troca. De crença em que tu me amas porque eu te fiz alguma coisa para que isso acontecesse. E, por isso, eu desempenhei um papel, eu arco com as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;consequências&lt;/span&gt;. E, muitas vezes... eu sofro! Amar é um verbo que não precisa de pronome reflexo. Claro que, quando o sentimento é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;correspondido&lt;/span&gt;, quando se dá o encontro mágico de almas, corpos, seres, ou qualquer outra instância humana que entre em uníssono, o paraíso vive-se na terra. Eu já soube como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a mensagem que a raposa passa ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Principezinho&lt;/span&gt; é, realmente, a de que o amor é uma prisão cheia de responsabilidades alheias, então eu tenho de lidar com a minha desilusão, por ter gostado tanto daquele livro. O que só pode ser uma coisa boa. Quando alguém me diz, com voz magoada "eu amava-o tanto e ele desiludiu-me!", respondo, com um sorriso que há-de parecer sádico mas que é, sobretudo, empático (e, admito, um pouco auto-satisfeito) "que bom! então é agora que vai saber se o ama verdadeiramente ou não". É que a desilusão é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;des&lt;/span&gt;-ilusão, ou seja, o desfazer da ilusão, da idealização que fazemos dos outros, o olhar sem filtro, a constatação das misérias alheias, das fraquezas e inseguranças, o encarar dos podres espalhados como que em praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em amor sem desilusão. Já estive muitas vezes apaixonada nesta minha vida tão rica. Já amei de muitas maneiras. Já me dei e recebi em doses e formas diversas. Defendi-me como pude das desilusões, para não ter de tomar atitudes e poder continuar a viver como se nada fosse, até que as "coisas" caíssem de maduras ou me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;autorizasse&lt;/span&gt; a desempenhar o papel da compungida desiludida, lastimando a má sorte que me levara ao engano... tudo muito bem encenado numa peça de representações várias, em que eu era público e actor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter sequer a menor noção do que é e para que serve ser &lt;em&gt;verdadeiramente&lt;/em&gt; desiludido: levar-nos ao amor mais esclarecido, mais responsável, mais autêntico que pode haver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2193390226120928474?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2193390226120928474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2193390226120928474&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2193390226120928474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2193390226120928474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/desilude-me-para-que-te-ame.html' title='DESILUDE-ME. PARA QUE TE AME.'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2311183952973585241</id><published>2011-01-02T11:16:00.004Z</published><updated>2011-01-03T14:42:05.624Z</updated><title type='text'>DIA ZERO</title><content type='html'>Ontem fui passar um bocado a um dos lugares mais mágicos que conheço. Onde se sentem cargas telúricas assim que lá se aporta. Onde, por muito perdidos que estejamos, se abrem brechas por onde a paz vai encontrando caminho para se imiscuir, até que toma conta de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a pensar na importância que dou aos sinais, aos acontecimentos ou situações que interpreto como avisos, chamadas de atenção ou simples notícia de que não estou só. Sempre disse que me estou nas tintas para o quanto isso pode fazer os outros pensar que sou uma tola sugestionável, uma fraca de espírito pronta para deixar que as escolhas sejam influenciadas por manifestações que nada significam mas a que quero dar uma razão. Admito que possa parece-lo. Quem me conhece, sabe bem que não sou uma tonta de todo e que também tenho a minha quota parte de pensamento racional. Na verdade, apenas conhecemos uma ínfima, mas mesmo muito ao nível das medidas nano, do que nos rodeia. Ainda que consigamos ver para além da realidade, do óbvio, pela capacidade de nos transcendermos e à matéria, fica muito mas muito mais no desconhecido. E verdadeiro ou falso, real ou imaginário, certo ou errado, são conceitos daquilo que conhecemos. Para além disso, deve haver muitos mais, que não comportamos. Na minha limitação, na minha ignorância de tais "conceitos", escolho criar um conjunto, uma espécie de caldeirão de magia, a que chamo "aquilo que me faz sentido". Essa passa a ser, em linguagem de humana limitada, a minha verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao aperceber-me de forma tão clara das minhas limitações, também me confrontei com outra evidência: quem sou eu para saber exactamente o que pedir para mim? Que arrogância a minha pedir para ganhar uma bicicleta no próximo natal convencida que é exactamente disso que preciso para ser feliz... será que não sou capaz de perceber que estou a limitar as hipóteses infinitas que o universo tem guardadas para mim? Porque não lhe digo antes que preciso de um meio de locomoção? Porque me ponho em pontas de pés, convencida de que tudo sei a meu respeito e já tenho a cor escolhida, aquela que me assenta melhor? Aí sim! Tão tola... E se o universo tiver, lá no armazém dos brinquedos, uma bicicleta voadora, supersónica, feita numa liga desconhecida, mais leve que o ar, com uma etiqueta com o meu nome? Imagino o Senhor Universo a encolher os ombros, abanar a cabeça, suspirar e murmurar: "Coitadinha... outra que ainda não aprendeu!..." E, ainda que a contra-gosto, dar-me o que a minhas certezas pediram. Que desperdício, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ontem, só me entreguei. Disse o que precisava, sem escolher marcas, cores, nem objectos. Ofereci o meu Ano Novo inteiro. Não é meu. Só vou ter o usufruto. E prometi tratar o melhor possível este templo que sou eu e em que tudo (me) acontece. Acho que subi um degrau na Fé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2311183952973585241?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2311183952973585241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2311183952973585241&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2311183952973585241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2311183952973585241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2011/01/ontem-fui-passar-um-bocado-um-dos.html' title='DIA ZERO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-5480898823017348040</id><published>2010-12-28T10:00:00.003Z</published><updated>2011-01-02T11:15:58.563Z</updated><title type='text'>O GATO ASDRÚBAL FAZ 4 MESES</title><content type='html'>E eu achei que era um óptimo pretexto para começar a fazer balanços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este que termina foi o pior ano da minha vida. Apesar da minha tendência para o dramatismo e para a hiperbolização das emoções (no fundo não passo de uma actriz frustrada), foi mesmo. Pela dor que senti. E a diferença, em relação aos outros anos em também vivi momentos de dor - no corpo ou na alma - foi a constância da dor vivida em 2010. No sentido de ter sido omnipresente. Em todos os seus cambiantes, mas sempre cá. Vivi dor surda, dor lancinante, dor latejante, dor incapacitante, daquela que enregela e congela, dor que entorpece e não se sente nada, dor que queima tudo porque é bombeada como se o sangue se transformasse em azeite a ferver, dor que faz soltar urros, que nos faz enrolar numa bola para diminuir a superfície exposta, dor que se mascara num sorriso sem olhos, dor dor dor. Quanta dor!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por causa de toda essa dor, cresci. Aprendi tantas coisas, descobri-me alguns recantos escondidos. Pedaços de mim congelados há séculos, prontos a serem reconhecidos e aceites. Outros, a gangrenar, de extirpação urgente. Dispus-me a tudo isso. Entreguei-me ao inevitável. Diziam-me que sem pensar em nada nem em ninguém. Não é verdade. Pensava. Pensava sempre. A cada instante. Mas não era possível fazê-lo de outro modo. Deixei que a gangrena se espalhasse. Cortei a sangue-frio, sem dó nem piedade, sem hesitações, cada pedaço putrefacto de mim. Talhante inexperiente, não soube aplicar o corte fino e preciso para nem um grama de pedaços saudáveis fossem agarrados à carne podre. E assim alguns se perderam, na voragem da limpeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareci-me e aos outros, inconsequente, leviana, cobarde, falsa, ingrata, mal-formada, uma valente filha-da-puta. E fui tudo isso, sim. Finalmente pude olhar para a minha sombra e encarar quem também sou, por detrás da mulher maravilhosa que encanta todos. E ao aceitar-me assim inteira, lua cheia e lua nova, pude fazer as pazes comigo e exercer a valente prerrogativa da verdadeira escolha de quem sou. E acreditar que o que há em mim é uma mulher encantadora que tem uma sombra cheia de podres que já não lhe metem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforcei relações com pessoas que não param de me surpreender e que me acolheram nos seus corações, de uma forma que sei para toda a vida. Num caso específico, aprendi que "o essencial é (mesmo) invisível aos olhos" e que, por trás de alguém aparentemente básico, pode haver uma inteligência brilhante e viva e uma capacidade de atenção e dedicação aos outros única. Confirmei que os laços de sangue não determinam quem é a nossa família e pude comprovar que tenho mais uma irmã que é um furacão, capaz de, por mim, virar o mundo de pernas para o ar. Assisti ao verdadeiro amor abnegado que não espera nada em troca. Senti que, do outro lado do oceano, me pegaram ao colo e me ninaram como um bebé. Vi medo nos olhos de quem gosta de mim. Não fosse eu perder o caminho de volta. Também senti algumas faltas. Estranhei algumas ausências. Prefiro pensar que há pessoas que não são capazes de segurar a dor dos outros porque isso as aproxima demasiado das próprias dores. E como "quem não se sente não é filho de boa gente", eu sinto-me. Mas não fico ressentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a melhor bagagem que possa levar para o próximo ano seja a consciência de que nada é para sempre. Não no sentido em que costumava pensar. Posso ter algo ou alguém na minha vida até ao fim. Mas a ideia do "para sempre" é perigosa. Porque deixa-nos enredados na armadilha de que já sabemos tudo, de que estamos preparados para qualquer eventualidade, que sabemos como fazer face a qualquer tremor de terra que nos assole. Eu não sabia. Eu não sei. A única coisa que mudou é que, agora, sei que não sei. E se, por um lado, isso faz um medo do caraças, por outro, abre todas as possibilidades de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-5480898823017348040?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/5480898823017348040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=5480898823017348040&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/5480898823017348040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/5480898823017348040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/o-gato-asbrubal-faz-4-meses.html' title='O GATO ASDRÚBAL FAZ 4 MESES'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7939587736458853911</id><published>2010-12-27T13:40:00.002Z</published><updated>2010-12-27T17:58:57.931Z</updated><title type='text'>O SENTIDO DO MESTRE</title><content type='html'>Questiono-me inúmeras vezes sobre o sentido da vida. Nada de especial nem diferente do que se passa com a maioria das pessoas com quem me dou. O meu mestre, que me ensinou quase tudo o que sei fazer na minha actividade profissional de eleição, convencia-me que é uma busca que um dia termina. Que, de repente e sem receitas, um dia tudo encaixa e faz sentido e, supostamente, atingimos um estado, se não da felicidade que fantasiamos, pelo menos (menos?) de uma serenidade imune às turbulências da vida mundana. Tenho quase a certeza de que morreu sem atingir esse estado. Sem saber porque cá andava, para onde a vida o levava. Ou talvez, mesmo no fim, tivésse chegado &lt;em&gt;lá... &lt;/em&gt;Por ele mas, sobretudo, egoisticamente, por mim, quero acreditar que assim aconteceu. Porque quero continuar à procura de algo que mantenho a fé de encontrar. De outra forma, a própria busca perde o sentido. E também não quero encarar a possibilidade de que seja, precisamente na busca, que se consubstancie &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; sentido. Isso faria de nós meros corredores de uma maratona infindável, sem a possibilidade sequer de gerir &lt;em&gt;sprints&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;endurances&lt;/em&gt;, por não nos ser dado conhecer o quanto dista a meta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7939587736458853911?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7939587736458853911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7939587736458853911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7939587736458853911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7939587736458853911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/o-sentido-do-mestre.html' title='O SENTIDO DO MESTRE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8212179621044608916</id><published>2010-12-23T17:00:00.005Z</published><updated>2010-12-23T17:39:58.864Z</updated><title type='text'>NATAL A ESTREAR</title><content type='html'>Ando há dias a rodear a questão. Mais como o predador que fareja a presa e se esmera na estratégia de ataque do que como quem quer ver se passa ao lado sem ver nem ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, façamos o que fizermos, nesta altura do ano acontece Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em mim, Natal sempre foi festa, família feliz, muita gente na cozinha a achar que mandava bitaites mas sob as ordens da mãe-general que arranjava sempre maneira de corrigir alguma coisa que fizéssemos, nem que fosse apenas dar mais uma volta à massa dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi Natais em Angola, na época pós independência, em que íamos para a bicha das lojas sem sequer sabermos "o que estava a sair", como se dizia. Lembro-me dos meus irmãos numa noite de 24, agarrados cada um à garrafa de Sbell (o uísque mais rasca que podem imaginar), que era o que afinal havia nas prateleiras da loja do povo, como se fossem troféus, olhos brilhantes de alegria, puro gozo e felicidade. Eles que nem bebiam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi um Natal de pobres. Espoliados de tudo o que tivemos de deixar do outro lado do mar. Mas tão felizes... Com uma árvore cortada pelo pai num mato qualquer e dezenas de bolinhas coloridas, de tamanho mínimo que eu comprava a 10 centavos cada, na drogaria do bairro J. Pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, comecei a viver Natais de perdas. Cada ano, ao guardar os enfeites, pensava "quem não vai estar cá no próximo ano?" Foi nessa altura que chamei a mim o papel da mãe-general e passei a considerar uma desfeita que o Natal não fosse passado em minha casa. E programava tudo com um entusiasmo infindável. Nada era sentido como trabalho a mais. Nada podia ser comprado. Tudo tinha de ser feito em casa, como a tradição mandava. Sempre a minha sobranceria perante os "coitados" que se contentam com o que vão comprar às pastelarias. Começava um mês antes. Os queques de Natal. Vários. Muitos, às vezes. Para casa, para oferecer à tia L., para a F., para os sogros, para a empregada, para a comadre, para mandar para Angola por DHL... como se só eu os soubesse fazer, como se nem houvesse Natal para os outros se, às suas mesas, não estivesse o meu bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A árvore tinha de ser montada no 1.º domingo do advento. As 4 velas acesas em cada domingo respectivo. O presépio que a mãe gostava, em lugar de destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa da consoada, com a toalha de gerações, de linho imaculadamente branco, posta com todo o esmero. Os candelabros. Os copos e os talheres a reflectirem-lhes a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento da chegada do rebanho. Sempre em número equilibrado porque a partida de alguns lá se ia compensando com a chegada de outros. A confusão instalada de novo. A animação do jantar. O perú que se come à mistura com o bacalhau por causa da L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que não passa até à meia-noite. A excitação dos adultos que não estão crescidos e vestem a fatiota encarnada de todos os anos. A fita-cola que nunca presta para colar a barba de algodão. Os presentes puxados em lençóis de rojo pelo chão. Os gritos de euforia. Os beijos, os abraços, papéis por todo o lado. Amor por todo o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano vai ser tudo diferente. A pessoa nova que sou já não quer saber fazer os melhores sonhos nem o melhor recheio do perú. Não sei como se faz. A que morreu levou tudo consigo. Esta, recém-nascida, está fascinada com o mundo que se movimenta à sua volta. Como o bebé que descobre as mãos e se ri de as ver mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que este, que poderia ter tudo para ser o pior Natal da minha vida, vai ser, ao invés, o primeiro de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8212179621044608916?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8212179621044608916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8212179621044608916&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8212179621044608916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8212179621044608916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/natal-estrear.html' title='NATAL A ESTREAR'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3773882926799158173</id><published>2010-12-21T17:08:00.003Z</published><updated>2010-12-21T17:55:28.257Z</updated><title type='text'>ESTRELAS NA NOSSA VIDA</title><content type='html'>Venho desenvolvendo a convicção de que toda a gente que nos cerca, numa proximidade considerável, não está connosco por acaso. E &lt;em&gt;vice-versa&lt;/em&gt;, naturalmente. Isto não tem nada que ver com teorias das reencarnações e de quem nós escolhemos vir a ser e ao pé de quem. Disso não me apetece falar hoje. É a uma perspectiva bastante mais pragmática que me refiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho observado que há pessoas que relacionamos com momentos cruciais da nossa vida, sobretudo pelo protagonismo que assumem no desenvolvimentos dos factos e/ou pela intensidade com que se fizeram presentes. Podem ser apenas catalisadoras de um qualquer tsunami na nossa vida e depois desaparecerem, ou permanecerem por mais tempo, às vezes até para sempre. Mas com um estatuto diferente do que, em outra hora, tiveram. Como gosto de dar a tudo um certo ar de coisa mística, vou chamar-lhes companheiros-guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais encantador é que há um perfeito &lt;em&gt;matching&lt;/em&gt; que é feito (algures no Céu?), porque a reciprocidade de efeitos é absoluta e os companheiros-guia são-no sempre um do outro. Se eu precisar de viver uma determinada situação que envolva mudança (dolorosa ou não), todo o sentido que encontrar nessa vivência terá um congénere, um equivalente, por mais díspar que seja ou, ainda, em aparência, mutuamente exclusivo, num sentido que o meu companheiro-guia encontrará, pela partilha da minha situação. Ainda que pareça tudo vivido por interposta pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, portanto, porque nos sentirmos em dívida em relação a essas pessoas. O ganho é mútuo. E só não o reconhece quem tem má índole ou é muito pobre de espírito. Pela mesma razão, é quase um dever de consciência, pelo menos uma assumpção de total responsabilidade da nossa parte, gozar de tudo o que cada um dos nossos companheiros-guia, tem para permutar connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que estamos demasiadas vezes tão embrenhados na riqueza do nosso interior, tão enlevados com a importância que nos damos que desperdiçamos oportunidades únicas de crescer em serenidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3773882926799158173?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3773882926799158173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3773882926799158173&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3773882926799158173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3773882926799158173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/estrelas-na-nossa-vida.html' title='ESTRELAS NA NOSSA VIDA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-9218086614448949670</id><published>2010-12-20T15:37:00.003Z</published><updated>2010-12-20T16:21:48.089Z</updated><title type='text'>O MOMENTO</title><content type='html'>Durante uma conversa tida há pouco, escutei-me, de repente, em afirmação de uma atitude professa, tão distante do que sempre fui que quase me admirei. Enquanto falava (e o assunto surgiu no meio de nada muito sério) dei por mim a endireitar o corpo - barriga para dentro, peito para fora - cara sisuda, olhos esbugalhados de ataque de sobranceria. E saíram-me palavras que não sabia minhas. Aprendi a viver apenas o &lt;em&gt;agora&lt;/em&gt;. O que vivi no passado tornou-me quem sou. &lt;em&gt;Agora&lt;/em&gt;. Posso fazer o que quiser com isso mas no &lt;em&gt;agora&lt;/em&gt;. Se não estiver aqui e agora, como posso projectar-me no futuro com a densidade que (não) possuo, sem enveredar por quimeras e meros devaneios, ilusões de quem não &lt;em&gt;é&lt;/em&gt;? Não significa que não faça planos, que não alimente sonhos. Mas não vivo &lt;em&gt;como se &lt;/em&gt; já lá estivesse. Num futuro que pode ser já de seguida mas que ainda não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é verdade que não existe o presente, como me ensinaram quando era pequena, pedindo-me para pestanejar e perceber a diferença entre o passado e o futuro. E o nada de entremeio. Esse nada é onde tudo acontece. Viver o momento-agora, é um verdadeiro segredo para a fruição total da vida, para o gozo pleno de estar vivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa língua, de tão rica em rodriguinhos e volteios permite-nos, por vezes, perder o verdadeiro sentido das palavras, a essência de cada acção. Fiquei a pensar que os limitados e redutores "to be" ou "être" são, neste particular, muito mais expressivos. Podemos nós ser sem estar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-9218086614448949670?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/9218086614448949670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=9218086614448949670&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/9218086614448949670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/9218086614448949670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/o-momento.html' title='O MOMENTO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-6997421699601911511</id><published>2010-12-16T11:21:00.003Z</published><updated>2010-12-16T12:04:01.510Z</updated><title type='text'>O PACTO</title><content type='html'>Vivi, desde sempre, num pacto com a morte. Ofereci-me à foice, anulando toda e qualquer capacidade para discernir a minha existência. Inchei até ocupar um espaço físico indecente, sem me aperceber que era uma tentativa de me tornar real. Nunca me &lt;em&gt;vi&lt;/em&gt;.&lt;em&gt;&lt;/em&gt; Por isso os outros repetiam até à sua própria exasperação o quanto eu sou uma mulher maravilhosa, fascinante, bonita, auto-suficiente, prendada até em lavores e domesticidades, capaz de deitar mãos a qualquer tipo de tarefa e executá-la na perfeição. Profissional de sucesso, admirada, respeitada. Capaz de deixar partidos corações de homens e mulheres deslumbrados com a forma como me mexo, com a sensualidade que me brota dos poros. Adorada pela família. Imprescindível para os amigos. Entusiasta e entusiasmante. Apaixonada. Inteligente. Perspicaz. Intuitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso escorregava no tecido viscoso da mortalha que enverguei. Lamento mas nunca me serviu de nada tudo o quanto me diziam. Desistam de estranhar que eu não veja, que eu não acredite. Parem de mo repetir. É quase ofensivo. Já não controlo o meu desdém por quem precisa de ouvir dos outros a confirmação de ser quem devia saber que é. São elegias. Não servem de nada aos mortos. Só acalmam a consciência dos vivos e servem, na maioria das vezes, a quem as faz e a quem as recebe, fins muito concretos mas muito pouco elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje alguma coisa mudou em mim. Não há nada que nos leve mais rapida e profundamente ao auto-confronto que o sofrimento. E, apesar de todas as perdas que já vivi, precisamente por estar, também eu, perdida e morta, nunca sofri tanto como nos últimos meses. E foi essa a via, como escrevi há dias, que me conduziu ao corpo. E, confrontada com ele, apercebi-me da vida que pulsa em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, despi a mortalha. Ainda iniciada, como uma vestal, apenas envergo uma simples túnica branca. Para que possa vir a ser da cor que eu quiser. De todas as cores que eu quiser. Vou poder escolher de entre a paleta que sei que tenho, de entre tudo o que sei que sou. E vou poder divertir-me a viver todo o espectro da mulher inteira, versátil e fascinante que me habita. Quando e como me apetecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, hoje, eu fiz um Pacto com a Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-6997421699601911511?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/6997421699601911511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=6997421699601911511&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6997421699601911511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/6997421699601911511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/o-pacto.html' title='O PACTO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8667707914537144932</id><published>2010-12-14T10:52:00.002Z</published><updated>2010-12-14T12:09:40.339Z</updated><title type='text'>A FORÇA</title><content type='html'>Há dias enchi o peito, toda ufana, para falar da esperança que tenho num determinado futuro que desejo. Quem me ouvia, fez um ar de profundo enfado, acompanhado de um som que, fora na minha terra e seria um muxoxo, e disse-me, compungida com a patente acefalia do meu ser: "esperança??? isso é uma porcaria!". Sustive (a tempo de não deixar a minha imagem ainda mais denegrida) todo o resto da prelecção que levava preparada e, o mais airosamente que pude, transformei os meus olhos de espanto num redondo ponto de interrogação. "Porcaria??? A Esperança, aquilo que nos mantém vivos ainda que num presente negro? Que nos dá alento para levantar da cama, tomar banho, enfrentar o trânsito, embrutecer em empregos sempre iguais que sonhamos um dia diferentes? Que motiva quarentonas solitárias a irem ao cabeleireiro, fazerem unhas de gel e a passarem na Zara, no mínimo uma vez por semana, para se manterem a par das modas, não vá aparecer-lhes quem lhes limpe o pó e lhes tire as teias de aranha? Que nos faz acreditar que os homens vão aprender a ser diferentes e que, por isso, a Terra continuará azul em 2125? Porcaria???".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Porcaria. Aquilo que se chama ao que não serve para nada e que tem como destino o lixo. Porque a esperança (o que me custa ainda dizer isto...) mais não é, na verdade, do que uma muito bem arquitectada falácia construída sobre sinais que queremos seguros mas que, muitas vezes, não passam de projecções dos nossos desejos, que vemos serem aleatoriamente emitidos pelos outros ou, até, pelo universo. Em resumo... porcaria! Porque nos mantém dependentes dos estímulos externos, das luzinhas ao fundo dos túneis, da procura febril (quantas vezes a raiar a ilegalidade) de indícios que nos mantenham em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha interlocutora sorriu. E, com aquele arzinho de mãe doce que costuma usar comigo, disse-me: "Já a fé...". A FÉ! Essa coisa que não se sabe onde mora dentro de nós porque parece ocupar todo o espaço e ainda transbordar pele fora. "Aquilo que nos toca incondicionalmente". Aquilo que não precisa de provas, nem de indícios, nem de sinais. Que é força que é só nossa e não tem razões. Que nos leva a sermos capazes de nos transcendermos sem limites. A sermos heróis da nossa história pessoal. A lutar até que se nos rasgue a pele e nos caiam as unhas porque o que nos enche o peito é uma vontade indómita que nada fará vergar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o amor é a maior força que existe. Não é. A fé é muito maior. Porque é a fé que nos move em direcção ao verdadeiro amor. &lt;em&gt;No matter what&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8667707914537144932?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8667707914537144932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8667707914537144932&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8667707914537144932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8667707914537144932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/for%C3%A7a.html' title='A FORÇA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-82875673400691699</id><published>2010-12-14T10:40:00.001Z</published><updated>2010-12-14T10:44:40.821Z</updated><title type='text'>MORPHINA'S NONSENSE</title><content type='html'>Não te quero en(ti)mesmada, ouviste? Nem tão pouco me vou en(mi)mesmar... Deixa que se en(si)mesmem à vontade!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ainda estou a rir-me)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-82875673400691699?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/82875673400691699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=82875673400691699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/82875673400691699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/82875673400691699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/morphinas-nonsense.html' title='MORPHINA&apos;S NONSENSE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7701136541607108477</id><published>2010-12-09T08:17:00.003Z</published><updated>2010-12-09T09:01:18.606Z</updated><title type='text'>PERDOAI-LHES SENHOR?</title><content type='html'>Cresci a ouvir (sempre a minha mãe!...) que "desculpa não cura ferida". O estribilho popular diz que "as desculpas não se pedem, evitam-se". Talvez por isso, aprendi a pedir desculpa apenas socialmente, quando o que está em causa é uma falta de correcção, como não segurar uma porta para quem entra atrás de mim, ou sujar uma toalha imaculada ao servir-me. Nas outras situações, tento ser o mais assertiva possível e explicar porque não tive o comportamento esperado. No entanto, a culpa sempre foi presente. É engraçado o paradoxo de ter sido quem me ensinou que as desculpas não servem para nada que mostrou todas as variantes da culpa que podemos - e deveríamos - sentir. E, de cada vez que me insurgia contra esse peso, ainda que sem consciência nenhuma disso, logo aparecia uma categoria nova, mais uma entrada no cardápio das culpas, em permanente actualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A remissão, por não ser possível pelas desculpas, deveria advir-nos do perdão. Esse sim. Deveria ser pedido, implorado se necessário, vividas as penas inerentes, por mais duras que fossem, para que o conseguíssemos. Mas pior, pleonasmicamente imperdoável, era não sermos capazes de o conceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje nada disto me faz sentido. Aprendi que o perdão mais não é do que um upgrade snob e arrogante, aparentemente mais sofisticado, da desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero conceder perdões. Essa hipótese coloca-me numa posição de supremacia que ninguém pode ter em relação a outro. Quem sou eu para o fazer? De que poder fui investida? Para mim, só pode haver um caminho. Se alguém me fez tão mal que me deixou profundamente magoada só posso tomar uma de duas atitudes: ou deixa de ser pessoa e, não o sendo, não é possível despertar-me qualquer sentimento, ou encontro em mim o espaço de total compreensão e aceito a dor causada como algo que não foi possível evitar, que fez parte do caminho daquela pessoa e que terá, com toda a certeza, um sentido. E o melhor que posso fazer, é aproveitar a experiência para me tornar um bocadinho mais tolerante e um bocadinho mais perto de ser melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho esperança, não... é mesmo fé, que quem me ama possa ter a compaixão (no sentido anglófono da palavra) de me tratar da mesma forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7701136541607108477?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7701136541607108477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7701136541607108477&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7701136541607108477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7701136541607108477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/cresci-ouvir-sempre-minha-mae.html' title='PERDOAI-LHES SENHOR?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3324184869800844339</id><published>2010-12-07T16:00:00.003Z</published><updated>2010-12-07T16:18:01.102Z</updated><title type='text'>O CORPO</title><content type='html'>Durante 40 anos adoeci. Ou melhor: o meu corpo adoeceu. Vivi na carne todo o tipo de dores e foram-me desferidos todo o tipo de golpes. Fui invadida por instrumentos, por mãos estranhas, instilaram-me gases e extirparam-me órgãos. Tenho na pele as marcas das costuras que ligam os retalhos em que me fui tornando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, inesperadamente mas - descobri depois - com absoluta sincronicidade, alguém mo apresentou: "este é o seu corpo". Foi assim que me tornei, num segundo de tempo, consciente da sua existência. Do espaço que ocupara e do quanto me tinha servido sem que eu o (re)conhecesse. E, como que fulminada, percebi que alguma coisa não estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, após 9 cirurgias e quase 3 anos de psicoterapia, de corpo saudável, finalmente deprimi. E toda a energia que anteriormente irrompia através da carne, se organizou numa onda de violência descomunal que avançou, inexoravelmente, sobre mim, deixando-me totalmente submersa numa mistura de água e sal que, entrando-me pelas narinas ávidas, me sufocou. E morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E renasci. No meu corpo retalhado mas completo. Pleno de energia e saúde. Sem espaço para aceitar metabolizar o que não lhe pertence. Exigente e caprichoso, em demanda de uma psique igualmente sã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3324184869800844339?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3324184869800844339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3324184869800844339&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3324184869800844339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3324184869800844339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/12/o-corpo.html' title='O CORPO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2303026233774033380</id><published>2010-11-23T10:23:00.002Z</published><updated>2010-11-23T11:26:40.594Z</updated><title type='text'>A MORTE</title><content type='html'>Ontem vi-me, pela segunda vez na vida e no espaço de menos de um ano, perante a situação de ter de decidir como alguém, que não eu, vai morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aos 30 anos, a morte - a minha morte - nunca me assustou. Descobri, depois, que a morte só mete medo aos muito infelizes ou aos muito felizes. Porque, abençoadamente, a partir de certa altura na vida, encontrei-me entre os segundos. E desatei a ter medo de andar de avião. De morrer no bloco operatório. De ter um AVC ou de tropeçar nas escadas e fazer um traumatismo craniano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos muito infelizes - não aos muito tristes - também os atormenta a morte. Só é muito infeliz quem não tem nada dentro e, esse vazio, extravasa o corpo e prolonga-se no espaço, impedindo qualquer ideia de transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aos muito tristes, a morte aparece sedutora, misteriosa princesa das arábias envolta em sete véus, promessa de deleites e prazeres nunca vividos, de mundos a descobrir. É difícil resistir à tentação. Que é da carne e do espírito. Que só querem que a alma descanse em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devíamos poder decidir sempre. Devíamos, enquanto ainda sãos de mente, deixar inequivocamente clara a forma como queremos morrer, caso a morte não nos interpele de surpresa. Ninguém deveria ser obrigado a fazê-lo por nós. Mas, sobretudo, sobretudo, sobretudo, devíamos encarar esse acto como a expressão máxima e definitiva da nossa liberdade e auto-determinação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2303026233774033380?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2303026233774033380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2303026233774033380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2303026233774033380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2303026233774033380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/11/morte.html' title='A MORTE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2674564456544178835</id><published>2010-11-22T14:28:00.004Z</published><updated>2010-11-22T16:30:16.445Z</updated><title type='text'>O QUE DÓI</title><content type='html'>Nos últimos dias tenho-me apercebido das diferenças entre &lt;strong&gt;&lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;nostalgia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, sobretudo quanto ao grau de intensidade da dor causada por cada um daqueles sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade é proactiva: leva à procura do objecto em falta. Ainda que com impaciência, obstinação ou mesmo desespero. Remete-nos para um terreno de possibilidades. De promessas de satisfação - mais ou menos próxima ou mais ou menos distante - da fome sentida. Mesmo a saudade dos mortos é colmatada com a idealização que podemos fazer, até ao tutano seco das suas carcaças, de quem foram enquanto vivos, que já não há forma de nos desenganarmos. Ou desiludirmos. E vamos alimentando a saudade, até ser um bicho inchado de pança satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia é mulher infértil. Terra árida. Não permite mais nada que não a dor de se sentir que, o que foi, não será mais. Porque foi datado. Resultado das circunstâncias, da convergência de situações, correspondentemente carregadas com os afectos, as emoções e os sentires próprios de quem fomos e não voltaremos a ser. E não há idealização ou ilusão que se compadeça com a possibilidade do confronto com o real. E a dor - essa dor - é tão terrivelmente intensa que nos come por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escava túneis tortuosos, bafientos, de paredes pegajosas, em que nos perdemos sem retorno. Numa tristeza profunda pelas perdas irreversíveis, a avançar para o futuro a andar de costas. Com os olhos, encovados do cansaço, exaustos de olhar, em relutante recusa do abandono do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nostalgia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nesse País de lenda, que me encanta, &lt;br /&gt;Ficaram meus brocados, que despi, &lt;br /&gt;E as jóias que p'las aias reparti &lt;br /&gt;Como outras rosas de Rainha Santa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta! &lt;br /&gt;Foi por lá que as semeei e que as perdi... &lt;br /&gt;Mostrem-me esse País onde eu nasci! &lt;br /&gt;Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu País de sonho e de ansiedade, &lt;br /&gt;Não sei se esta quimera que me assombra, &lt;br /&gt;É feita de mentira ou de verdade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar! Não sei por onde vim... &lt;br /&gt;Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra &lt;br /&gt;Por entre tanta sombra igual a mim! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2674564456544178835?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2674564456544178835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2674564456544178835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2674564456544178835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2674564456544178835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/11/nos-ultimos-dias-tenho-me-apercebido.html' title='O QUE DÓI'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-1345780159450712058</id><published>2010-09-09T11:25:00.004+01:00</published><updated>2010-09-09T12:30:02.058+01:00</updated><title type='text'>(S)(N)EM TÍTULO</title><content type='html'>Várias vezes me pediste um poste sobre a distinção entre &lt;strong&gt;desespero&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;desesperança&lt;/strong&gt;. De cada vez que o fazias, desencadeavas em mim aquela gargalhada que bem conheces e que é a minha maneira de responder um "nem penses!...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes que só escrevo sobre o que sinto. E há muito que não sentia nem uma coisa nem outra. O meu temperamento optimista, tão instintivo e incontrolável, sempre me defendeu da desesperança, da sensação de ver em frente apenas uma cor parda, nem nevoeiro sequer. Que esse ainda traz sebastianas promessas. A vida também se encarregou de me acicatar a tendência, oferecendo-me revoadas de pó, tempestades de areia, passíveis de me toldarem as vistas largas que insisto em ter. Mas sei esfregar bem os olhos (e a voz da mãe: "os olhos só se coçam com os cotovelos") e pisco pisco pisco e sopro sopro sopro e vislumbro sempre a paradigmática luzinha ao fundo do túnel. Mesmo que seja apenas uma ilusão. No entanto, o suficiente para tingir de verde o mundo que os meus olhos abarcam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desespero, tenho-o domado com o tempo. É tarefa árdua para os impulsivos e sôfregos. Também a vida - como é que se pode viver sem se lhe dar atenção - me tem ensinado que é sentimento que não me leva a lado nenhum. Lentifica-me as sinapses. Bloqueia-me os reflexos. Revolta-me o estômago em espasmos dolorosos. Cria-me um novelo de lã grossa e áspera no exacto local em que fazem as traqueotomias. Tudo dispensável, portanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto desespero. Quando não consigo explicar-te o que aconteceu. Quando te vejo em dor. Quando não aguento cá dentro o peso de ter feito tudo mal. Quando o desamparo toma conta de mim, fazendo-me sentir órfã de mil progenituras. Quando a dor é tanta - mas tanta - que ouço o seu gorgolejo para cima e para baixo nas entranhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto desesperança. Quando não consigo abrir os olhos, nem para ver se a cor é parda. Quando debaixo dos meus pés há apenas ar. Quando os ossos do meu peito se expandem, como se fossem pélvicos mas para parirem nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-1345780159450712058?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/1345780159450712058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=1345780159450712058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1345780159450712058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1345780159450712058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2010/09/snem-titulo.html' title='(S)(N)EM TÍTULO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-1346644842367915761</id><published>2009-03-05T16:26:00.003Z</published><updated>2009-03-05T16:57:13.950Z</updated><title type='text'>O QUE NOS TOCA INCONDICIONALMENTE</title><content type='html'>Ainda ontem me perguntava se sou assim pouco contestatária por desleixo, por indiferença, por inércia, por falta de motivação ou se é mesmo por escolha, resultado da minha vontade que, na insanidade que me é própria e deriva em recusa de qualquer visão positiva de mim, nunca quero ver como determinada e firme. Vinham-me essas dúvidas a propósito do que me move quando, como ontem, entro numa igreja. Nunca são premeditadas essas minhas visitas. Acontecem pelo mais arbitrário acaso. E nem sei bem o que lá faço. Na maior parte das vezes, limito-me a olhar em volta, a sentir a vibração dos lugares, o cheiro caracterísco madeira-água das jarras com flores de pés em decomposição-cera-mofo-vago perfume das senhoras que rezam o terço, sempre com a minha impaciência característica, a desejar ter vontade de permanecer ali por mais tempo, obrigando-me a acalmar o relógio que tenho no peito cujo tique-taque dura um enésimo de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questiono até a fé que conduz os meus passos. Será apenas o hábito, a educação, o estabelecido que me leva a associar a "Casa de Deus" à fé que tenho? E, se assim for, será fé, isto que tenho? Ou habituei-me e fui educada a chamar-lhe assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei rapidamente as dúvidas, soprando-as para um outro momento em que me sentisse menos desconfortável, mais segura das minhas verdades. Não voltei a pensar nisto até há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, acabei de ter uma resposta que não deixa espaço a qualquer discussão, a qualquer controvérsia que possa ter o intuito de travar em mim e comigo: obrigada meninas do &lt;a href="http://oxalatudocorramenosmal.blogspot.com/"&gt;oxalá&lt;/a&gt;. Depois do que vi, não há forma de não sentir a fé em todo o seu esplendor. Sem nenhuma dúvida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-1346644842367915761?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/1346644842367915761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=1346644842367915761&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1346644842367915761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1346644842367915761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2009/03/o-que-nos-toca-incondicionalmente.html' title='O QUE NOS TOCA INCONDICIONALMENTE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3665481877686980225</id><published>2008-10-09T12:42:00.002+01:00</published><updated>2008-10-09T12:55:08.516+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://meiavolta.wordpress.com"&gt;Sabes&lt;/a&gt; o que me impressiona? É que um texto destes, escrito por uma heterossexual, casada, mãe de filhos, com cabecinha bem resolvida, pode fazer muitíssimo mais por nós do que o comportamento histérico-peixeiro-intelectual-amofinado-pretensioso-e muito muito muito fóbico dos defensores da classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, &lt;a href="http://controversamaresia.blogs.sapo.pt"&gt;Vieira&lt;/a&gt;. O mundo precisa tanto de pessoas assim!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/136658.html"&gt;"Sou completamente a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Há uns anos não; há uns anos, quando ainda usava blaisers, sapatos de fivela e camiseiros às riscas, e o meu cérebro tinha a marcha atrás engatada à conta do curso de Direito que acabara de tirar,  era contra. Porque achava que a instituição legal do casamento havia sido criada para pessoas de sexos diferentes, porque o fim primeiro do casamento seria a procriação  mesmo que os casados não quisessem ou não pudessem ter filhos; porque, não pretendendo coarctar os direitos de ninguém, achava que se eles (ou elas) quisessem unir legalmente os trapinhos que o fizessem, mas que lhe chamassem outra coisa qualquer e não "casamento" as we know it. Hoje, leio pessoas como o Carreira das Neves e, além dos vómitos, sinto verdadeiro espanto por um dia ter pensado quase, quase, da mesma maneira. Hoje, acho que uma equivalência de direitos não se consegue com outra coisa qualquer, em especial no que concerne ao direito a ser feliz através de um compromisso mútuo que se quer ver jurídica e socialmente reconhecido em toda a sua dimensão (afectiva, conjugal, patrimonial). Se a questão das uniões de facto deu com os burrinhos na água (na prática, quase nada mudou), então que avancemos de vez para o casamento, hoje em dia  cada vez mais liberto de vocações ancestrais. Se calhar, esta é uma das vantagens de os anos passarem por nós: aos quarenta, sinto mesmo que o que mais interessa é ser-se feliz porque o tempo voa e que isso também passa - e muito - por facilitar a felicidade dos outros.  Parece-me simples."&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3665481877686980225?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3665481877686980225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3665481877686980225&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3665481877686980225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3665481877686980225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/10/sabedoria.html' title='SABEDORIA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3980430740664057648</id><published>2008-05-21T18:07:00.004+01:00</published><updated>2008-05-21T18:50:44.871+01:00</updated><title type='text'>40</title><content type='html'>Hoje faço 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num passado não muito distante mas em que este presente me parecia tão longínquo que era quase impossível imaginá-lo, esta idade assumia a forma tangível duma linha. Havia o "daqui até lá" terreno que calculava conhecer e conseguia projectar e o "a partir daí", território inóspito, intangível, quase místico, tão misterioso. Acho que me assustava um pouco. Já disse que a minha mãe falava dos seus 40 anos como a fase mais feliz da sua vida. E isso podia ser, se eu deixasse, praticamente aterrador. Num esforço de fantasia, via-me aos 40 e não me era possível sentir-me feliz. E, naturalmente, nem queria pensar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há um ano que anseio pelo dia de hoje. Ao completar 39 lastimei o tempo que ainda faltava e consolei-me com a ideia - de que o meu pai tanto gostava - de que o dia a seguir era já o primeiro dos 40... Na verdade, penso que ainda estava cheia de medo de não ser exactamente real. De &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; não ser exactamente real. Como se esta idade pudesse lançar alguma espécie de feitiço sobre o meu discernimento e, por isso, me fosse possível viver com a convicção da felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal foi preciso mais um ano. Às vezes o meu pecado ainda é a impaciência, a veleidade de querer saber tudo já. Para controlar, ou ter a ilusão de controlo, só pode ser. É que hoje não sinto medo de nada! Estou tão completamente feliz que, verdadeiramente, não há como falar disso sem subestimar o que me vai cá dentro, sem lhe retirar a parte que as palavras não abrangem. Pelo menos não as minhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou, aos 40 anos, naquela idade em que, para mim, se afere a felicidade, uma mulher realizada, plena, preenchida, madura, confiante. Não me falta nada. Nada de nada. E sinto-me infinitamente maior do que o meu corpo. Como se de cada uma das minhas extremidades rompessem raios de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raios que me ligam à terra. Que me dão sustentabilidade. Raios que me projectam nos céus. Que me dão transcendência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3980430740664057648?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3980430740664057648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3980430740664057648&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3980430740664057648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3980430740664057648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/05/40.html' title='40'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8241510606982752011</id><published>2008-03-24T16:28:00.002Z</published><updated>2008-03-24T16:43:57.609Z</updated><title type='text'>BALIZAS</title><content type='html'>Hoje acordei agitada. Quando me perguntam porque não escrevo mais, respondo que só consigo fazê-lo quando já não me cabe dentro. Pois hoje, não coube. Mas, sem que pudesse fazer nada para contê-lo, saiu-me o conteúdo por todos os poros. Extravasou como acontece ao leite do fervedor naquele segundo em que nos viramos para agarrar na pega. E o que fica no fogão não serve para nada. Só para dar trabalho a limpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ter ficado tão desalentada que a força suprema que me rege e orienta, fé que tenho incondicional, levou estes dedinhos e estes olhinhos, a dar com um &lt;a href="http://cabradeservico.blogspot.com/2008/03/saudades.html#links"&gt;texto&lt;/a&gt; maravilhoso. Foi-me directo ao coração. Deixo-vos um bocadinho, aquele que gostaria de ter escrito eu. Mas vão ler o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cabradeservico.blogspot.com/2008/03/saudades.html#links"&gt;Desde aquela altura em que fui viver sózinha, demasiado cedo, que percebi que se perdesse algumas rotinas perdia-me a mim. Precisava delas para darem lastro à minha vida e para, apoiada nelas, poder fazer todas as loucuras que achava que tinha e podia fazer. Por mais perdida que andasse nunca jantei sem ser de mesa posta, nunca bebi um chá sem pôr um pires por baixo da chávena, nunca comi peixe com talheres de carne. Pormenores? Não, rotinas que nos seguram, por pequenas e fúteis que sejam. Posso tergiversar (esta é uma das minhas palavras preferidas) em muitas coisas, mas tento manter alguns padrões na minha vida para não me sentir completamente perdida. Aprendi, à minha custa, que se questiono todas as regras fico sem regras nenhumas e perco-me definitivamente. Assim, vou-me segurando no que parece que não tem importância, mas que tem a importância de me fazer sentir pertença de um lugar e de alguém. &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8241510606982752011?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8241510606982752011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8241510606982752011&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8241510606982752011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8241510606982752011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/03/balizas.html' title='BALIZAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3547548385081863881</id><published>2008-03-20T12:40:00.001Z</published><updated>2008-03-20T12:42:35.303Z</updated><title type='text'>CARAMBA!</title><content type='html'>A vida tem-me dado de surpresa tantas coisas que eu já devia saber lidar com o inesperado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3547548385081863881?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3547548385081863881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3547548385081863881&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3547548385081863881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3547548385081863881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/03/caramba.html' title='CARAMBA!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-2452787407465186308</id><published>2008-03-17T11:07:00.005Z</published><updated>2008-03-17T13:16:21.509Z</updated><title type='text'>POSTE DEDICADO *</title><content type='html'>Há muito tempo, quase ainda adolescente, li um livro da Patricia Highsmith que tem, em português, o título "As Pessoas Que Nos Batem à Porta". Nos últimos anos, tem-me vindo à ideia, repetidamente, essa frase, embora num contexto um pouco diferente daquele a que se refere a autora. No livro, ela fala dos vendedores, tão americanos, típicos dos anos 50-60, penso eu, que percorriam aquele imenso país a vender de tudo: avon, aspiradores, seguros... Na minha vida, a porta é um pouco mais simbólica, mas, no meu quadro de referências de memórias e sentires, acaba por ir dar ao tal título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 4 anos, desataram a bater-me à porta. Durante muito tempo, tempo demais por ser tempo contra mim, contra o que sou, vivi sem porta onde alguém pudesse bater. Ou porque era tão espessa, de interior em lã de aço, que impedia a passagem de qualquer som ou porque, simplesmente, não existia. Nada interposto entre mim e os outros. Que, na prática, dá exactamente no mesmo. E imagino-me de olhos vítreos a vê-los, através deles, adormecida para os estímulos. Tal como estava alheia a tantas coisas. Porque, e ainda bem, temos um mecanismo de homeostase interna que, apesar de tudo, vai funcionando mesmo em momentos críticos, para não nos deixar alienar de todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, de repente mas com aviso (que fui sentindo como um desentorpecimento nas entranhas), comecei a ouvir uns sons. Ainda não era gente - "que gente não bate assim" - mas já era vida. E desataram a entrar-me pela casa, eu com a porta já só tão encostada, que qualquer leve bater a abria. E, com o meu pedaço de céu, entrou um batalhão de anjos, seus guardiães e, agora, também meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já tenho a porta fechada de novo. Só no trinco e é de madeira nobre. Serve muito bem a sua função. Estabelece a fronteira entre mim e o mundo mas deixa-me ouvir tudo o que se passa na rua. Abro-a quando quero e, às vezes, encontro alguém que ainda não bateu mas estava a pensar nisso. Outras vezes ouço bater e deixo o coração decidir da minha disponibilidade. Tem sido muito bom. Mas de tudo o que a minha porta já me proporcionou, há momentos que são tão especiais que me enchem de luz: quando qualquer coisa me diz que tenho de franquear a porta e, do outro lado, está alguém para RE-conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* já não me lembrava o quanto gosto de ver nascer o dia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-2452787407465186308?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/2452787407465186308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=2452787407465186308&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2452787407465186308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/2452787407465186308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/03/poste-dedicado.html' title='POSTE DEDICADO *'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8513243036145475651</id><published>2008-02-20T17:12:00.002Z</published><updated>2008-02-20T17:48:07.771Z</updated><title type='text'>SITEMETER</title><content type='html'>Descobri que tenho um leitor do meu blog aqui onde trabalho. Quando a Ana instalou (nem sei se é assim que se diz) o sitemeter achei que nunca teria paciência nem motivação para me pôr a vasculhar a origem e muito menos a frequência das visitas aqui a casa. Já me enganei, pelo menos, duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma altura em que me diverti a apreciar o cortejo de visitas que um certo poste, mal recebido por ter sido mal entendido (ou o contrário, tanto faz) provocou. Um grupo específico de pessoas, algumas de quem até gosto muito, outras que me são absolutamente indiferentes, desataram a visitar-me e  dar-me feed-backs do que cá foram encontrando. As mais afoitas, fizeram-no espontaneamente. A outras, sentindo-me eu presenteada com a deferência das suas vindas, instei-as ao comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me tinha passado pela cabeça que não seria de todo impossível que alguém desse comigo por aqui. Sei que trabalham cá outros "blogueres" e sabemos bem como as coisas se processam e que, num instantinho, se dá a volta a este mundo. Nunca me preocupou esse facto nem hesitei em escrever fosse o que fosse por receio de ser identificada. É verdade que muito poucos sabem os pormenores da minha vida que entendo guardar. Hoje, posso dizer com toda a convicção que é por uma questão de pudor, eu que pareço tão desbragada a falar de mim, tão extrovertida, tão desinibida. Mas (como já escrevi algures) sou, na verdade, precisamente o contrário. Desempenho é muito bem o papel que acredito ter, no argumento da vida que vivo com os outros nem por isso muito significantes. Não é por mal. Sou autêntica nisto que faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não tenho qualquer dificuldade em me assumir. Como sou. Uma mulher absolutamente feliz. Que, por acaso, vive o pormenor de se deitar todos os dias com outra mulher. Que é a pessoa exacta com que sonhei para ser o meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei o &lt;em&gt;guilty pleasure &lt;/em&gt;que é ler um blogue de alguém que conhecemos e que não faz a menor ideia de ser lido por nós. Também me acontece. Todos os dias. Não sei bem o que espero, se alguma revelação bombástica, se um desvelar impossível noutras circunstâncias. Por isso, percebo perfeitamente que outros se sintam também assim. Não gostaria é que houvesse alguém que pudesse ter vontade de falar comigo acerca de algumas coisas e não o fizesse, apenas por não saber como ultrapassar o momento incómodo de dizer que me conhece mais do que eu penso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8513243036145475651?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8513243036145475651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8513243036145475651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8513243036145475651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8513243036145475651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/02/sitemeter.html' title='SITEMETER'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3146496821441528160</id><published>2008-02-18T17:05:00.003Z</published><updated>2008-02-18T18:08:09.809Z</updated><title type='text'>COMIDA LIGHT</title><content type='html'>Almoço quase sempre na cozinha/copa/refeitório do local onde trabalho. Para além da óbvia preguiça que tenho de ir à rua à hora do almoço, do enjoo que já tenho a tudo o que se come nos restaurantes e tascas à volta, há a imperiosa necessidade de fazer dieta rígida e, consequentemente, só me atrever a comer os grelhadinhos e as saladas (de insipidez equivalente) que trago de casa e a que dou um arzinho de coisa apetitosa, requentando os primeiros na &lt;em&gt;cloche&lt;/em&gt; - que o senhor director nos comprou pessoalmente na makro - e enchendo de vinagre balsâmico as seguintes, sob os olhares de atraída repulsa de algumas colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdadeira razão que me prende àquele espaço é outra. Não podem supor o que ali se passa. Só vivido. As conversas, as interacções, as ementas, os arrotos, o sonoro retirar de restos de comida de entre os dentes, os dramas familiares, as injustiças laborais, o aquecimento global, o encanecer dos pelos púbicos, a receita para ter sempre os pés hidratados, os ratos mortos debaixo do lava-loiça e os que ainda se mantêm moribundos, presos às modernas ratoeiras cheias de nhanha que cola. De tudo se fala, a maior parte das vezes com tamanha paixão e empolamento que fico tonta de processar tantos estímulos. Ah! Com a televisão sempre com o som no volume necessário para se sobrepor a todo este falatório. Que não se pode dispensar informação preciosa, alimento para mais conversas sobre a desgraça que grassa por esse mundo fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira passada foi um mimo. Tudo começou pelos comentários tecidos a propósito do primeiro livro português cujo protagonista é um menino que foi criado por duas pessoas do mesmo sexo. "Isso é um horror! Não posso concordar!" Dizia enfaticamente um colega. Em pensamento, esfreguei as mãos! 'Tás lixado. Pensei. Nem imaginas o baile que vais levar. E assim foi. É maravilhoso vê-los rabiar, sem perceberem muito bem donde me vem tanta convicção, esta vontade de defender algo com que não tenho obviamente nada a ver... É bem feito para não serem preconceituosos. São tristes na sua visão limitada do mundo, formatada e cheia de clichés. Ai o que eu vou gozar. Um dia. Por enquanto, vou-me só divertindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se já um pouco tolo, argumentou que, vá lá, uma criança criada por duas mulheres ainda... mas por dois homens não! Até porque os homens precisam de uma mulher. Que seja sua mãe. É por isso que eles casam. Acabam sempre por ser um pouco filhos das suas mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sério! Tenho de reconhecer. Com esta ele conseguiu atingir-me o flanco e quase me derrubou. Fiquei parva de todo. Boquiaberta, de olhos esbugalhados, a perguntar-me incessantemente se estaria a alucinar. Andas a dormir pouco, mariazinha, e depois dás nisto. Mas ele repetiu, clarificando melhor a ideia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refeita do embate, para aí umas 12 horas depois, perguntei-me que raio de mulheres escolhem, vivem, criam homens assim. O orgão sexual de um filho (do sexo masculino) chama-se pilinha. Que mulher se deita com uma pilinha? Quem quer ser fodida por uma pilinha? Eu, no meu lado hetero, só consigo imaginar-me ser possuída por um mangalho, um pau, só penso em levar com ele, com um que me encha as medidas... Não há qualquer hipótese de se erotizar um filho. A não ser que se seja doente. O que me leva a pensar que há muito mais patologia do que a que está identificada. E da perigosa. Que é aquela que é desconhecida e ignorada por todos. Seus detentores incluídos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3146496821441528160?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3146496821441528160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3146496821441528160&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3146496821441528160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3146496821441528160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/02/comida-light.html' title='COMIDA LIGHT'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-3895233133078034860</id><published>2008-02-06T15:56:00.000Z</published><updated>2008-02-06T16:26:54.580Z</updated><title type='text'>INDEFECTÍVEL</title><content type='html'>Detesto que me apontem erros. Quaisquer. Cresce-me da planta dos pés um formigueiro, uma onda de nervoso e raiva que me possui, pinta tudo dum encarnado violento e arranca-me da garganta sons articulados pelo monstro de que fico tomada. Vagamente, de muito longe, começo a ouvir o que digo e apercebo-me de que argumento - como dizem que só eu sei - deito mão seja ao que for, para relevar o erro que, as mais das vezes, cometi. Mesmo. Poucas coisas me custam tanto quanto a admissão de um faux-pas (soa tão bem que nem parece o que é...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, tenho um prazer desmedido em descobrir erros nos outros. E quanto mais admiro alguém, melhor me sabe apanhá-lo em falta. É triste mas é verdade. Deve ser porque, de certa maneira, aqueles que admiro são modelos a seguir. E, se falham, tornam-se modelos mais tangíveis, mais reais, patamares mais acessíveis. Mais humanos, portanto. Mais próximos de mim. Logo, mais queridos. Dando assim esta volta, quase consigo escamotear a verdade feia de gostar de apanhar os outros em falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, vários anos de terapia, da dos psis e a da porradinha da vida que se leva quando se está vivo e se vive (que parecendo o mesmo, não é) têm-me feito mudar. O bicho que se apodera de mim já não é totalmente indomado. Tenho uma espécie de rede pronta a capturá-lo mal se solta. Uma vez controlado, olho-lhe bem nos olhos, lá fundo e tento perceber o momento que lhe deu vida, a razão da sua indómita existência. Quase sempre isto é suficiente para o ver mirrar, secar, transformar-se num dócil animal de companhia. Ou um peluche. A que posso agarrar-me para me sentir mais segura. Porque, em todo o processo, pelo menos aprendi que se erro, é porque faço. E se me corrigem, dão-me a possibilidade de aprender. É sempre a ganhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Vem tudo isto a propósito de correcções feitas lá na casa &lt;a href="http://meiavolta.wordpress.com/"&gt;dela&lt;/a&gt;. E de verbos com nomes feios...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-3895233133078034860?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/3895233133078034860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=3895233133078034860&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3895233133078034860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/3895233133078034860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2008/02/indefectvel.html' title='INDEFECTÍVEL'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-408239469034528778</id><published>2007-10-22T17:54:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T18:30:44.504+01:00</updated><title type='text'>SEGREDOS NA ALCOVA</title><content type='html'>No sábado, dizia-me a Nicas Picas, fazendo a costumada brincadeira de quem bebe pelo mesmo copo mas referindo-se à garfada que deu no prato de bacalhau, já desdenhado pela Ana e meio comido por mim: "Vou ficar a saber os teus segredos..." e arregalou os olhos, fingindo espanto e escandalizado horror, enquanto metia o garfo na boca. Respondi-lhe que não tinha segredos para ela. Respondi sem pensar e, por isso mesmo, de forma autêntica, creio. Retorquiu-me não ser isso uma coisa boa. Ponderei num instante e confirmei: "Não me lembro de nada que possa ser considerado um segredo". E digo-te agora, que já pensei mais do que um instante sobre o assunto, que não acho nada mal que assim seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor romântico não é nem pode ser incondicional. Posso (ou não) ter segredos que não partilho com a pessoa com quem quero viver para o resto da minha vida. E por essa exacta razão. Devo defender-me, preservar e manter um reduto a que possa regressar em e a qualquer momento. Um espaço em que me permito ser sem constrangimentos de nenhuma espécie, ainda que temporariamente e mesmo que com o intuito de crescer no sentido de promover uma relação cada vez mais plena e satisfatória com quem me complementa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o amor dos amigos não é assim. É um amor de escolha, livre e descomprometido. Não tenho um projecto de vida com a minha melhor amiga, embora não seja sequer capaz de me imaginar um futuro em que ela não esteja presente. Mas não sinto na nossa relação nenhuma necessidade do tal lugar só meu em que teço, em segredo, os sortilégios da minha intimidade. Não preciso de me ausentar de nós, de guardar em mim segredos, de me acautelar. Não significa que partilhe tudo. Uma ou outra coisa há-de ficar perdida neste labirinto que às vezes sou. Mas é porque sim. Não porque tenha de ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-408239469034528778?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/408239469034528778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=408239469034528778&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/408239469034528778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/408239469034528778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/10/segredos-na-alcova.html' title='SEGREDOS NA ALCOVA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-1245414319172736170</id><published>2007-07-10T15:07:00.000+01:00</published><updated>2007-07-10T17:18:52.809+01:00</updated><title type='text'>ÁGUA MINERAL</title><content type='html'>A minha muito querida Nicas Picas (amiga-irmã-companheira-sócia-comadre)deu-me de presente de anos uma consulta astrológica. Adorei a ideia. O senhor não defraudou em nada as expectativas que levei, sendo ainda mais fascinante do que esperava. Pelo humor, a graça, a desenvoltura com que me abordou o destino. Num instante, apanhou-me as manhas e, talvez por isso, conseguiu pôr em acção quase todo o meu espectro de emoções. Gargalhei histericamente e choraminguei em consonância. Bom... na verdade, o que aconteceu foi que me diverti e emocionei só que é mais fácil falar dos sentires quando os parodiamos um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-me uma data de coisas: muitas do passado e algumas do futuro. Ao presente, referiu-se pouco, provavelmente por acreditar (e empenhar-se em fazer-me acreditar) que mudanças se me agigantam à porta. Boas. Muito boas. Óptimas, assegura-me. Assim eu esteja disposta a aceitá-las, seja ambiciosa e perca a tacanhez de espírito que me assola em alturas que gostaria de fazer de conta que não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou-me dos elementos. Do que me domina e como me influencia e dos outros. Gostei do que me disse acerca da Água. Explicou-me que é o elemento que se refere aos afectos. A minha "água" corre nas profundezas de grutas interiores. Entre rochas (de granito transmontano, certamente) límpidos  e finos fios, carreirinhos esforçados serpenteiam. Posso ouvir o seu gorgolejar sussurrante. Se estiver com muita atenção. É muito difícil aceder a esta água. Só alguns, seja por mérito, seja por sorte, conseguem lá chegar. Afortunadamente (talvez, para eles mas decerto, para mim), uma vez recebidos no meu lago privado interior, jamais são escorraçados. Façam lá o que me fizerem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a pensar que está explicado porque ainda sonho tanto &lt;a href="http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/06/carta-aberta-uma-amiga-de-cabea-muito.html"&gt;contigo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-1245414319172736170?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/1245414319172736170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=1245414319172736170&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1245414319172736170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/1245414319172736170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/07/gua-mineral.html' title='ÁGUA MINERAL'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7570467378875920169</id><published>2007-06-21T14:07:00.000+01:00</published><updated>2007-06-21T14:22:05.299+01:00</updated><title type='text'>EXISTIR</title><content type='html'>A propósito &lt;a href="http://meiavolta.wordpress.com/2007/06/19/223-o-seu-ao-seu-dono/"&gt;deste poste&lt;/a&gt;, que deu alguma polémica &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12747732&amp;postID=3158343457741502063&amp;isPopup=true"&gt;aqui&lt;/a&gt;, lembrei-me de uma frase de Viktor Frankl*: "Tudo pode ser retirado de um homem, menos a última das suas liberdades - escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do destino".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* psiquiatra austríaco, judeu, sobrevivente de Auschwitz&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viktor_Frankl"&gt;wikipédia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7570467378875920169?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7570467378875920169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7570467378875920169&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7570467378875920169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7570467378875920169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/06/existir.html' title='EXISTIR'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-7365404579869242</id><published>2007-05-31T14:35:00.001+01:00</published><updated>2007-05-31T14:40:19.248+01:00</updated><title type='text'>O (EU) QUE ME PEDE  A PRIMA</title><content type='html'>Eu quero... viver&lt;br /&gt;Eu tenho... preguiça&lt;br /&gt;Eu acho... sempre muito&lt;br /&gt;Eu odeio... sentir frio&lt;br /&gt;Eu sinto... e sinto e sinto e sinto&lt;br /&gt;Eu escuto... com um terceiro ouvido&lt;br /&gt;Eu cheiro... tudo!&lt;br /&gt;Eu imploro... se estiver muito aflita&lt;br /&gt;Eu arrependo-me... mas custa-me&lt;br /&gt;Eu amo... a vida&lt;br /&gt;Eu sinto dor... na alma, às vezes&lt;br /&gt;Eu sinto falta... dos que me morrem&lt;br /&gt;Eu importo-me... com as pessoas&lt;br /&gt;Eu sempre... quis esta vida&lt;br /&gt;Eu não fico feliz... quando me dói a consciência&lt;br /&gt;Eu acredito... no Amor&lt;br /&gt;Eu danço... quando me apetece&lt;br /&gt;Eu canto... todos os dias&lt;br /&gt;Eu choro... e não consigo parar&lt;br /&gt;Eu falho... e desisto&lt;br /&gt;Eu luto... para ser melhor&lt;br /&gt;Eu escrevo... quando já não cabe em mim&lt;br /&gt;Eu ganho... de todas as maneiras&lt;br /&gt;Eu perco... quando me perco&lt;br /&gt;Eu nunca digo... desculpa&lt;br /&gt;Eu confundo-me... com a estupidez&lt;br /&gt;Eu estou... a viver o melhor&lt;br /&gt;Eu sou... competente&lt;br /&gt;Eu fico feliz... quando consigo (seja o que for)&lt;br /&gt;Eu tenho esperança... nas pessoas&lt;br /&gt;Eu preciso... de ser espontânea&lt;br /&gt;Eu deveria... estudar mais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-7365404579869242?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/7365404579869242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=7365404579869242&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7365404579869242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/7365404579869242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/05/o-eu-que-me-pede-prima.html' title='O (EU) QUE ME PEDE  A PRIMA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-4225849126774500704</id><published>2007-05-14T18:18:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T18:51:22.636+01:00</updated><title type='text'>ENQUANTO ME LEMBRAR</title><content type='html'>Eu já sabia. A memória é um bem precioso. Exagerada como sou, com esta minha tendência para me deixar incendiar de paixões, apetece-me dizer que é o bem &lt;em&gt;mais &lt;/em&gt;precioso. É o que nos preserva, o que nos mantém, o que nos permite a transcendência, a vitória sobre a corruptibilidade da carne. Li algures que ninguém está morto enquanto houver dele memória. Fez-me sentido mas faltava-me &lt;em&gt;sentir&lt;/em&gt;. Da maneira que se sente quando se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive essa sorte. Há dias, o meu sobrinho mais novo, que me enche o coração de ternura desde que o vi nascer, que (por isso) me tolda o discernimento ao ponto de lhe permitir a satisfação de todos os caprichos, deu-me a enorme graça de viver um daqueles momentos que nos transformam. Nunca conheceu a avó E., minha mãe. Nasceu apenas 7 anos após a sua morte, faz agora 11 anos. Já o tinha ouvido a falar dela, reconhecendo-a nas fotografias, curioso com a forma como morreu. Comportamento normal, para uma criança muito viva e interessada por tudo. Do que eu não estava à espera era da ligação que ele soube estabelecer com ela. Que só pode ter nascido do quanto nos lembramos de como foi a nossa mãe, a sogra da minha cunhada, a avó dosmeus sobrinhos. E, de cada vez que isso acontece, presentificamo-la. No espaço e no tempo em que estamos vivos. E ela fica também. Só assim se explica que, uma destas noites, ainda sentados todos à mesa do jantar, o J. tenha resolvido "tifonar" à avó E. para lhe dar conta das novidades familiares, das viagens do pai, do nascimento do novo bebé. E que tenhamos todos acabado ao telefone, sorriso nos lábios, vozes um pouco (mas muito pouco) trémulas, a falarmos para o céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-4225849126774500704?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/4225849126774500704/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=4225849126774500704&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4225849126774500704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/4225849126774500704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/05/enquanto-me-lembrar.html' title='ENQUANTO ME LEMBRAR'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8174184747827915484</id><published>2007-04-30T11:07:00.000+01:00</published><updated>2007-04-30T11:54:11.085+01:00</updated><title type='text'>ALÍVIO</title><content type='html'>Há que tempos que não escrevo!... E, mesmo agora, já apaguei sei lá quantas frases começadas. Nunca faço isso. Escrevo sempre de enxurrada, sem censura nenhuma, sem reler. No fim, copio para o word porque morro de vergonha de dar erros e, corrigido o texto, "pranto-o" aqui. Estas voltinhas são bem demonstrativas de quanto sou coca-bichinhos... mas porque é que não escrevo no word e só copio uma vez??? Sou tão obsessiva, graças a Deus!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou plena de coisas para dizer. Devo ter deixado passar tempo de mais e agora está tudo compactado cá dentro, uma amálgama de sentires todos misturados, já sem características próprias. E como falar dessa massa de cor parda já sem forma nem conteúdo distinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço uma pausa. Hoje é um bom dia para isso. Fecho os olhos e e cavo um túnel para dentro. Parece que me desfolho. Fica tudo do avesso. Olho para os meus braços e vejo músculos, veias, sangue, carne. Tudo de fora. E eu ligeirinha. A correr por dentro de mim, a escorregar na pele virada para dentro. Suave, quente e lisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama-me o médico "morta-viva". Que foi por um triz. Que disparate! Não sinto nada disso. Desprezo o dramatismo que imprimem ao que me dizem. Sabem lá que estive a anos-luz de me acabar. Confiro: o amor imortaliza-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do perdão? Em oposição ao esquecimento. Quem perdoa não esquece. E quem esquece não releva. Não quero esquecer. Nunca quis. Nunca o fiz. Lembro-me de tudo. Quero que assim seja. Preciso da memória para perdoar, para me reconciliar. Com quem me magoa, ofende, estraga. E comigo, sobretudo. Apaziguar-me com as recordações dolorosas, integrá-las em mim, tijolos do meu Ser. Produzir a mais sublime alquimia. A transformação do prosaico em divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto! Era só isto, afinal. Parece pouco mas está cá tanto. Sinto um entorpecimento. Tenho as vísceras expostas há tempo demais. É bom que reponha a ordem. Vou já abrir os olhos e voltar a ter um aspecto normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8174184747827915484?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8174184747827915484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8174184747827915484&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8174184747827915484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8174184747827915484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/04/alvio.html' title='ALÍVIO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-8496951002351086038</id><published>2007-01-29T18:04:00.000Z</published><updated>2007-01-29T18:07:42.827Z</updated><title type='text'>FACILITADOR DE (ALGUMAS) VIDAS</title><content type='html'>Como aceder a este blog sem ter que pesquisar "leões da rodézia" no google:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrever &lt;a href="http://www.amariadaianaabloggar.blogspot.com/"&gt;http://www.amariadaianaabloggar.blogspot.com/&lt;/a&gt; na barra de endereço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-8496951002351086038?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/8496951002351086038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=8496951002351086038&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8496951002351086038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/8496951002351086038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/01/facilitador-de-algumas-vidas.html' title='FACILITADOR DE (ALGUMAS) VIDAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-116920943609775009</id><published>2007-01-19T11:32:00.000Z</published><updated>2007-01-19T12:50:57.993Z</updated><title type='text'>SIM. PORQUE NÃO?</title><content type='html'>Ando às voltas com isto há já algum tempo. Mas irrita-me que toda a gente fale do mesmo. Eu sei que é tema do momento, que faz falta discuti-lo. Mas não consigo deixar de sentir um certo enfado, uma certa necessidade impreterível de ser original e não falar do mesmo que os outros. Até aqui é fácil. O pior é quando dou por mim a pensar repetida e insistentemente naquilo de que os outros permanentemente falam... E enfio a minha arrogância-snob-mania-de-ser-original num saco do lixo preto com atilhos, amarfanho-o bem e atiro-o para o canto mais esconso da minha atafulhada arrecadação. Literal e metaforicamente falando, entendamo-nos. Afinfo-lhe umas bombadas de Dettol - para acabar de vez com o bicho e qualquer remota possibilidade de reanimação - e... eis-me aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já votei não. Convicta das minhas opções, defendi acaloradamente o meu voto. Senti pena e desdém e também um bocadinho de sobranceria por quem, coitado, tinha de escolher sim por ser tão básico e primário que não ascendia ao não. Isto foi há quantos anos? Não faço ideia. Para mim, o tempo é o que faço com ele e, da mesma maneira que posso saber exactamente quantos dias passaram desde um determinado acontecimento importante, não sei (e não ligo nenhuma pelos vistos, porque é assunto recorrente no momento) quando foi o anterior referendo. Também, só me serviria para fazer uma estimativa do tempo que levei a SER mais um bocadinho. Na verdade, não mudei. Não me tornei menos arrogante, limitada e um pouco imbecil. Continuo a &lt;strong&gt;sentir&lt;/strong&gt; que a maioria das gravidezes indesejadas decorrem de comportamentos irresponsáveis, ainda que &lt;strong&gt;saiba&lt;/strong&gt; que não é sempre assim. Mas, pelo menos comigo, o que predomina são os afectos e não me adianta de nada saber coisas. E, neste particular, há uma rede intrincada de emoções que me levam a bloquear a capacidade de evoluir no meu sentir. Votaria não, portanto, de novo. No entanto, alguma coisa está diferente em mim. Que só interfere com esta questão específica porque é transversal a tudo o que sou. Tornei-me infinitamente mais tolerante. Quem sou eu, afinal, para julgar quem quer que seja? Ainda que, na minha moral, considere os outros irresponsáveis, inconscientes, ignóbeis? E depois? É a vida deles. Que tenho eu a ver com isso? Como posso, com o meu voto, cercear a possibilidade de cada um escolher o seu caminho ainda que convicta de que não seria o meu? &lt;em&gt;Como posso, sequer, ter a certeza de que não seria? &lt;/em&gt;Nada me garante que o meu não, é melhor que o sim dos outros. Até porque decorre apenas de uma atitude moral distorcida, assente em princípios dúbios do que é certo e errado. Nem sequer me impressiona a questão da vida que se mata, do coraçãozinho que já bate... O meu não é rígido, intransigente, cobarde. E eu não quero ser assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-116920943609775009?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/116920943609775009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=116920943609775009&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116920943609775009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116920943609775009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2007/01/sim-porque-no.html' title='SIM. PORQUE NÃO?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-116315950344346589</id><published>2006-11-10T11:30:00.000Z</published><updated>2006-11-10T16:21:44.436Z</updated><title type='text'>A PINGAR MEL</title><content type='html'>Hei-de escrever um poste. Um dia destes. Não é quando tiver tempo. Até porque me irrita a forma como se atribui ao tempo a responsabilidade da nossa incúria. Há dias ouvi alguém dizer que nos esquecemos de que o tempo é nosso e que, por isso mesmo, fazemos dele - e com ele - o que queremos, o que escolhemos fazer. Logo, se nos falta, é porque o usamos em coisas que preferimos. Mesmo que não sejam aquelas de que gostamos. Nisso somos sempre um pouco estúpidos, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje de manhã ouvi esta música. E senti-a tanto que quero oferecer-ta aqui, para outros verem. Deixo-te a letra. Não sei pôr músicas no blogue. E também não quero que me ensines. Gosto desta casa assim, sabes bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;"Nine Million Bicycles"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;There are nine million bicycles in Beijing&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;That's a fact,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's a thing we can't deny&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Like the fact that I will love you till I die.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;We are twelve billion light years from the edge,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;That's a guess,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No-one can ever say it's true&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;But I know that I will always be with you.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;I'm warmed by the fire of your love everyday&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;So don't call me a liar,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Just believe everything that I say&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;There are six BILLION people in the world&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;More or less and it makes me feel quite small&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;But you're the one I love the most of all&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;We're high on the wire&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;With the world in our sight&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And I'll never tire,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Of the love that you give me every night&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;There are nine million bicycles in Beijing&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;That's a Fact,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's a thing we can't deny&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Like the fact that I will love you till I die&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And there are nine million bicycles in Beijing&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And you know that I will love you till I die!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Katie Melua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-116315950344346589?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/116315950344346589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=116315950344346589&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116315950344346589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116315950344346589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/11/pingar-mel.html' title='A PINGAR MEL'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-116039339313912988</id><published>2006-10-09T12:02:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T12:29:53.496+01:00</updated><title type='text'>INEDAMÚDE</title><content type='html'>Sempre ouvi a minha mãe dizer que a vida dela havia começado quando completou 40 anos. Sendo que me chamava "a estrela da minha vida", depreendi que tivesse sido o meu nascimento, duma forma simbólica (ou até literal), a provocar-lhe a sensação de início de vida. Na verdade, o que eu achava na altura era o que me parecia mais simpático, o que sintonizava com a incondicionalidade do lugar ocupado por mim na vida daquela mãe-gigante. Mas isso era só porque eu estava pouco atenta. Porque, agora, quando me lembro do que ela, de facto, dizia, tenho de reconhecer que só uma ínfima parte se referia à "estrelinha". Era da MULHER que falava. Não da mãe, não da esposa, não da amiga nem da filha nem da caridosa vicentina e activista católica. Era mesmo da fêmea, em toda a sua pujança. Se calhar foi por isso que eu nasci. Daí a ligação. Permitiu-se engravidar e parir-me em todo o esplendor dos seus 40 anos cheios de tesão. E ganhou uma dimensão muito superior à comportada pelo seu corpo físico. Quem se lembra dos gestos daquelas mãos enormes, do jeito voluntarioso que dava à cabeça enquanto falava, dos passos decididos com que andava e que tão bem combinava com o doce requebrar genético, sabe do que falo. Não sei como é que ela era antes dos 40 anos. Para mim, sempre tão sôfrega, tão ciosa, possessiva, obcecada por ela,  nem existia. Nasceu no mesmo dia que eu. Talvez um pouco antes para me preparar a chegada. Para se preparar para a chegada. Dela. Da fabulosa mulher de 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou quase lá. Pela primeira vez na vida desejo que o tempo passe, ainda que sempre o faça, indiferente ao nosso desejo. Inexoravelmente. E nunca me senti tão plena, tão segura de mim. Piso o chão com um gosto que não se explica. Sei que emito luz. Agora sim, sou uma estrela. A minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-116039339313912988?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/116039339313912988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=116039339313912988&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116039339313912988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/116039339313912988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/10/inedamde.html' title='INEDAMÚDE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115712115791183809</id><published>2006-09-01T14:53:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T15:32:41.360+01:00</updated><title type='text'>PESSOAS</title><content type='html'>Dei por mim a fazer um balanço. Ao meio jeito, sem grandes preparativos nem delongas. Assim, de repente, com conclusões à flor da pele, expiradas num segundo. É como eu sou. Para alguns, pouco reflectida. Para mim, muito "sentida", muito no peito, longe da cabeça. O cérebro serve-me apenas para processar a informação, torná-la inteligível, quando me apetece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que a pessoa feliz que sou, deve tudo aos outros. Apercebi-me de que me podia faltar tudo, desde que pudesse manter os laços que me unem a alguns. Sou - orgulhosamente - muito amada. Sobretudo por aqueles que amo, ainda que a reciprocidade não seja razão. Tenho, pelo menos, um milhão de memórias. Sempre com pessoas. É sempre assim? Há memória sem relação? Eu não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito rica. Afortunada. Todos os dias no meu olhar acendem-se estrelas. E o ar que respiro tem o odor das flores silvestres que me ofereces em cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho&lt;/em&gt; pessoas. Não no sentido de as possuir, que isso é meio caminho para lhes manietar as vontades. Refiro-me ao espaço que ocupam &lt;em&gt;cá dentro&lt;/em&gt; que me faz ser maior, toda cheia, preenchida, realizada. Aconteça o que acontecer, dê a vida as voltas que der, nunca nada nem ninguém poderá tirar-me este tudo. E, nunca, é das palavras mais fortes que conheço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115712115791183809?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115712115791183809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115712115791183809&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115712115791183809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115712115791183809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/09/pessoas.html' title='PESSOAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115494886195502638</id><published>2006-08-07T11:37:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T12:07:41.970+01:00</updated><title type='text'>CAIXA DE COMENTÁRIOS</title><content type='html'>Queria responder a alguns comentários mas a quantidade de vezes que iniciei e desisti das respectivas respostas serviu para que, inequivocamente, me declarasse avessa à caixinha das interacções. Decididamente, não é para mim. Assim sendo, visto que esta é a minha casa, porque não responder em poste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, aqui vai disto. Sem referência aos destinatários que estou com preguiça demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza é um conceito totalmente subjectivo. Que adquire toda a objectividade a partir do momento em que é operacionalizado individualmente. Ou seja, assim que eu digo "não acho bonito uma fufa-canastrão", estou a definir, de forma muito objectiva, o meu ideal de fufa bonita. De quem não tenho que gostar, afectivamente falando. Na mesma exacta medida em que posso gostar muito de uma - para mim - muito feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e ora aqui me retracto  imperfeita, preconceituosa, intolerante, má pessoa, tenho dificuldade em perceber que haja quem não tenha um orgulho imenso em ser mulher. O que, para mim - imperfeita, preconceituosa, intolerante, má pessoa - passa enfaticamente pelo explorar de todas as potencialidades físicas com que o Grande Pai nos bafejou. E embonecarmo-nos todas é uma boa maneira de o fazermos. Permitam-me o devaneio, um gesto de tolerante condescendência: não é preciso andarmos pintalgadas nem em permanente equilíbrio sobre suicidas saltos. Nada disso! Muito do que eu não gosto nem tem a ver com a roupa nem com o penteado. Muitas vezes é uma questão de postura. De atitude, de um modo geral. E, é bem verdade, há gente de e para tudo. Não consigo deixar de pensar que os canastrões estão só esquecidas de si. Desligadas do potencial que têm. Mas isto sou eu, sempre virada para o meu umbigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115494886195502638?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115494886195502638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115494886195502638&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115494886195502638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115494886195502638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/08/caixa-de-comentrios.html' title='CAIXA DE COMENTÁRIOS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115469286351553097</id><published>2006-08-04T12:53:00.000+01:00</published><updated>2006-08-04T13:01:03.543+01:00</updated><title type='text'>PERGUNTAR NÃO OFENDE*</title><content type='html'>As fufas que têm blogs preocupam-se com a aparência, gostam de se arranjar, cuidar da pele, do cabelo, fazem dieta... Então porque é que vejo tantos canastrões na rua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* nome &lt;a href="http://perguntarnaofende.blogspot.com/"&gt;deste blog&lt;/a&gt; que, invariavelmente, me faz soltar gargalhadas muito bem dispostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Já agora, não vá ferir alguma susceptibilidade, deixem-me só dizer que gosto da palavra fufa. Como gosto da palavra mamas. Dizer lésbica é, para mim, o mesmo que falar em seios...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115469286351553097?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115469286351553097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115469286351553097&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115469286351553097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115469286351553097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/08/perguntar-no-ofende.html' title='PERGUNTAR NÃO OFENDE*'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115452158300885338</id><published>2006-08-02T12:26:00.000+01:00</published><updated>2006-08-02T13:30:24.073+01:00</updated><title type='text'>"COM TRÊS LETRINHAS APENAS"</title><content type='html'>Ando a ler muito. Já tinha saudades de me sentir presa a um livro, sempre uma parte de mim colada às personagens, a viver vidas paralelas à minha. Apercebo-me agora de que deve ser isso que sentem os "agarrados" aos blogs, muitas vezes injustamente acusados de não possuírem uma vida e, por isso, viverem suspensos das alheias... Faz-me sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ler muito cedo. Em dois dos sentidos estritos do verbo. Porque em sentido figurado e passe a presunção, não sou do género de ficar "a ler" muitas vezes... Provavelmente porque sou demasiado curiosa, cusca-abelhuda e insegura aos montes, tento nunca deixar que me passe alguma coisa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à leitura... Inicialmente preguiçosa, depressa me interessei pelas letrinhas quando a minha mãe (que era uma senhora fora do seu tempo, sempre à frente) me obrigou a soletrar: M E R - D... "Oh mãe!..." "Vá lá! Continua... Vais muito bem. Agora esta." P O R R... E eu já toda corada, com as orelhas a queimarem, toda excitada, aos pulinhos na cadeira: "Mãeeeee! Eu não digo isso!" Mas, a partir daquele dia, desatei a procurar em todas as letras agrupadas a mesma sensação de prevaricação, aquele assomo de pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente descobri que melhor do que encontrar palavras proibidas, podiam ser infinitamente mais arrebatadoras estórias inteiras. E foi assim que li, indiscriminadamente, entre os 8 e os 11 anos, o "Frei Luís de Sousa", "A Mãe" do Gorki, "Nós dois e o Sexo", toda a Enid Blyton (versão 7 e versão 5), pilhas de fotonovelas roubadas à minha tia solteirona romântica, almanaques do Tio Patinhas ainda em musical brasileiro, o "Guerra e Paz", os "Irmãos Karamazov", e a "Jane Eyre". Só para falar dos que me vieram à ideia assim de repente que não me apetece pensar muito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse tempo, guardo a memória de sentir uma espécie de melancolia que me remetia para um mundo só meu, onde eu me imaginava de todas as formas, em qualquer contexto. Se fosse hoje, com a mania que todos temos de observar as criancinhas - diminutivo de grande agrado dos psicólogos, a atentar no (ab)uso que dele fazem - diriam que eu era uma criança triste. Ou talvez não. Porque acredito que, já nessa altura, eu seria perita em disfarces. Solícita em me mascarar de nada para não perturbar a paz dos outros. O que até nem seria mau de todo uma vez que, se assim não fosse, seriam induzidos em erro. Eu nunca fui triste. Antes pelo contrário. Vivia feliz nas minhas fantasias, nos meus reinos encantados, para usar uma expressão banal. Mas não se pode viver "lá" e "cá" ao mesmo tempo. Ou por outra, pode mas não dá tanto gozo porque se tem de estar sempre alerta. É um cansaço. Uma maçada. Bom, bom é deixarmo-nos ir, abstrairmo-nos de tudo, mudarmo-nos de mala e cuía para "lá". Onde vivem aquelas pessoas que nos encantam. Onde se vivem aquelas vidas. Onde se sofrem dores de que nos apropriamos e, por isso, são dores escolhidas. São dores doces. Seguirmos apenas o guião que o autor desenhou. Não precisamos de iniciativa. Não precisamos de decidir. Está tudo feito. Podemos investir toda a nossa energia em deixarmo-nos embalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando assim. Ando a querer isto. Mas a vida não deixa. Inexoravelmente (adoro o determinismo desta palavra, estranhamente faz-me sentir segura) tenho que estar "cá". E tomar decisões acerca de coisas menores, comezinhas. Como o dinheiro, por exemplo. Que gostaria que não me servisse para nada mas que serve para quase tudo. Ou tudo mesmo, deixemo-nos de líricas ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava tudo para me sentar de novo à mesa da copa, na languidez do a seguir ao almoço, a ouvir ao fundo a música imperceptível das conversas das empregadas no seu dialecto doce, à minha frente uma folha arrancada de um caderno qualquer, escritas a caneta de tinta permanente aquelas letras desassombradas. A fazerem-me fosquinhas. A imprimirem em mim o desejo de ser crescida. Para poder viver na pele todas as delícias que as palavras proibidas me prometiam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115452158300885338?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115452158300885338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115452158300885338&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115452158300885338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115452158300885338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/08/com-trs-letrinhas-apenas.html' title='&quot;COM TRÊS LETRINHAS APENAS&quot;'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115399712282425082</id><published>2006-07-27T10:59:00.000+01:00</published><updated>2006-07-27T12:02:45.106+01:00</updated><title type='text'>SONHO</title><content type='html'>A minha amiga Choux casa amanhã. O último casamento de amigos a que assisti já foi há mais de 10 anos. Seguramente. Há bem mais. Os meus amigos não se casam. Entre os que podem e não querem e os que não podem, querendo ou não, tem-se instalado um deserto matrimonial. Vivem quase todos em uniões de facto, umas mais uniões, outras mais "de facto", mais ou menos felizes. Eu tenho muita sorte. Pertenço ao grupo dos unidos felizes, embora lastime a impossibilidade de oficializar a relação que tenho e da qual me orgulho tanto que não consigo impedir-me de toda inchar quando a ela me refiro. As razões do meu desconsolo não são as do costume. Pelo menos não as que são sempre apontadas pelos activistas da causa. Não me apoquentam as questões legais, por exemplo. A minha infindável fé no ser humano faz-me tranquila a esse respeito. O que me deixa desconsolada é a inviabilidade da...festa! Sim, Choux. Sim, Teté. Sei que posso fazê-la mas &lt;strong&gt;não é a mesma coisa&lt;/strong&gt;! Sonho com vestidos de noiva pirosos, em seda selvagem, aplicações de brocado e pérolas - muitas pérolas - e metros e metros de tecido, cauda, véu, grinalda... Uma igreja que já vi e escolhi, com uma capela interior mínima mas linda, onde se realizaria a cerimónia propriamente dita, o sacramento, a troca dos votos entre &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;ti&lt;/a&gt; e mim, sob o olhar comovido das centenas de amigos e familiares de pescoços esticados, em pontinhas de pé, corpos torcidos para não perderem pitada do que se passaria naquele cubículo. E, depois, uma festa linda. O copo d'água servido num lugar com mar e verde. Que também sei onde é, embora diste 7000 km da capela. Mas é tudo um sonho, não é? E entre tanta coisa que os sonhos têm de bom, uma delas é não precisarem de lógica. Nem de tempo nem de espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que o dia durasse muito. Queria que durasse muitos dias. Que conseguíssemos todos deslocar-nos para um limbo de existência etérea que nos permitisse estar dias e dias em fruição e gozo constante e total. Todos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta altura que desço à terra. À minha condição humana, limitada e finita. E percebo que o que eu queria não é impossível apenas por uma questão legal obtusa acrescida da estúpida intransigência religiosa. E sinto-me feliz na mesma. Porque, conquanto o sonho me transporte para longe, para uma realidade perfeita que não existe, quando volto, encontro tudo o que quero. A consubstanciação em terra daquilo que existe no céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115399712282425082?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115399712282425082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115399712282425082&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115399712282425082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115399712282425082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/07/sonho.html' title='SONHO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115132324218754631</id><published>2006-06-26T12:15:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T13:00:42.203+01:00</updated><title type='text'>A FÉ</title><content type='html'>"A fé é aquilo que nos toca incondicionalmente". Aqui está uma definição de que gosto muito. Infelizmente, como excelente calona que sou, não sei quem é o seu autor. Devia sabê-lo, até porque tenho responsabilidades na área. Dos autores, não da fé. Ou tenho só da minha. Que, atrevo-me a dizê-lo, não há nada de mais pessoal, de mais íntimo, de mais único de cada indivíduo. Porque cada um é tocado de maneira diferente, ainda que se reconheçam idênticas manifestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho fé em muitas coisas. Acho que por uma questão de organização do meu espaço mental. Porque, se pensar bem, é uma única Fé, que é a minha. Permanentemente comigo, mesmo quando me desespero. Porque nunca perco a esperança. E isto lembra-me que vou gostar de escrever sobre a diferença entre o desespero e a desesperança. Mas não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me ser a falta de fé um sentimento muito generalizado. É, pelo menos, essa a minha convicção, decorrente do que vou observando e ouvindo. Tenho para mim que a maior parte das pessoas que se queixa desse "estado" não valoriza muito do que sente. Às vezes, porque se tem a mania (ou o hábito) de procurar aquilo se julga excelente, desdenha-se o corriqueiro, o banal. O ordinário. Palavra mal conotada, não é? Mas tem também o significado daquilo que ocorre regularmente. Nessa medida, ter a "fézada" de que no próximo fim-de-semana vai estar bom para a praia é menos nobre do que ter fé na humanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei por pensar nisto a propósito de um encontro que tivemos no sábado no arraial. Tenho um carinho muito especial pelas meninas do "&lt;a href="http://oxalatudocorramenosmal.blogspot.com/"&gt;Oxalá&lt;/a&gt;". Por várias razões que, tenho fé, lhes contarei de viva voz um dia. Li que elas viriam a Lisboa e disse à Ana que lhes mandaria um mail para combinarmos encontrar-nos para nos conhecermos. Como sempre, deixei passar os dias e não fiz nada. No entanto, estava certa de que iríamos mesmo conhecer-nos. Quando lá chegámos, a &lt;a href="http://daminhavidaseieu.blogspot.com/"&gt;Bifa&lt;/a&gt; (que até não é nada céptica, bem pelo contrário) dizia-me, com um ar de &lt;em&gt;proooonto,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Maria&lt;/em&gt;: "Como queres encontrar-te com elas se não combinaste nada?". Acresce o facto de que, este ano, era praticamente impossível circular no recinto da festa e quem lá esteve sabe bem do que falo. Não interessam os pormenores, ainda que cada um deles tenha concorrido para confirmar o que eu sabia inevitável. Mantive-me toda a noite no cerca de metro quadrado livre que encontrei. E, por volta das 2 da manhã, a Ana que tinha ido buscar bebidas com outra amiga, toca-me no ombro e diz-me "Olha quem te trago aqui." É sempre assim. Simples. Bom. Tranquilo. Feliz. E altamente motivante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps.: deixem-me dizer-vos que o sorriso da Lu tem o sol todo do Algarve lá dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115132324218754631?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115132324218754631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115132324218754631&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115132324218754631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115132324218754631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/06/f.html' title='A FÉ'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115105840063318610</id><published>2006-06-23T11:10:00.000+01:00</published><updated>2006-06-23T14:11:23.736+01:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA A UMA AMIGA (DE CABEÇA) MUITO PERDIDA</title><content type='html'>Do que vem de ti, desde que para mim, aceito tudo. Aceito que não me incluas na lista dos amigos que chamas a partilhar o teu dia de anos, que acredites nas patranhas que te contam, que te deixes pobremente manipular. Como há mais de 20 anos aceitei que decidisses que o meu lugar era em frente ao fogão a fritar bifes de empreitada e a mexer o arroz dos leões da Rodézia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o que me custa mesmo a ultrapassar, é essa tua incapacidade de te olhares por dentro. De reconheceres em ti e para ti, os verdadeiros motivos que te fazem agir de forma tão inconsequente. Ainda só sabes viver assim, de faz-de-conta? Da parte mais exterior das palavras e dos pensamentos? Da casquinha brilhante, tão certinha, laca perfeita para uma vida de ilusão? De verdade que não tocas a tua essência? Foges de quê? Ou não queres mesmo mais? Acreditas sempre no que te dizem? Como acreditas no que dizes aos outros? Ou nem te perguntas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a ser tua mãe. Este amor que te tenho é incondicional. Só assim se explica a dor que me tolhe a alma quando te sei a tropeçar de novo. De que, mais uma vez, levaste à cena a tua farsa pessoal. Não imaginas o que custa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: hoje, só hoje e por causa deste post, senti o poder de ter um blog. A suprema satisfação, quase perversa, de tornar pública uma dor sem ter de explicar nada. Acho que, a partir de agora, vou tratar este cantinho com muito mais respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115105840063318610?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115105840063318610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115105840063318610&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115105840063318610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115105840063318610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/06/carta-aberta-uma-amiga-de-cabea-muito.html' title='CARTA ABERTA A UMA AMIGA (DE CABEÇA) MUITO PERDIDA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-115081257332198799</id><published>2006-06-20T14:23:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T15:12:42.663+01:00</updated><title type='text'>FILHO(A) DA PUTA? FILHO(A) DA CULPA!</title><content type='html'>Uma das maiores aprendizagens que a vida me proporcionou foi a capacidade de distinguir culpa de responsabilidade. Custou-me um bocado a perceber a diferença mas infinitamente mais difícil foi operacionalizá-la, colocá-la em prática no meu quotidiano. É que é bem mais fácil ser culpado do que responsável. "A culpa morreu solteira", diz-se. Eu acrescento: e estéril, seca que nem um galho morto. Podemos sempre escudar-nos atrás da culpa. Aparente paradoxo, este. Mas, na realidade, não há melhor defesa que a culpa. Não serve sempre de atenuante a sua assumpção? Sou um pouco menos criminosa se for confessa. Se assumir a culpa dos meus crimes. Hediondos que sejam. Gera-se um movimento solidário de compreensão. Identifica-se o agredido com o agressor num terreno que é de todos, porque para lá remete toda a nossa moral. E ainda posso pedir desculpa. E ela pode ser-me concedida. O que, de caminho, permite à vítima exercer o supremo direito de perdoar. Sabe tão bem!... Mas, já me dizia a minha mãe deixando-me totalmente consternada, encurralada, sem alternativas, "desculpa não cura ferida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho (agora, 3 dezenas de anos depois) que o que ela me queria dizer era que o facto de se assumir um erro não tem qualquer efeito no que já aconteceu. E que, por causa disso, não adianta nada. A não ser, claro, os efémeros prazerzinhos de se ser desculpado e se desculpar. Que, parcos de consistência, são tão-somente… nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao considerar a minha culpa, saldo as contas e demito-me de quaisquer outras obrigações. Fico, também eu, uma vítima: dos meus instintos, dos meus impulsos, da minha má formação, da minha ambição desmedida, do meu supremo desprezo pelo bem-estar alheio... E pronto! E chega?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, já não. Nem me chega ser assim nem admito que o sejam comigo. Não quero saber da culpa. Não sinto nenhuma. A sério. Foi-se. Todinha. Mas no seu lugar apareceu outra coisa nova, muito mais difícil de gerir. Por definição, ser-se responsável significa "responder por". Na prática, implica assumir os actos e as &lt;em&gt;suas consequências&lt;/em&gt;. Estar pronta a arcar com todos os danos que advierem das minhas escolhas. Ao contrário da culpa, não nos &lt;em&gt;sentimos&lt;/em&gt; responsáveis. Ou somos ou não. Implica acção, atitude activa. Envolvimento no processo. Do qual nunca sou vítima por não ocorrer à minha revelia, antes de acordo com a minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se começa a funcionar assim, nunca mais nos permitimos ser de outro modo. A nossa responsabilidade não deixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-115081257332198799?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/115081257332198799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=115081257332198799&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115081257332198799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/115081257332198799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/06/filhoa-da-puta-filhoa-da-culpa.html' title='FILHO(A) DA PUTA? FILHO(A) DA CULPA!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114848750513353711</id><published>2006-05-24T16:47:00.000+01:00</published><updated>2006-05-24T17:18:25.210+01:00</updated><title type='text'>O PÁSSARO AZUL</title><content type='html'>Há dias uma amiga, não muito íntima mas que me conhece há mais de uma década, exclamou, repentinamente e fora do contexto, porque eu falava de trabalho, ainda que de pessoas:"Tu estás apaixonada!". O tom foi um misto de surpresa, perplexidade e um tudo-nada de descrédito, quase como se já não fosse possível a alguém - e a mim em particular - apaixonar-me e &lt;em&gt;manter-me&lt;/em&gt; nesse estado. Respondi-lhe que sim. Que estou muito apaixonada. Há 2 anos. Contra todas as expectativas, previsões, conhecimentos mais ou menos científicos que não vaticinam mais do que 6 meses de vida, no máximo 1 ano, para a euforia da paixão. A seguir vem o amor. Ou o nada. O vazio. É o que dizem. Mas eu já amei. A seguir a estar apaixonada. E já amei, sem paixão nenhuma. E já estive só, mesmo que muito, apaixonada. O que nunca me tinha acontecido era amar apaixonadamente. E não me parece que seja um lugar, uma estação ou apeadeiro da linha que leva ao amor (ou ao nada). É o sentimento mais forte, mais completo, mais arrebatador que já experimentei. Que mais preenche, que me enleva, que me faz sentir maior, melhor, exigente comigo e com ela e com o que a vida me dá. E, ao mesmo tempo, me deixa cheia de tolerância, bonomia, disponibilidade, verdadeira alegria por estar viva, por ter saúde, por viver num país com sol e mar e céu azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei o que a minha amiga viu no meu olhar. É o que toda a gente tem visto. Por isso me falam na luz que emito, no meu bom aspecto, no riso que solto fácil. É felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114848750513353711?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114848750513353711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114848750513353711&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114848750513353711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114848750513353711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/05/o-pssaro-azul.html' title='O PÁSSARO AZUL'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114817547152219957</id><published>2006-05-21T02:36:00.000+01:00</published><updated>2006-05-21T02:37:51.536+01:00</updated><title type='text'>este blog foi tomado de assalto</title><content type='html'>a verdadeira dona (Maria Carolina) faz hoje anos, está ao telefone e nem imagina que eu estou a assaltar a "casa" dela!&lt;br /&gt;pois MUITOS PARABÉNS minha querida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114817547152219957?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114817547152219957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114817547152219957&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114817547152219957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114817547152219957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/05/este-blog-foi-tomado-de-assalto.html' title='este &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; foi tomado de assalto'/><author><name>aNa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img.photobucket.com/albums/v123/meiavolta/6af8bf75.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114726644321759012</id><published>2006-05-10T13:33:00.000+01:00</published><updated>2006-05-10T16:09:20.493+01:00</updated><title type='text'>LAXISMO</title><content type='html'>Os últimos que são paneleiros e estão no hino da Galp para o mundial, já me proporcionaram duas boas discussões. Numa delas (e quem esteve envolvido sabe a qual me refiro) optei por abandonar o ringue, até porque me pareceu que partíamos de pressupostos diferentes e havia uns mais a jogar do que outros. Ou uns mais contra outros, embora isso não me interesse. O problema está mesmo aqui. No que me interessa ou não. E isto leva-me à outra discussão que, por acaso (ou talvez não) ocorreu cronologicamente primeiro. E essa sim. Porque foi tida com a &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;pessoa&lt;/a&gt; cuja opinião mais prezo, que mais admiro, que mais respeito (e não, por favor não me subestimem - eu não estou cega de paixão) deixou-me cheia de interrogações e incertezas. Ainda que, num registo muito meu, de que nada me orgulho, não o tivesse demonstrado na discussão posterior. Disse-me ela, mais ou menos, que eu sou demasiado condescendente. Pior! Que, no que toca à homossexualidade, eu tenho, por vezes, um comportamento de certa forma pactuante com a discriminação. Que, se bem que censurando ambas todos aqueles que passam a vida a descortinar atitudes homofóbicas em todas as azias de empregadas de lojas, eu teria uma espécie de abordagem oposta, tendendo a desdramatizar, quase a ilibar alguns comportamentos declaradamente discriminatórios. E que isso teria a ver com a minha dificuldade em assumir claramente uma posição a favor da homossexualidade. Naturalmente, o que &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;ela&lt;/a&gt; me diz não cai em saco roto (palavra que, neste contexto, não resisto a salientar...). E dei comigo a pensar no assunto, repetida e inopinadamente, muitas vezes. Concluí que, independentemente da causa, eu tenho permanentemente essa atitude. Que assumo sempre uma postura de tolerância, calma e serenidade, expoente máximo da caravana que passa enquanto os cães enrouquecem de tanto ladrar. Que não me movimento em defesa de nada, nem daquilo em que acredito. Que só me preocupo com o não fazer directamente mal ao próximo, com a contribuição anual para o Banco Alimentar e com a manutenção da harmonia familiar. Que não me empenho. Que não me interesso. E isto tem um nome. Que soa a coisa de provocar diarreia, ainda que desejada. E também cheira mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114726644321759012?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114726644321759012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114726644321759012&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114726644321759012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114726644321759012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/05/laxismo.html' title='LAXISMO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114666541029561266</id><published>2006-05-03T15:05:00.000+01:00</published><updated>2006-05-03T15:10:10.313+01:00</updated><title type='text'>PICA-O-PONTO</title><content type='html'>Diz-me &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;ela&lt;/a&gt;: E tu? Quando é que escreves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não amor. Que tenho que trabalhar. E, para além disso, tenho as unhas pintadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114666541029561266?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114666541029561266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114666541029561266&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114666541029561266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114666541029561266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/05/pica-o-ponto.html' title='PICA-O-PONTO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114466532341750840</id><published>2006-04-10T10:54:00.000+01:00</published><updated>2006-04-10T11:40:11.993+01:00</updated><title type='text'>LEITE MATERNO</title><content type='html'>E ao abrir a caixa de comentários, com aquela antecipação que nos é comum, mesmo aos bloguistas que comentam pouco nos blogues dos outros, comportamento que, aparentemente, denota um altivo desprezo pelo que se passa no hiperespaço dos posts, estremeço com o nome que se destaca a azul. Por instantes, forma-se-me aquele nó, de localização difusa, nem na garganta nem no estômago, algures num meio caminho qualquer, num lugar em que aperta e faz suspender um suspiro. &lt;a href="http://aleitariaecila.blogspot.com/"&gt;Aquela senhora&lt;/a&gt; é uma mãe! Visito-a amiúde a convite do &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;André&lt;/a&gt;. Admiro-a pela doçura com que escreve, pelo humor, pela juventude que adivinho nos seus textos. E por ter um filho de quem gosto. Pertence a uma geração que preconiza que há assuntos que o não são, na medida em que não estão sujeitos a debate. Não existem, portanto. E vem aqui, lê o que eu escrevo. E diz que foi bom termo-nos encontrado. E, graças a Deus, repete-o. Para que não me subsistam dúvidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha mania de encontrar sinais, faço a leitura que me convém. E ter uma mãe assim neste meu espaço traz-me a memória da ternura, da maciez, do cheiro que tinham as mãos da minha mãe quando me fazia aquela festa tão sua, encostando-me na testa a palma da sua imensa e tão elegante mão. E eu ficava cheia de calma. Serena. Tranquila. Como agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114466532341750840?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114466532341750840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114466532341750840&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114466532341750840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114466532341750840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/04/leite-materno.html' title='LEITE MATERNO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114362844680074341</id><published>2006-03-29T10:46:00.000+01:00</published><updated>2006-03-29T11:34:22.066+01:00</updated><title type='text'>O MAU JESUS DE BRAGA *</title><content type='html'>Tenho muita dificuldade em me ressentir. Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente". Deve ser isso. A minha mãe também não se "sentia" e ensinou-me a fazê-lo. A perdoar. A relevar. Com todo o espírito cristão. Pois isso é tudo uma grande treta! Qual dar a outra face! E o "ama o próximo como a ti mesmo"? Não conta? Como posso ignorar o mal que me fazem? Como posso amar-me e, consequentemente, amar o próximo, se não me proteger, se não me mimar, se não me tratar bem? Pois! Mas isso é nos ensaios, quando ainda se está de texto na mão, a decorar falas e posições no palco.... E vou protelando datas, adiando a estreia. Ou então, muito convenientemente, vou encontrando vantagens no mal que me fizeram. E, talvez de propósito, com propósito, elas estão lá. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda agora me aconteceu. Cobarde como sou, não tinha tido a coragem de enfrentar o meu irmão (figura de referência por ter herdado o papel de pai, mãe e irmão mais velho) , contar-lhe a minha vida, falar-lhe de como sou feliz com o amor que vivo. Temia o seu juízo, o seu sarcasmo, antecipava uma atitude primitiva, boçal. Receava que exercesse o poder de que o invisto para me magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas verificou-se um episódio da lei "mal conduz a benefício". Inesperadamente, sou confrontada com a realidade. Alguém que me quer bem, de forma absolutamente ilegítima, traiçoeira, perversa, mal-formada, ressabiada, infantil, cretina, contou ao meu irmão alguns dos meus segredos.  Resultados? No essencial, dois. O primeiro, que não me interessa mas é relevante, tem a ver com a ideia com que o mano ficou da pessoa em causa. Penso que ele usou a expressão "mau fundo"... Mas o que me encheu duma luz que me fez arder o peito, foi sentir aqueles olhos que entram por mim adentro e que me fazem sempre sentir minúscula, a transbordar de compreensão, de aceitação, de incondicional e inquestionável amor. E as palavras batidas no enredo do filme dos outros mas que na nossa vida são tão originais: "Só quero que sejas feliz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Conversa &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;dela&lt;/a&gt; no fim-de-semana: "Porque não é só &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; Jesus de Braga? Não há um mau Jesus..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114362844680074341?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114362844680074341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114362844680074341&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114362844680074341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114362844680074341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/03/o-mau-jesus-de-braga.html' title='O MAU JESUS DE BRAGA *'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114302445921409751</id><published>2006-03-22T10:40:00.000Z</published><updated>2006-03-22T10:47:39.216Z</updated><title type='text'>DE ORELHA MURCHA</title><content type='html'>É como estou e é muito bem-feita! O post anterior estava cheio de erros ortográficos! Que vergonha... Para que aprendas! Entre outras coisas, a ser mais tolerante. Que mania esta de ter um lápis encarnado nos miolos a fazer certos e cruzes naquilo que leio!... Pois hoje serviu-te em casa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114302445921409751?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114302445921409751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114302445921409751&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114302445921409751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114302445921409751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/03/de-orelha-murcha.html' title='DE ORELHA MURCHA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114296066868518446</id><published>2006-03-21T16:01:00.000Z</published><updated>2006-03-22T10:38:58.786Z</updated><title type='text'>MARIA AMÉLIA</title><content type='html'>Tive sempre muitas amigas. Meninas. Que os rapazes tinham predilecção por brincadeiras estúpidas e que davam muito trabalho. A primeira de todas chamava-se Helena Soraya, era loira e tão branca que eu vivia encandeada de olhos postos naquele meu raio de sol. No Jardim-Escola escondíamo-nos por trás do imbondeiro e dávamos beijos: línguas em riste, a tocarem-se só nas pontinhas, o calor assim gerado a espalhar-se pelo corpo todo. Tínhamos 3, 4, 5 anos. No início da primária fiz uma concessão. Aceitei como parceiro de folias o meu primo. Pesadão, gordalhufo, ainda tinha menos propensão para brincadeiras de meninos do que eu... mas também não dávamos beijos nem nos esfregávamos um no outro. Tornava-se aborrecido... Na 2.ª classe estava tão apaixonada pelo menino mais bonito da sala e tão atarefada a fugir do Zé António, cigano temido que me sussurrava todos os dias "vou-te foder" e que acabou por morrer atropelado anos mais tarde, decerto ainda no efeito das pragas que lhe roguei, que nem tive disponibilidade para amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corrupio começou 1 ou 2 anos mais tarde. Foi a D. que, invejosa das minhas maminhas já espetadas, se deixou convencer a sujeitar-se ao tratamento da bomba de tirar leite. Não consigo imaginar a dor que lhe devia causar, os carocinhos sugados, sugados, sugados e eu libidinosamente feliz, a apertar a borracha. A O., calada, maria-rapaz, que acedia em deitar-se na minha cama e me fazia inventar mil maneiras de a seduzir. A A. V. com quem eu perseguia o Félix, empregado de casa, de saias no ar, sem cuecas, aos gritos de "vê, vê e agora mostra-nos a tua pila" e com quem li o "inacessível" "Nós dois e o Sexo", um incipiente Kamasutra da minha mãe. A A., muito senhora, muito vaidosa, que mudava de roupa à hora do almoço e pintava as unhas de encarnado. Por causa dela, obriguei a minha mãe a assinar um papel em que se comprometia a autorizar-me pintar as unhas das cores que eu quisesse a partir dos 15 anos... A paixão pela L., aos 13 anos, quase me consumiu. E depois a I., no ano a seguir. E depois... uma série de outras, que me deixavam sempre rendida. Ou porque me deslumbrava com elas e ficava suspensa da sua atenção ou porque se deslumbravam comigo a ponto de me deixarem ser má, mesquinha, prepotente, desprezá-las de forma insuportável mas perversamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A algumas destas amigas perdi o rasto. Outras ainda fazem parte da minha vida, de forma mais ou menos intensa, em graus variáveis de contacto. Regra geral, mantém-se a tónica das nossas relações, o tipo de equilíbrio que as caracterizava. De todas elas, há uma que é única. Tão especial que me faz sentir fisicamente o laço que nos une. Não é laço. É um cordão forte e inviolável. Incorruptível. Tínhamos 10 anos quando a conheci. Era tão independente, tão autónoma, tão decidida que, de imediato, me deixou presa. Sabia tantas coisas. Conhecia tantas músicas. O mundo dela era tão grande. Antes de nos separarmos, com um oceano pelo meio, passou uma tarde comigo. Despediu-se toda solta, sem demonstrar perceber que eu estava a chorar tanto por dentro, a morder-me toda para não dar parte de fraca, mariquinhas-pé-de-salsa. Fiquei a vê-la descer a rua, no passo decidido do costume. Durante anos não lhe perdoei não se ter voltado para mais um aceno. Voltámos a encontrar-nos, sempre de fugida, entre viagens, com espaços de anos. Às vezes escrevíamo-nos e foi assim que fui sabendo das suas sucessivas perdas. Contei-lhe tudo da minha vida, com uma confiança que dedico apenas a alguns, cobarde que sou. Sem medo de nada. Nem do julgamento dela nem do mal que pudesse fazer-me por ser detentora de tanto da minha intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje uma semana que estive com ela. Já não a via há 9 anos. E no abraço que lhe dei estava lá tudo. E recebi tudo também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114296066868518446?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114296066868518446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114296066868518446&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114296066868518446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114296066868518446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/03/maria-amlia.html' title='MARIA AMÉLIA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114056023666612489</id><published>2006-02-21T22:14:00.000Z</published><updated>2006-02-21T22:17:16.683Z</updated><title type='text'>O PROMETIDO NUNCA É DE VIDRO</title><content type='html'>Tenho uma amiga. Gosta de professoras pequeninas, brincadeiras debaixo da mesa e chama-se... Luz de todos os dias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114056023666612489?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114056023666612489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114056023666612489&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114056023666612489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114056023666612489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/o-prometido-nunca-de-vidro.html' title='O PROMETIDO NUNCA É DE VIDRO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114018657573771693</id><published>2006-02-17T13:46:00.000Z</published><updated>2006-02-17T15:00:53.193Z</updated><title type='text'>ALMAS P(R)EN(D)ADAS</title><content type='html'>Tenho uma relação muito especial com os meus mortos. Já disse isto tantas vezes que as visitas desta casa que me conhecem pessoalmente, estão mais do que legitimadas - sintam-se mesmo convidadas - a passar por cima deste post sem lhe prestarem a mínima atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus anjinhos são certezas na minha vida. (Nesta altura da conversa, esclareço que isto ser verdade ou ilusão não me interessa minimamente. Aceito qualquer posição. Mas adopto a minha. Porque é uma questão de fé e de sentido profundo, individual, único, intransmissível, etc.) Falo com eles, às vezes de assuntos prosaicos, outras de coisas mais sérias. Naturalmente, não peço conselhos. Mas peço-lhes clarividência, abertura de espírito, disponibilidade, serenidade. Tudo aquilo que os cépticos dirão encontrar-se já dentro de mim. E é verdade. Mas são "eles" quem me leva pela mão até esse "mim" quase sempre de acesso tão difícil. Rogo-lhes que nunca me apareçam. Que se mantenham energia invisível mas sensível. E fazem-me a vontade. Sinto-lhes pequenas e grandes presenças. Dão-me sinais inequívocos (porque os creio assim) de que me amam e me cuidam e me querem feliz. Também sei que gostariam que já não precisasse tanto deles. Que me desapegasse de vez e os deixasse soltos para as suas vidas. Mas, por enquanto, vou-lhes pedindo alguma paciência. E faço-me piegas e pequenina outra vez e enrosco-me gatinha no colo da mãe. Também lhes peço que não me deixem desperdiçar nada na vida. Que me ensinem a ser grata e a apreciar tudo o que recebo, bom ou mau. Porque eles já ganharam perspectiva e já não vêem na horizontal como nós. Que temos um horizonte limitado e ainda não vemos a céus dimensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque me respondem sempre, deixaram-me sonhar alto, muito mais alto do que alguma vez acreditei poder chegar. E deram-me &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;o meu pedaço de céu&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114018657573771693?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114018657573771693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114018657573771693&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114018657573771693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114018657573771693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/almas-prendadas.html' title='ALMAS P(R)EN(D)ADAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114001610979118293</id><published>2006-02-15T15:06:00.000Z</published><updated>2006-02-15T15:08:29.790Z</updated><title type='text'>TARTAMUDO</title><content type='html'>Este post. Como o nosso coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114001610979118293?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114001610979118293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114001610979118293&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114001610979118293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114001610979118293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/tartamudo.html' title='TARTAMUDO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-114001592979461198</id><published>2006-02-15T14:18:00.000Z</published><updated>2006-02-15T15:05:29.840Z</updated><title type='text'>OH... OH... OH PRIMA! (DOIS)</title><content type='html'>Fartei-me de pensar em formas de &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com/2006/02/4-5-e-6.html"&gt;fugir&lt;/a&gt;... mas só a ideia de que poderias pensar que gosto mais da Mente do que de ti!... Ai mas não quero nada responder àquelas quatro coisas... Posso antes dizer as quatrocentas e quarenta e quatro que me ligam a vós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-114001592979461198?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/114001592979461198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=114001592979461198&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114001592979461198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/114001592979461198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/oh-oh-oh-prima-dois.html' title='OH... OH... OH PRIMA! (DOIS)'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113957011637856538</id><published>2006-02-10T10:42:00.000Z</published><updated>2006-02-10T11:15:29.696Z</updated><title type='text'>OH... OH... OH PRIMA!</title><content type='html'>Então eu a fazer-me desentendida há uma data de dias, a ver se a minha Ana se esquecia do desafio que me tinha lançado e &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com/"&gt;tu&lt;/a&gt; atiras-me assim com o coiso das manias??? Isso não se faz! É que a ti nada posso recusar, bem sabes. Por causa daquele teu problemazinho... Então cá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Mania das limpezas - nunca nada está suficientemente limpo nem desinfectado. O meu último orgasmo público ocorreu em pleno &lt;a href="http://www.carrefour.pt/"&gt;Carrefour&lt;/a&gt; quando descobri que em Portugal já se vende &lt;a href="http://www.dettol.co.uk/"&gt;Dettol&lt;/a&gt;. Era uma maçada estar sempre a mandar vir de fora... Agora imaginem o que me faz sentir a &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com/"&gt;minha prima &lt;/a&gt;com a história de inspeccionar os copos, talheres, pratos... lá em casa estavam sujos. De certeza!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Perscrutar milimetricamente a pele da cara à procura de borbulhas/pontos negros/espinhas/afins - nunca dá um resultado bonito. Faço brotoejas horríveis. Haja &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.chanel.com/fb/um.php?la=fr&amp;lo=fr&amp;amp;re=chanelcom&amp;ws-action=http://um.chanel.com/product.php?chsetdefgnav%3d7%26chsetdefgnavdiv%3d13%26landing%3dm%26branding%3dfmu%26sub%3dfoun%26chnprd%3dmafmu54t%26la%3dfr%26lo%3dfr%26re%3dchanelcom~~~G!095B2811A750!5kW0r37g%252brwd%252bKllvg%3d%3d~product~~~@http://syndicator.chanel.com.edgesuite.net/chanel/chanel-um"&gt;Vitalumière&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Ler sentada na retrete. É impossível a função se não for assim. Digo eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Observar a forma como as pessoas comem. Sou tão mesquinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.Enfiar em cada narina, todas as noites, o dedo indicador revestido de &lt;a href="http://vicks.com/"&gt;Vick&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113957011637856538?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113957011637856538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113957011637856538&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113957011637856538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113957011637856538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/oh-oh-oh-prima.html' title='OH... OH... OH PRIMA!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113896999130204634</id><published>2006-02-03T12:20:00.000Z</published><updated>2006-02-03T14:32:27.546Z</updated><title type='text'>EU TAMBÉM NÃO GOSTO DE MOTAS</title><content type='html'>Sei que podem achar-me de opinião não isenta nesta matéria. Mas em lugar nenhum do cérebro me cabe o sentido de algumas reacções à questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que diferença pode fazer, seja a quem for, que quem mora no 2.º frente seja um casal de mulheres ou de homens, ou de três pessoas, ou de 4, ou de 1 delirante que vive como se fosse 2? E se se casarem? Que interferência isso tem na vida de quem quer que seja a não ser na dos próprios? E os argumentos que esgrimem são tão pobres... Falem-me do casamento religioso e eu aceito. Com a maior pena. Porque daria alguns dias da minha vida para que me fosse possível casar pela Igreja com a pessoa que tanto amo e ao lado de quem me sinto completamente realizada. Além do mais, para quem é fundamentalista, apenas o casamento religioso, o sacramento, é verdadeiro. Então? O casamento civil reveste-se, portanto, de uma função puramente contratual... Que diferença faz???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu também não gosto de motas. Nunca compraria uma. Nessa matéria, tento exercer uma influência dissuasória sobre aqueles que me são queridos. Enquanto responsável, nunca permitiria que um filho tivesse uma mota. Acho uma insensatez a locomoção em 2 rodas, completamente antinatural. Tenho a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, todos os que se deslocam dessa forma acabam por dar com os ditos (ou com o resto do corpo todo) numa superfície demasiado dura. Se calhar tenho que pensar melhor nisto e tomar uma atitude. Talvez consiga reunir o número suficiente de adeptos para tentarmos abolir tal meio de transporte. É que, realmente, as motas não me fazem diferença nenhuma. Mas... sei lá! Incomodam-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113896999130204634?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113896999130204634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113896999130204634&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113896999130204634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113896999130204634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/eu-tambm-no-gosto-de-motas.html' title='EU TAMBÉM NÃO GOSTO DE MOTAS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113888113721564752</id><published>2006-02-02T11:29:00.000Z</published><updated>2006-02-02T12:02:23.360Z</updated><title type='text'>HORA FEMININA *</title><content type='html'>O &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;André&lt;/a&gt; é a minha primeira pessoa da blogosfera. A &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;casa dele &lt;/a&gt;foi a minha porta de entrada para este universo e como fui &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;lá&lt;/a&gt; dar é um segredo que quero bem guardado por me ser tão caro. Foi por causa &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;dele&lt;/a&gt; que me apaixonei por este mundo, foi &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;ele&lt;/a&gt; quem me levou a conhecer outras casas, outras vidas, na vertigem de grau exponencial que todos conhecemos. No limite, foi &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;ele&lt;/a&gt; quem me trouxe a &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com/"&gt;esta vida &lt;/a&gt;que hoje tenho, em que sou incomensuravelmente, quase inacreditavelmente, feliz. Tenho, portanto, uma dívida para com &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;ele&lt;/a&gt;. Tenho, portanto, um enorme carinho por &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;ele&lt;/a&gt;. E pela &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;Rainha&lt;/a&gt; e pelos &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;Príncipes&lt;/a&gt;. E gosto da doçura com que (os) escreve. Gosto de um &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;homem assim&lt;/a&gt;. Que é tão homem que não tem medo nenhum de se mostrar vulnerável e frágil e meigo. "Maricas" como, provavelmente, seria apodado por qualquer "macho" convicto. Daqueles, coitados, que não percebem que são só metade porque são &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; homens. Que ninguém é completamente inteiro se não for um todo. E que isso não tem nada a ver com orientação sexual, nem identidade de género mas, tão-somente, com o procurar a plenitude, a totalidade que nos torna mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que o &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;André&lt;/a&gt;, que tem uma &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;Caixa de Costura &lt;/a&gt;cheia de &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;alfinetes de dama&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;carros de linhas&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;botões&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;elásticos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://caixadecostura.blogspot.com/"&gt;alfinetes&lt;/a&gt;, tudo muito, muito feminino, ficaria lindamente, com toda a sua virilidade, numa reunião da Tupperware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* nome de um programa da rádio local da cidade em que vivia quando era pequenina e no qual a minha mãe, por vezes, participava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113888113721564752?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113888113721564752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113888113721564752&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113888113721564752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113888113721564752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/hora-feminina.html' title='HORA FEMININA *'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113879131923714450</id><published>2006-02-01T10:42:00.000Z</published><updated>2006-02-01T10:55:19.263Z</updated><title type='text'>ESCOLHAS... OU ESCOLHOS?</title><content type='html'>Há dias, ouvi falar de uma mulher que vive com um homem embora já não goste dele. Porque já não tem pai nem mãe e, tê-lo, a ele, defende-a de sentir uma orfandade absoluta. Agora que tomou consciência disso, sentiu a necessidade de mudar alguma coisa. Filiou-se num partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;do Lat. &lt;em&gt;filiare&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;v. tr.:&lt;br /&gt;adoptar como filho; perfilhar; entroncar; dar como proveniente; admitir em corporação ou comunidade;&lt;br /&gt;v. refl.:&lt;br /&gt;proceder; entrar numa comunidade, agrupamento ou partido; derivar, originar-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fonte: &lt;a href="http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx"&gt;Priberam&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113879131923714450?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113879131923714450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113879131923714450&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113879131923714450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113879131923714450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/02/escolhas-ou-escolhos.html' title='ESCOLHAS... OU ESCOLHOS?'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113776872421360490</id><published>2006-01-20T13:55:00.000Z</published><updated>2006-01-20T15:09:59.663Z</updated><title type='text'>QUADRÚPEDE EM STILETTOS</title><content type='html'>(Podia mandar-&lt;a href="http://andardireito.blogspot.com/2006/01/anjuna-viu-passar-me-no-corredor.html"&gt;te&lt;/a&gt; um mail. Mas respondo-te aqui que é de maneira que escrevo um post. Parece que é comportamento mais ou menos suposto quando se tem um blog...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me escandalizo nada com o que dizes acerca do dinheiro gasto em terapia. Muito pelo contrário! Concordo, em absoluto, que é muito. O que não significa que seja demasiado. Ou mal gasto. Sabes, talvez não te tivesse valido de nada comprar um guarda-roupa decente. Porque o senhor que te lança piropos numa língua exótica conseguiria apenas aborrecer-te de morte. Irias sentir por ele desprezo, talvez até alguma repugnância, mulher de sentires arrebatados que és. Hoje fez-te dar uma gargalhada tolinha, hein? E ainda deu tempo para reparares no senhor da secretaria que te espreita as pernas... porco libidinoso! E no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Adiante! Que esta conversa não tem interesse nenhum. E o que me trouxe aqui foi uma acção de &lt;em&gt;make-up consulting...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baton vermelho implica &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sempre &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;o uso de lápis delineador. Da exacta cor do baton. Com mão firme, os dedos mínimo e anelar dobrados, apoiados no queixo, num gesto decidido, não demasiado lento para não tremer nem demasiado rápido para não ficar descontrolado, traças o contorno do teu lábio superior esquerdo. Do centro para fora. Ao chegar à comissura, libertas um pouco a pressão exercida sobre o lábio, para suavizar o traço. Retornas ao centro, num gesto fingido, sem tocar na pele. Equilibras o gesto. Calibras a pressão exercida pelo punho. Contornas o lado direito. Mesmo sobre o traço que define a fronteira das texturas da pele do rosto e do lábio. Nem mais acima nem mais abaixo. Que os teus lábios são cheios e carnudos e não precisam de falso volume. Com o dedo médio, dás um ligeiro toque no lápis, fazendo-o escorregar entre o polegar e o indicador apenas 1 ou 2 milímetros. Traças a linha do lábio inferior. Duma só vez. De novo com punho firme. Nunca retoques. Se não ficar bem, apaga. Limpa. E começa de novo. Segura no baton, aberto apenas 1 centímetro. Encosta-o ao lábio. Segue a mesma ordem: centro-exterior esquerdo-centro-pausa-exterior direito-pausa-desce-esquerdo-direito. Dá pequeninos e leves toques - para acentuar a cor - tanto no meio do lábio inferior como junto ao centro do lábio superior. Neste, com muito cuidado. Para não estragar a curva deliciosa que o divide. Nunca apertes os lábios a seguir. Se os quiseres de um vermelho mais profundo, carregado, podes apertar um pouco de papel entre eles, para absorver o excesso de brilho, e repetir a passagem do baton. Se te sentires particularmente glamourosa, deixa-os assim, cheios de brilho, anúncios de promessas. Do que te apetecer.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113776872421360490?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113776872421360490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113776872421360490&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113776872421360490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113776872421360490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/01/quadrpede-em-stilettos.html' title='QUADRÚPEDE EM STILETTOS'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113691127849474201</id><published>2006-01-10T16:25:00.000Z</published><updated>2006-01-10T16:41:18.523Z</updated><title type='text'>ROBO-CONCILIAÇÃO</title><content type='html'>A Bimby é um fascínio! Desde sexta-feira que não me canso de me sentir extasiada perante tanta eficiência, tanta precisão. Já não tenho que ficar com o cabelo acabado de arranjar todo encrespado com o vapor da panela por estar 20 minutos a mexer o &lt;em&gt;béchamel&lt;/em&gt; em fogo brando. Já não tenho que me impacientar com o tempo que leva a homogeneizar a mistura de manteiga e açúcar para fazer um bolo &lt;em&gt;mousseline&lt;/em&gt;. Já não tenho que sentir as câimbras no antebraço quando bato 10 claras em castelo. Nem derreter o chocolate no micro-ondas para fazer uma &lt;em&gt;mousse&lt;/em&gt;. Nem chorar a picar cebola. Nem feder por picar o alho. Nem servir cenoura ralada com pedaços de unhas. Nem sair de casa só para comprar pão fresco. Nem esperar mais que 20 minutos para comer um &lt;em&gt;consommé&lt;/em&gt; de legumes acabadinho de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para além de todas estas maravilhas, a Bimby consegue um feito realmente único: a reconciliação das classes. De que outra forma se poderia imaginar a sinergia que se desenvolve entre uma tia-vendedora, de voz afectada, imenso só um beijo, que não diz as palavras proibidas como prenda, vermelho ou semáforo, tem imensas crianças lá em casa, uma moradia onde recebe imenso... e a manicure do salão de cabeleireiro (ok... meio a armar ao chique) que recruta potenciais compradoras e fornece os respectivos contactos porque cada demonstração que assegura lhe garante um brinde?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113691127849474201?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113691127849474201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113691127849474201&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113691127849474201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113691127849474201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/01/robo-conciliao.html' title='ROBO-CONCILIAÇÃO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113690145328829976</id><published>2006-01-10T13:30:00.000Z</published><updated>2006-01-10T14:44:43.730Z</updated><title type='text'>10.01</title><content type='html'>Hoje fazia anos o meu pai. Há 2 anos ainda fez os 90! Estava feliz, muito bem-disposto, os olhos mais azuis do que nunca, cheios da luz da terra que ele tanto amava e que sabia ter visto, cheirado, sentido pela última vez, num presente de Natal muito ansiado. Apagou as velas 2 vezes porque, com a excitação, o fotógrafo atrapalhou-se... e fartou-se de rir. Cheio da fleuma que se vangloriava, nos seus deliciados exercícios de auto-promoção, de possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz um ano o Afonso. É uma criança adorável. De sorriso permanente. Só chorou que nem um bezerro desmamado uma vez que a mãe o deixou cá em casa para ir, num rápido, fazer umas compras ao supermercado. Estava a dormir que nem um anjinho... ainda antes da Bifa sair do elevador, desatou mum berreiro, num espernear... Fiquei quase em pânico. A sentir-me impotente, incompetente, inútil, dispensável. Só a Ana conseguiu acalmá-lo, porque se sentou com ele na varanda, pernas rechonchudas ao léu, a fazer bicicletas ao sol. Esse episódio fez-me pensar, mais uma vez, na enorme responsabilidade que é ser mãe. E no esforço que acarreta. E no sacrifício inerente. Não sacrifício no sentido de fazer coisas contra a vontade. Sacrifício no sentido de dádiva, entrega. E essa realidade faz-me ter um imenso respeito pelas mães e pelos pais e uma admiração sem medida pela sua capacidade. Agora, imaginem o que penso acerca duma mãe que, independentemente das ajudas que possa ter, de todo o amor e solidariedade de que possa estar rodeada, assume a maternidade a sós, com tudo o que isso implica, todas as responsabilidades, todas as horas (bem, mal e não dormidas), todas as decisões, o "peso" de ser o mundo inteiro para o filho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes apetece-me dar-&lt;a href="http://abeiramarplantada.blogspot.com./"&gt;te&lt;/a&gt; uns açoites. Sem legitimidade nenhuma, claro está. Que da tua vida sabes tu e mais ninguém... Mas hoje quero dizer-te que te admiro muito. E que gosto muito de ti. E que fico muito contente por nos quereres por perto. De ti e desse menino adorável que soubeste esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113690145328829976?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113690145328829976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113690145328829976&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113690145328829976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113690145328829976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2006/01/1001.html' title='10.01'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113594147884074400</id><published>2005-12-30T10:39:00.000Z</published><updated>2005-12-30T11:17:58.856Z</updated><title type='text'>SINCRONICIDADE</title><content type='html'>Sempre fui um pouco paranóica. Entre outras manias tenho a certeza, mesclada com o pavor que dela decorre e a que se segue uma assombrosa angústia, de que os outros gostam sempre mais de alguém do que de mim. Os outros a que me refiro, não são uns quaisquer. Normalmente são outros altamente significantes que, ao longo da minha vida, foram assumindo diferentes papéis. O primeiro de que me lembro foi a minha mãe. Tinha a certeza absoluta de que  gostava mais do meu irmão mais velho do que de mim. Andei uma data de tempo a escutar atrás das portas à espera de ouvir a  famigerada - mas certa - palavra "adoptada"... nenhum receio poderia ter sido mais infundado. Hoje sei, sem dúvidas, sem tontas reticências, que fui mesmo a "estrela da vida" dela. Depois seguiram-se os professores e os colegas preferidos, os chefes no trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com terapia, algum esforço de amadurecimento, muitas experiências vividas, muito amor sentido, tenho vindo a melhorar. Há já algum tempo que não sentia aquele desconfortável fiozinho gelado que toma conta da minha alma. Até ontem. E é agora que me vou pôr a nu e mostrar como sou mesquinha. Mas tenho de o fazer. Ontem à noite, a &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com"&gt;Ana&lt;/a&gt; contou-me que a &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com"&gt;Minha Prima Mente&lt;/a&gt;, a que é &lt;a href="http://www.amariadaianaabloggar.blogspot.com"&gt;Doida Varrida&lt;/a&gt;, tinha escrito um post dedicado à &lt;a href="http://bombainteligente.blogspot.com"&gt;Bomba Inteligente&lt;/a&gt;. E contra tudo o esperado, sem aviso, sem razão, lógica ou sentido, completamente fora do contexto... "aquilo" voltou! E dei por mim a pensar que gostava tanto de ter um post para mim, escrito por &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com"&gt;elas&lt;/a&gt;... Rapidamente racionalizei e fui-me convencendo de que num &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com"&gt;blog&lt;/a&gt; tão fantástico, com as caraterísticas de que o fabuloso &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com"&gt;Assumidamente&lt;/a&gt; se reveste, não havia lugar para o que quer que fosse com que eu pudesse estar a sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco, recebi uma sms. Acabada de acordar, obriguei-me a pestanejar várias vezes. Palavras mágicas. Que me trouxeram cheia de reverência a este cantinho do computador. E o que li, para além de me ter deixado de visão muito toldada, encheu-me de uma alegria imensa. Por tudo. Pelo que está escrito, pela maravilhosa sincronia dos nossos sentires, pela confirmação de que a minha vida é bendita. E só me vêm à cabeça palavras como &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;AMOR&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;ACREDITAR&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FÉ&lt;/span&gt;. Ah! e &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;OBRIGADA&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113594147884074400?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113594147884074400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113594147884074400&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113594147884074400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113594147884074400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/12/sincronicidade.html' title='SINCRONICIDADE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113577262861421284</id><published>2005-12-28T11:48:00.000Z</published><updated>2005-12-28T12:23:48.626Z</updated><title type='text'>CRÂNEOS, TÍBIAS, PERÓNIOS E... ALGUIDARES DE BAIXO!</title><content type='html'>Estou à espera do senhor da Tv Cabo. De castigo, em casa do meu querido mano que vai a não sei quantos mil pés de altitude rumo à Cidade Maravilhosa para 15 dias de férias! 40º! Pão de Açúcar. Água de coco. Tarte de limão. Shopping da Barra. Baía de Guanabara. Verde. Azul. Morro. São Judas Tadeu. Asa Delta. Comida a peso. Bijuterias. Vernis Risqué. Corpos ao léu. Sandálias. Vozes com música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aqui cheguei, o meu primo que estava de saída, perguntou-me porque não tinha ido eu também com toda a restante família passar o fim-de-ano tropical (que não difere muito da maioria dos que eles passam, na verdade...). Fiquei momentaneamente sem resposta. Arredondei os olhos, como sempre faço quando se me pára o cérebro seja por perplexidade, zanga ou mesmo simples estupidez, e balbuciei: "porque tenho de trabalhar...". E logo a seguir, já senhora da situação, muito convicta da irrefutabilidade do argumento: "Sabes que estou de baixa há 2 meses!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou mesmo. Nunca estive tanto tempo em inactividade como agora. E o pior é que me sinto capaz de prolongar isto por mais algum tempo. Que é uma maneira um pouco menos mariquinhas de dizer que não me sinto capaz de retomar a minha vida normal. De assumir as responsabilidades que são minhas, que eu escolhi e de que me orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-me assim faz-me pensar na inevitabilidade do passar do tempo e no efeito que isso tem no nosso corpo. Tenho pavor de envelhecer. Toda a gente sabe disso. Não faço nenhum segredo da minha obsessão em esconder os 3 cabelos brancos que já descobri no cucuruto. Há uma data de coisas que posso fazer para enganar o passar do tempo. Nomeadamente manter o "espírito jovem". Expressão que, só por si, diz logo tudo. É mesmo conversa de velho. Como dizer "um rapaz da minha idade"! Posso até tentar atrasar um pouco o involuir das minhas capacidades físicas, mantendo uma boa alimentação, praticando exercício físico, blá blá blá... mas o tempo passa. Inexoravelmente. E quando estamos perante uma situação que já vivemos, até várias vezes, só que há alguns anos, não resistimos a comparar a forma como nos sentimos. Como o nosso corpo reage às exigências que lhe são feitas. Como está lento a recuperar. Como implora descanso, sono, sossego... E não há nada a fazer senão responder-lhe. Com o melhor que tivermos para dar. Com toda a dedicação. Sob pena de sucumbirmos à falência total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sim. Eu sei que o título do post parece não ter nada a ver com o texto... Mas &lt;a href="http://meiavolta.blogspot.com"&gt;ela&lt;/a&gt; sabe ao que me refiro!!!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113577262861421284?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113577262861421284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113577262861421284&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113577262861421284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113577262861421284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/12/crneos-tbias-pernios-e-alguidares-de.html' title='CRÂNEOS, TÍBIAS, PERÓNIOS E... ALGUIDARES DE BAIXO!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113530388580943587</id><published>2005-12-23T01:55:00.000Z</published><updated>2005-12-23T02:11:25.826Z</updated><title type='text'>E SE A DOIDA</title><content type='html'>vier por aí abaixo dar mesmo cabo do meu vidrinho cheiroso? Bom... pelo menos que traga a &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com/"&gt;Assumida&lt;/a&gt; com &lt;a href="http://assumidamente.blogspot.com/"&gt;ela&lt;/a&gt;! Que saudades tenho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba que conseguiu deixar-me inquieta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabes que se me escapou a inspiração no teatro cirúrgico, prima? Agarrou-se aos éteres, aos alcoóis e puff! Foi um volatizar se te avias! Um ar que se lhe deu! Fiquei sequinha. Com os miolos suturados. E saturados. De tanto esforço inglório. Que não produzem nada com jeito. Enfim... tenho que ser realista e justa: em dias bons - poucos, infelizmente - consigo ver um episódio inteiro do Saint-Tropez e perceber tudiiiiiinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113530388580943587?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113530388580943587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113530388580943587&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113530388580943587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113530388580943587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/12/e-se-doida.html' title='E SE A DOIDA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113530290357245570</id><published>2005-12-23T01:53:00.000Z</published><updated>2005-12-23T01:55:03.596Z</updated><title type='text'>AI ISSO É QUE NÃO!...</title><content type='html'>A minha Lampe Berger que fique fora disto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113530290357245570?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113530290357245570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113530290357245570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113530290357245570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113530290357245570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/12/ai-isso-que-no.html' title='AI ISSO É QUE NÃO!...'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113335514541624802</id><published>2005-11-30T12:50:00.000Z</published><updated>2005-11-30T12:53:26.686Z</updated><title type='text'>MASTERCARD</title><content type='html'>EU tenho "uma namorada que, para além de bonita, tem bom toque de bola"!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sim, passo os dias a ver televisão. Papo tudo: anúncios e Saint Tropez incluídos...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113335514541624802?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113335514541624802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113335514541624802&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113335514541624802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113335514541624802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/11/mastercard.html' title='MASTERCARD'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113231337932380024</id><published>2005-11-18T11:17:00.000Z</published><updated>2005-11-18T11:29:39.336Z</updated><title type='text'>O MEDO</title><content type='html'>Tem cor? É escuro como bréu? Tem cheiro? A bafio? Gela as veias? Tem longos braços ou gigantescas asas? E de onde vem? Em que entranhas nasce? E o que preenche? Que lugar ocupa? Paraliza? Ou catalisa? E morre?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113231337932380024?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113231337932380024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113231337932380024&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113231337932380024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113231337932380024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/11/o-medo.html' title='O MEDO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113109779256008677</id><published>2005-11-04T09:36:00.000Z</published><updated>2005-11-04T09:54:09.473Z</updated><title type='text'>OBRIGADA</title><content type='html'>Quando esta palavra é sentida, é mesmo bonita, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim aqui, num instantinho, dizer-vo-la. Pelos beijinhos, desejos de melhoras, doces e miminhos que têm tido a gentileza de me deixar, aqui e no cantinho da Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sinto-me melhor. Fisicamente, pelo menos. Já controlo facilmente as dores que, há uns dias, me deixavam perfeitamente ensandecida, quase em delírio. Esta situação é o culminar de uma luta que já dura há 18 anos, que eu sabia que iria acabar assim mas que, num cantinho do meu coração sempre tão cheio de esperança, sonhava poder ser diferente. Não é nada grave nem compromete a minha integridade física por isso não há motivo para preocupações. Só exige - ainda - um pouquinho mais de tolerância à dor que ainda aí vem e algum - esse maior - trabalho no "sotão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, parece-me que vou ter algum tempo para andar por aqui. Espero ter também disponibilidade interna para saber aproveitá-lo a escrever, se afinal é algo de que gosto tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113109779256008677?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113109779256008677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113109779256008677&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113109779256008677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113109779256008677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/11/obrigada.html' title='OBRIGADA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113037196595861467</id><published>2005-10-27T01:05:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T01:12:45.963+01:00</updated><title type='text'>NUM, TUDO JUNTO!</title><content type='html'>Eu escrevo um póste, por causa de tantos pâussetesses que já escrevesteis. Entrasteis pela minha vida adentro, tomasteis conta do meu coração e fazeis-me ansiar pelo dia da restauração da dependência e abolição das saudades. Mas, para já, meu anjo, tira daí a mão que ainda não estou pronta para pubicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113037196595861467?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113037196595861467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113037196595861467&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113037196595861467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113037196595861467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/10/num-tudo-junto.html' title='NUM, TUDO JUNTO!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-113016547172808245</id><published>2005-10-24T15:09:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T15:51:11.736+01:00</updated><title type='text'>A FALTA</title><content type='html'>Quando lhe falei deste espaço, uma amiga muito querida pediu-me um post. Que escrevesse sobre a importância dos amigos na minha vida. Não sei se hoje é um bom dia porque acordei saudosa. Ou nostálgica. Que nem sempre sei bem a diferença. Sei que tenho saudades dos meus queridos que me morreram, quase todos cedo demais. Sei que tenho nostalgia da infância, da dor aguda e penetrante das picadas das formigas enormes, pretas, luzidias que tinham um cheiro próprio, delas ou misturado na minha memória com o cheiro do vinagre que me ensinaram a esfregar nas babas para amenizar aquela sensação mista de dor e comichão impossível de apaziguar. Tenho nostalgia do cheiro a madeira do refeitório do colégio, dos dias inteiros a torrar ao sol na praia de Carcavelos quando as férias grandes eram de 4 meses e só queimava as costas porque os gajos bons sentavam-se na esplanada e era preciso controlá-los, das festas da JC, da insónia de Dinintel, de me vestir de preto, usar eyeliner e cheirar a Jean Paul Gaultier porque me aconteciam sempre coisas quando saía assim. Sinto nostalgia até de coisas más. Que mórbido! Como posso senti-la na lembrança do desespero de amores não correspondidos, do desvario das noites em claro a estudar e a pedir "meu Deus, meu Deus! eu juro que, se me ajudares, só mais desta vez, nunca mais estudo só na véspera"?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença talvez resida na forma como sou acometida por uma ou pelas outras. A nostalgia é, indubitavelmente, um sentimento doce. Que aquece e embala. Que me faz sentir rica porque cheia de memórias, a que posso regressar sempre que quero. De acontecimentos, situações, pessoas que fizeram de mim o que sou hoje. E é sempre um prazer. E as saudades? Essas doem. De forma atroz, incontornável. Assolam-me. Absorvem-me. Dão cabo de mim. Tiram-me toda a capacidade anímica, anulam-me qualquer esforço de vontade. Congelam-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto escrevo, decido. Hoje, sem sombra de dúvida, acordei com saudades. E é por isso, querida Choux, que ainda não é hoje que escrevo o post sobre os amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-113016547172808245?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/113016547172808245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=113016547172808245&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113016547172808245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/113016547172808245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/10/falta.html' title='A FALTA'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112982202590795603</id><published>2005-10-20T15:42:00.000+01:00</published><updated>2005-10-21T09:53:06.520+01:00</updated><title type='text'>QUERIDA QUADRÚPEDE</title><content type='html'>(post muito, muito pessoal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa responder-te assim aqui. Mas, nunca se sabe... talvez sirva a mais alguém aquilo que tenho para te dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como é com as outras mulheres que escolhem amar mulheres. Acho até que o uso da palavra escolha poderá suscitar em algumas delas uma reacção um pouco empolgada por considerarem que não há escolha nenhuma, que o que é... é! Mas não quero ir por aí, não me interessa nada essa discussão, não me acrescenta nada nem ao carinho que tenho pelas pessoas de quem gosto e são homossexuais. Adiante, portanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não &lt;em&gt;sou&lt;/em&gt; lésbica. Nunca fui. Para os aficionados dos rótulos, serei bissexual. Seja... Para quem fizer muita questão! P'ra mim, tanto faz. Assim sendo, penso que posso falar-te do alto das minhas convicções de verdadeira quadrúpede... ao quadrado! Já amei (e de que maneira) homens. Por eles sofri, chorei, babei e ranhei tudo a que tive direito em amores impossíveis, desses de que falas e que não dignificam nada a nossa imagem. Nem a auto nem a hetero... E aconteceu-me exactamente a mesma coisa quando amei mulheres que me rejeitaram, que não quiseram saber de mim nem do meu amor tipo "dava a vida por ti". A diferença é zero. Porque a origem dessa entrega é sempre a mesma, com a mesma forma, a mesma maneira de amar. E deixamo-nos manipular e envolvemo-nos emocionalmente (como tu dizes que acontece com os homens). A questão leva-nos a uma encruzilhada. E temos três escolhas (imenso, para quem, normalmente e nessas situações, se sente num beco sem saída): ou não fazemos nada e arriscamo-nos a passar a vida em lamúria ou aceitamos a nossa condição de amantes sofredoras (que parece igual à primeira opção mas&lt;em&gt; não&lt;/em&gt; é) ou tornamo-nos umas pessoas exigentes, que não se contentam com um viver à "Espanca" e descobrem muito bem o que querem e não aceitam nada menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo esta a escolha, tenho para mim que não interessa nada o sexo de quem nos fará felizes. Claro que isto não passa da minha opinião. Minha mesmo. Da minha pessoa. Sem ter nada a ver com o que sei por outras vias nem com o que a profissão me compromete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor que vivo agora só é assim magnífico como tu podes testemunhar porque é vivido por duas pessoas que têm uma data de cicatrizes. Que decidiram dar importância apenas ao que é essencial. Que não têm tempo a perder com coisas triviais. Que estão muito certas do que sentem por si próprias e, por causa disso, sabem o que sentem uma pela outra. E saber o que sinto por mim, é aceitar-me como sou. Cheia de podres. Que, por serem meus, amo como tudo o resto que faz o "mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, querida amiga, é absolutamente indiferente que repenses a tua orientação sexual. Mas podes fazê-lo... Sempre te duplica as probabilidades de seres feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112982202590795603?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112982202590795603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112982202590795603&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112982202590795603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112982202590795603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/10/querida-quadrpede.html' title='QUERIDA QUADRÚPEDE'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112867815379279425</id><published>2005-10-07T10:17:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T10:47:05.053+01:00</updated><title type='text'>O PONTAPÉ NOS TOMATES</title><content type='html'>(reflexões de uma cabeça em insónia, carregada de TPM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que adoro ser mulher. Sinto-me, dizem-me, sou feminina até ao osso, à camada sub-cutânea, às sub-mucosas!... Bom! Não serei histerionicamente feminina. Espero... Mas encho-me de imenso orgulho, misturado com um inominável prazer, quando me lembro da minha condição e de tudo o que isso significa e acarreta. Cada átomo de mim pulsa perante a infinidade de hipóteses que, &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; porque sou mulher, a vida me oferece. Nunca, em momento algum da minha vida, me senti excluída, inferiorizada, menosprezada ou outra coisa qualquer assim desagradável. Antes pelo contrário. A minha vida de mulher tem-me dado muito mais do que imagino que teria enquanto homem. Vernizes, por exemplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, desde pequena que tenho uma fantasia. E o pior é que é daquelas que nunca vai poder tornar-se realidade e que, talvez por isso mesmo, me persegue recorrentemente. Adoraria viver um dia da minha vida como homem. Não é viver &lt;em&gt;como se&lt;/em&gt; fosse um homem. Não é vestir-me, falar, comportar-me como um. Era mesmo &lt;em&gt;ser&lt;/em&gt; um homem. Por um só dia. Para poder saber como sentem, como vivem, como é o mundo para eles. E trazer, de volta ao meu género feliz, como prova vívida da experiência, a sensação... de um pontapé nos tomates!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112867815379279425?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112867815379279425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112867815379279425&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112867815379279425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112867815379279425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/10/o-pontap-nos-tomates.html' title='O PONTAPÉ NOS TOMATES'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112791975602359335</id><published>2005-09-28T15:44:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T16:27:22.730+01:00</updated><title type='text'>COM OVO A CAVALO</title><content type='html'>Estou a descobrir os blogs do lado de dentro. Surpreendo-me a construir posts e posts, completamente intraduzíveis, só descodificados por mim, no emaranhado da minha cabeça cuja parte visível é bem ilustrativa do que lá vai dentro. E a este propósito lembrei-me de uma coisa que a minha mãe dizia acerca do mau estado dos penteados: que era directamente proporcional ao estado do interior da "concha". Tinha razão, a senhora. E quem a mandou parir uma cabeça com tantos caracóis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai! Como posso eu (d)escrever o que p'ráqui vai neste momento? Momento um pouco longo já que dura desde ontem... Mas que interessa o Kronos nesta coisa dos miolos, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora só me vem à cabeça a voz do Chico "o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui está preta". Mas não está. O que quero é dizer-lhes, falar-lhes do que esta coisa dos blogs tem sido para mim. Que original!!! Nunca ninguém se lembrou disto antes, pois não? Já??? Oh... Pronto! Xô pensamento. Xô... Chiu! Caluda! Biquaite! Que esse assunto já não interessa a ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então a Portugália? Pois que bem podia ter sido na Cervejeira... ou na Trindade! Mas não foi. Foi mesmo em frente àquele bife de que nem gosto muito por já ter o molho tão aguado, que eu tenho a absoluta certeza de ter conhecido a &lt;a href="http://100nada.weblog.com.pt/"&gt;Cat&lt;/a&gt;. Nesse dia - há eras - apercebi-me de como estava apanhada por isto. Assim, sem nada que pudesse fazer prever, a minha vida fora preenchida com uma data de gente nova que eu não conhecia de lado nenhum, de quem nada sabia a não ser o que lia porque também nada mais me interessava. E parecia-me tudo novo, tudo tão desconhecido, tudo tão (ui!) sensações... Mas, naquele momento, à frente do meu bife e da mesa com uma mulher, uma criança e um homem percebi que, afinal, a nossa cabeça não inventa do zero. Constrói-se sempre a partir de alguma coisa previamente conhecida. Foi por isso que precisei de dar corpo a uma das minhas bloguistas preferidas. Sem a preocupação de testar a realidade. Só para que pudesse pensar num rosto, nuns olhos, num filho, cada vez que a visitasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112791975602359335?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112791975602359335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112791975602359335&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112791975602359335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112791975602359335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/09/com-ovo-cavalo.html' title='COM OVO A CAVALO'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112783228419603553</id><published>2005-09-27T15:28:00.000+01:00</published><updated>2005-09-27T16:03:50.930+01:00</updated><title type='text'>O HÁBITO FAZ A MONGA!</title><content type='html'>Durante todo o tempo em que andei por aqui, no meu estilo voyeuse mais refinado, visitava os outros blogs através dos links da minha lista de favoritos, obsessivamente arrumada em pastas ordenadas alfabeticamente. Excepção feita aos blogs da minha Ana que cabem numa pasta chamada VIP (um bocadinho piroso, não acham? Mas enfim... sem o seu quê de ridículo e pimpinoso não há Amor que lhe mereça o nome...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem inchei de orgulho quando olhei para o meu template novinho e vi o resultado das horas que passei a suar as estopinhas para colocar os links dos meus blogs mais queridos. Bom... claro que a lista facultada pela Ana (copypastecopypaste) sempre me foi refrescando o esforço... Mas soube-me tão bem colocar os títulos, pensá-los com o carinho que tenho por cada uma das pessoas que leio quase diariamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... não é que não os uso??? Que raio de mentecapta me saí! Abro o blog, verifico as caixas de comentários (babo, babo, babo) e minimizo para ter espaço para a lista de favoritos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112783228419603553?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112783228419603553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112783228419603553&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112783228419603553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112783228419603553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/09/o-hbito-faz-monga.html' title='O HÁBITO FAZ A MONGA!'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112748850829257164</id><published>2005-09-23T15:42:00.000+01:00</published><updated>2005-09-23T16:44:36.650+01:00</updated><title type='text'>O GRELO A ROMPER</title><content type='html'>Porque já germinou, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria mesmo escrever o tal post mais sério. Aquele que explicasse porque é que fui tão renitente em abrir um blog. E porque continua a ser-me difícil acreditar que tenho um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre escrevi. Ainda antes de saber juntar letras com lógica, já gatafunhava páginas e páginas de cadernos roubados ao mano D com linhas que a memória me traz iguais a infindáveis ées encadeados uns nos outros e alternados, aqui e ali, com emes de mil pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primária adorava fazer composições. Que, na altura, ainda se chamavam redacções o que, a meu ver, era um nome muito mais bonito. Dos 9 aos 17 anos mantive um diário. Com os factos da minha vida. Os reais e os completamente inventados, frutos carnudos e tenros da minha fantasia galopante. No 11.º ano, ganhei um concurso de literatura lá da escola. Com um poema a armar ao erudito, resultado dum TPC que impunha construir qualquer coisa sobre o"O Poeta Fingidor". E quando me telefonaram do Conselho Directivo, a dizer que podia ir levantar o Atlas que tinha ganho mais uma "Aparição", não fazia ideia do que estavam a falar! Sabia lá que a querida professora de português se encantara com aquela pouco mais que bosta, escrita entre soluços de corno e lágrimas de lagartixa e tinha resolvido levá-la a concurso? O que é certo é que ficou famoso. Tão famoso que os amigos desse tempo ainda me pedem, entre risos que eu interpreto sempre elogiosos (que mais poderiam ser?) para declamar os 2 primeiros versos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, de repente, sequei! Deixei de ter aquela capacidade de transformar as ideias em palavras, ainda na cabeça e, depois, passá-las para uma forma. Exterior a mim, partilhável, acessível a outros. E só agora, quando os blogs me irromperam pela vida adentro, consegui pensar nisso outra vez. E lembrei-me que há 3 anos fui capaz de retomar aquele prazer. E percebi porque foi que, durante alguns meses, me soube tão bem manter aqueles longos mails com alguém que tinha descongelado aquela capacidade. E como isso voltou a acontecer com a Ana. E porque é que eu não queria ter um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que só consigo escrever para alguém. Como se fosse uma conversa olhos nos olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112748850829257164?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112748850829257164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112748850829257164&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112748850829257164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112748850829257164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/09/o-grelo-romper.html' title='O GRELO A ROMPER'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112713917580089120</id><published>2005-09-19T14:30:00.000+01:00</published><updated>2005-09-19T23:28:37.043+01:00</updated><title type='text'>1.º "FAITE DAIVER"</title><content type='html'>(Que o 1.º post sério ainda está em germinação. Tal e qual os caroços das tâmaras que a minha Ana tem à janela da cozinha...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã deixo-a de molho. Cheia de dores de garganta, a minha querida. Liga-me ao meio-dia, com voz embargada. De mimo... Derreto-me toda, como de costume. Prometo visita à hora do almoço, com um dito, para que coma. Senão, já sei do que a casa gasta. "Pode ser qualquer coisa do Cook &amp; Eat"... Ok! É fácil. Fica mesmo na nossa rua. Mentalmente faço a gestão da hora que vou poder gastar. Consigo ir a Oeiras, comprar o almoço e voltar.... Às 12:50 levanto-me da secretária, carteira ao ombro, mão lá dentro para pegar nas chaves. Mas porque é que encho sempre as carteiras com tantas tralhas??? E que cheia de pressa estou!... Ai! O que é isto??? Uma coisa mole e pegajosa... Ah! O baton abriu-se... Esquece isso agora, Maria! No caminho limpas tudo com uns kleenexes... Chaves... chaves... Chaves???!!!! Oh não... não HÁ chaves. Não vão haver. Estão em casa, dentro da carteira que usei na sexta-feira. Quando fui a Viana do Castelo. No carro do serviço. EM QUE VIM HOJE PARA O TRABALHO!!! "Tou? Senhor Director? Queria pedir-lhe um favor..." Pronto! Resolvido. Bolas! Tinha-me esquecido que o ar condicionado se avariou na viagem de regresso de Viana. Que dia é hoje? Já não é QUASE fim de Setembro? TINHA QUE ESTAR ASSIM ESTE CALOR??? Meia A5 feita. Inicio a reprogramação do tempo que me sobra. Quando me imagino a pagar o almoço, vem-me à cabeça a carteira vazia. Há multibanco na área de serviço. Nada de mais. Páro, levanto dinheiro, compro o pão que me havia sido pedido e cuja compra eu recusara por não ter tempo. "Não te importas de comer o d'ontem, pois não? Aqueces um bocadinho...". Cook &amp;amp; Eat cheio. Por instantes pondero fazer-me tolinha e passar à frente de toda a gente. Mas o meu super-ego faz sempre um bom trabalho e, muito bem-comportadinha, vou para o fim da bicha. Cheia de nervoso miudinho, calor, fome e pressa. Montes de pressa. Vou deitando olhares gulosos aos únicos 3 salgados na vitrine. Do lado de lá do balcão, as duas meninas vão servindo os tabuleiros, a uma velocidade que me parece estranha. Porque é que os meus movimentos me parecem muito mais rápidos? Porque será que pisco os olhos 10 vezes e a menina ainda tem o braço suspenso no ar, a meio do movimento de deitar sopa numa tigela? "Só tem aqueles salgados?" "Só". "Então são para levar, por favor". "Tem que pedir à minha colega porque eu sou só dos quentes..." levo uns segundos (uma eternidade) a descodificar a mensagem. Dos quentes? QUEM são os quentes? Ah! A colega... Olho em volta. Outra menina está a deitar salada num prato. Presumo que seja "a dos frios". A dos salgados frios. E, de repente, entro em pânico. E ouço-me gritar: "Esse salgado é meu!" A minha coxa de galinha acabava de passar em frente dos meus olhos. Na ponta da pinça da "dos quentes". Direitinha para o prato do senhor atrás de mim. E, cheia de horror, ouço-a dizer, com uma voz carregada de enfado e impaciência:"Temos aqui um problema! Não sei como vamos resolver." Meu Deus!!! Mas é SÓ um salgado. O MEU salgado. Não há problema nenhum, minha menina. Agarras numa caixinha de papel, dessas lindas que vocês aqui têm e atira-lo lá para dentro. De qualquer maneira. À toa, mesmo. Mas faz isso depressa. Que eu só quero pagar e fugir daqui para fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112713917580089120?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112713917580089120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112713917580089120&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112713917580089120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112713917580089120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/09/1-faite-daiver.html' title='1.º &quot;FAITE DAIVER&quot;'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16731869.post-112712561454083467</id><published>2005-09-19T11:25:00.000+01:00</published><updated>2005-09-19T11:26:54.543+01:00</updated><title type='text'>POIS QUE SEJA!...</title><content type='html'>E não é que conseguiste mesmo, prima doida varrida mais querida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16731869-112712561454083467?l=amariadaianaabloggar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/feeds/112712561454083467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16731869&amp;postID=112712561454083467&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112712561454083467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16731869/posts/default/112712561454083467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amariadaianaabloggar.blogspot.com/2005/09/pois-que-seja.html' title='POIS QUE SEJA!...'/><author><name>maria carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09611238380510366346</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
